O dia começa agitado, com meu pai nos chamando para nos apressarmos.
— Não vamos parar até chegarmos lá, quero chegar até as 12:00 — ele diz, determinado.
Assim, começamos a correr novamente, em direção à Vila da Areia, em um ritmo frenético.
Ao meu lado, Shikamaru aproveita o momento para abordar um assunto delicado.
— O que seu pai fez naquele dia em que nos beijamos? Aquele corte na sua bochecha... foi ele, não foi? — pergunta ele em meio à corrida.
Tentando esconder a verdade, respondo com uma mentira.
— Não, não foi ele. Foi um acidente... um incidente sem relação com o meu pai.
Shikamaru olha para mim com desconfiança, percebendo a falsidade em minhas palavras.
— Foi ele sim, Ayka. Você não sabe mentir — ele diz, um tanto decepcionado.
Meu coração aperta com a evidência de que Shikamaru está percebendo que há mais do que eu estou disposta a revelar.
— Você pode confirmar em mim? — diz ele, buscando uma confirmação direta.
Antes que eu possa responder, meu pai surge e dispara várias shurikens em nossa direção. Agimos rapidamente, desviando com agilidade para evitar sermos atingidos.
Shikamaru não se contém e parte para cima de meu pai, visivelmente irritado.
— Você ficou doido?! — ele grita, confrontando meu pai.
Eu, perplexa com a situação, tento intervir:
— Pai, por que você fez isso?
Meu pai responde, suas palavras cheias de raiva:
— Já que vocês têm tempo para conversar, deviam estar treinando em vez disso. E você, garoto, fique longe da minha filha. Não vou te avisar de novo.
Irado com a atitude de meu pai, Shikamaru retruca:
— Você é um idiota! Estávamos conversando sobre a missão, e se eu não estivesse atento às shurikens, elas poderiam ter acertado ela!
— Calma, Shikamaru, calma — tento acalmá-lo, preocupada com a escalada da situação.
No entanto, meu pai não demonstra nenhum sinal de ceder. Ele nos grita, enfatizando sua autoridade como líder da missão.
— Eu sou o líder dessa missão, e vocês devem me obedecer, seus imbecis! — ele grita com raiva.
Shikamaru não recua e confronta meu pai.
— Estamos em uma missão, e somos todos iguais aqui. Não existe essa distinção de pai e filha, seu idiota! — ele retruca, mostrando sua determinação em não se curvar às imposições familiares.
Meu pai finalmente retoma a caminhada, deixando claro que o confronto físico não vale a pena neste momento.
— Vamos continuar. Não quero ter que matar esse idiota aqui — ele declara.
Meu coração fica partido por essa dinâmica disfuncional entre meu pai e Shikamaru. Peço desculpas a Shikamaru, apesar de não ter certeza do que realmente aconteceu
Shikamaru acende um cigarro enquanto caminhamos, revelando sua frustração e descontentamento com a situação.
Já passa das 12:00 e finalmente chegamos à Vila da Areia. Nos aproximamos da entrada e nos deparamos com Temari e o Kazekage.
— Kazekage — cumprimenta meu pai.
Eu faço o mesmo, mostrando respeito pela autoridade do Kazekage.
Shikamaru, sempre falante, comenta:
— Gaara, quanto tempo! O Naruto queria vir junto. E Temari, é ótimo te ver.
O Kazekage nos convida para conhecermos a vila e sua residência, mas minha mente está vagando, prestando pouca atenção às suas palavras, pois minha atenção se volta para a conversa íntima entre Temari e Shikamaru. Eles parecem estar mais próximos do que antes, trocando palavras com naturalidade e intimidade.
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shikamaru nara
Fanfic"Em uma jornada imprevisível, a vida conduz um indivíduo a encontros que mexem profundamente com suas emoções. Entre armadilhas e reviravoltas, surge um emaranhado de confusões envolvendo amor, amizade e lutas internas"
