capítulo 14

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O dia começa agitado, com meu pai nos chamando para nos apressarmos.

— Não vamos parar até chegarmos lá, quero chegar até as 12:00 — ele diz, determinado.

Assim, começamos a correr novamente, em direção à Vila da Areia, em um ritmo frenético.

Ao meu lado, Shikamaru aproveita o momento para abordar um assunto delicado.

— O que seu pai fez naquele dia em que nos beijamos? Aquele corte na sua bochecha... foi ele, não foi? — pergunta ele em meio à corrida.

Tentando esconder a verdade, respondo com uma mentira.

— Não, não foi ele. Foi um acidente... um incidente sem relação com o meu pai.

Shikamaru olha para mim com desconfiança, percebendo a falsidade em minhas palavras.

— Foi ele sim, Ayka. Você não sabe mentir — ele diz, um tanto decepcionado.

Meu coração aperta com a evidência de que Shikamaru está percebendo que há mais do que eu estou disposta a revelar.

— Você pode confirmar em mim? — diz ele, buscando uma confirmação direta.

Antes que eu possa responder, meu pai surge e dispara várias shurikens em nossa direção. Agimos rapidamente, desviando com agilidade para evitar sermos atingidos.

Shikamaru não se contém e parte para cima de meu pai, visivelmente irritado.

— Você ficou doido?! — ele grita, confrontando meu pai.

Eu, perplexa com a situação, tento intervir:

— Pai, por que você fez isso?

Meu pai responde, suas palavras cheias de raiva:
— Já que vocês têm tempo para conversar, deviam estar treinando em vez disso. E você, garoto, fique longe da minha filha. Não vou te avisar de novo.

Irado com a atitude de meu pai, Shikamaru retruca:

— Você é um idiota! Estávamos conversando sobre a missão, e se eu não estivesse atento às shurikens, elas poderiam ter acertado ela!

— Calma, Shikamaru, calma — tento acalmá-lo, preocupada com a escalada da situação.

No entanto, meu pai não demonstra nenhum sinal de ceder. Ele nos grita, enfatizando sua autoridade como líder da missão.

— Eu sou o líder dessa missão, e vocês devem me obedecer, seus imbecis! — ele grita com raiva.

Shikamaru não recua e confronta meu pai.

— Estamos em uma missão, e somos todos iguais aqui. Não existe essa distinção de pai e filha,  seu idiota! — ele retruca, mostrando sua determinação em não se curvar às imposições familiares.

Meu pai finalmente retoma a caminhada, deixando claro que o confronto físico não vale a pena neste momento.

— Vamos continuar. Não quero ter que matar esse idiota aqui — ele declara.

Meu coração fica partido por essa dinâmica disfuncional entre meu pai e Shikamaru. Peço desculpas a Shikamaru, apesar de não ter certeza do que realmente aconteceu

Shikamaru acende um cigarro enquanto caminhamos, revelando sua frustração e descontentamento com a situação.

Já passa das 12:00 e finalmente chegamos à Vila da Areia. Nos aproximamos da entrada e nos deparamos com Temari e o Kazekage.

— Kazekage — cumprimenta meu pai.

Eu faço o mesmo, mostrando respeito pela autoridade do Kazekage.

Shikamaru, sempre falante, comenta:

— Gaara, quanto tempo! O Naruto queria vir junto. E Temari, é ótimo te ver.

O Kazekage nos convida para conhecermos a vila e sua residência, mas minha mente está vagando, prestando pouca atenção às suas palavras, pois minha atenção se volta para a conversa íntima entre Temari e Shikamaru. Eles parecem estar mais próximos do que antes, trocando palavras com naturalidade e intimidade.

shikamaru nara Onde histórias criam vida. Descubra agora