capítulo 12

1.6K 123 58
                                        

Acordo com alguém me chamando repetidamente e me balançando. Ouço vozes ao meu redor, cada vez mais alto. Com esforço, consigo abrir meus olhos e vejo que o Capitão Iamato e Sakura estão ao meu lado, enquanto Naruto, Sai, Kakashi Sensei e provavelmente o Sasuke estão em pé, me encarando.

— Onde estou? — pergunto, ainda confusa com a situação.

— Você está no hospital — responde o Capitão Iamato.

— Como cheguei aqui? — indago, tentando juntar as peças.

— Você começou a gritar enquanto dormia. Nesse momento, estávamos chegando, então a trouxemos para cá — explica Kakashi-Sensei.
— Obrigada. Deve ter sido apenas um pesadelo — respondo, sentindo alívio ao perceber que estava em um lugar seguro.

Sasuke, com sua habitual seriedade, comenta:

— Um pesadelo ou um genjutsu?

A pergunta de Sasuke me faz ponderar sobre o que realmente aconteceu. Talvez tenha sido mais do que um simples pesadelo. A lembrança dos conflitos com meu pai e a violência que experimentei me assombram mais uma vez. Talvez esse tenha sido um reflexo das minhas batalhas internas.

Sai, sempre observador, acrescenta:

— Por que você estava usando uma máscara?

Tento pensar rapidamente em uma resposta convincente e decido mentir, dizendo:

— Acho que estou doente.

Sai, no entanto, lembra-se do meu ferimento no rosto e menciona:

— Achei que fosse por causa do machucado no seu rosto.

Nesse momento, percebo que estou sem a máscara que usava para cobrir o machucado.

— Ah, é por isso. Machuquei-me em uma árvore ontem — dou uma explicação rápida para evitar mais questionamentos.

Sakura interrompe a conversa, dizendo:

— Já que você acordou, pode ir agora.

Naruto prontamente se oferece para me acompanhar, dizendo:

— Eu te acompanho.

— Obrigada, Naruto — agradeço a ele com sinceridade enquanto saímos do hospital, colocando a máscara de volta para esconder o machucado no meu rosto.

Enquanto caminhamos em silêncio, Naruto quebra o silêncio com uma observação perspicaz:

— Acho que você precisa conversar com alguém.

— Posso confiar um segredo, Naruto?

— Claro, mesmo que a gente não tenha conversado muito, considero você uma amiga.

— Ontem à noite, houve uma discussão intensa e meu pai acabou sendo violento comigo. Estou com medo e não sei o que fazer.

Enquanto falo, as lágrimas começam a escorrer pelo meu rosto. Naruto me envolve em um abraço reconfortante.

— Sinto muito que você esteja passando por isso. Ninguém deveria sofrer abuso, especialmente por alguém da família. Você não está sozinha e vamos encontrar uma maneira de ajudar você. Vou conversar com os outros para pensar em uma solução.

— Por favor, não conte para ninguém. Não quero que eles tenham pena de mim.

— Tudo bem, se é isso que você quer, vou respeitar.

— O que vocês estão fazendo, abraçados? — pergunta uma pessoa atrás da gente. Viramos para olhar.

— Oi Shikamaru, Hinata — gagueja Naruto.

— Olá — cumprimento os dois.

Shikamaru nos olha com indiferença e boceja.

— Por que teve que abraçá-la, Naruto? — questiona Shikamaru.

Hinata olha para nós com preocupação e gentileza.

— Naruto, você está bem? Parece que algo aconteceu...

— Tá tudo bem — responde Naruto.

— Naruto, podemos conversar agora? — pergunta Hinata.

— Eu ia acompanhar a Ayka até em casa — responde ele, visivelmente nervoso.

— Tudo bem, Naruto. Eu vou sozinha — digo, fazendo gestos para que ele vá com Hinata.

Compreendendo minha intenção, Naruto concorda e se desculpa por ter que sair.

— Desculpa, Ayka. Conversamos mais tarde, certo?

Concordo com um aceno de cabeça
Continuo a caminhar até sentir uma mão no meu ombro, sinalizando que alguém quer falar comigo.

— Você me ignorou lá atrás — diz Shikamaru, com uma expressão de leve irritação.

— Desculpe, nem percebi que te deixei para trás — respondo, sentindo-me culpado pela falta de atenção.

— Por que você estava abraçando o Naruto? Ele então me questiona sobre um momento em que me viram abraçando o Naruto.

— Ah, foi um assunto pessoal — digo, sem pensar muito nas palavras.

Shikamaru continua a me encarar, com uma expressão curiosa.

— Você vai voltar para casa? Precisamos ir à sala da Hokage. Posso te acompanhar?

Fico inseguro com a ideia de ir com ele e respondo:

— Tinha esquecido desse compromisso. Acho melhor não irmos juntos.

Ele me olha com desprezo, parecendo desapontado com a minha resposta.

— Por que não? — questiona ele, claramente não satisfeito com minha decisão.

Neste momento, percebo que foi uma resposta infeliz de minha parte.

Antes que eu possa dizer mais alguma coisa, ele segura meu braço, virando-me para olhá-lo.

— Você está interessada no Naruto? — questiona ele, com um olhar duvidoso.

Em meio à pressão do momento, minhas emoções começam a transbordar e sinto meus olhos lacrimejarem.

— Não... — respondo rapidamente, lutando para controlar minha voz embargada. — Não é isso...

— Por que está usando essa máscara depois do que aconteceu ontem? Decidiu que é mais seguro dessa forma? — questiona Shikamaru.

— Não, Shikamaru. Meu rosto está machucado e eu não quero que ninguém veja — respondo com um tom de raiva, sentindo a necessidade de proteger minha privacidade e esconder as marcas visíveis do abuso.

Ele retira a máscara com cuidado e observa o machucado em silêncio, sua expressão demonstrando preocupação genuína. Incapaz de encarar seu olhar, desvio nossos olhos e tento minimizar a situação.

— Eu estou bem — digo, lutando para controlar minhas emoções e mostrar uma fachada de força.

— Que bom que vocês chegaram. Tenho uma missão de duas semanas na Vila da Areia, e vocês três, juntamente com o pai da Ayka, serão responsáveis pela equipe — diz a Hokage.

— É um prazer trabalhar com vocês — responde meu pai

Neste momento, meu pai se aproxima de nós e para ao meu lado. Seu sorriso maligno me causa arrepios.

— Te espero em casa, filha — diz ele com uma voz sinistra.

Sinto meu coração disparar mais uma vez, seguido de uma pontada de dor de cabeça intensa. Meu corpo começa a ficar tonto e desorientado.

— Preciso de um momento... — murmuro, lutando contra a vertigem e o mal-estar.

Shikamaru olha para mim, preocupado enquanto tento recuperar o equilíbrio. Os eventos recentes estão afetando profundamente minha saúde mental e física, e agora enfrentarei a dificuldade de uma missão ao lado do meu pai, cuja presença é uma constante fonte de medo e angústia.

shikamaru nara Onde histórias criam vida. Descubra agora