capítulo 17

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Uma semana se passou e, hoje, iremos reunir todos os conselheiros na sala de reunião. Fiquei o mais distante possível de Ayka, evitando qualquer contato para que o pai dela não fique com raiva e a agrida novamente. Se isso acontecer novamente, não sei do que sou capaz de fazer. Enviei o remédio para Ino e Sakura descobrirem a composição, mas até agora não obtive nenhuma resposta. No entanto, confio que elas encontrarão algo importante.

Todos os conselheiros já estão na sala de reunião, esperando o início da discussão. Gaara, em sua posição de Kazekage, expressa sua decepção com um deles.

— Com todos aqui, quero deixar claro, como Kazekage, que estou decepcionado com um de vocês — diz Gaara com seriedade.

Eu permaneço no canto da sala, observando tudo atentamente.

Há um breve momento de silêncio em que todos os conselheiros se olham, sentindo o medo emanando deles.

De repente, vários ninjas entram na sala, chamando a atenção de todos.

— O que significa isso, Gaara? Somos os conselheiros, você nos deve respeito — diz um dos conselheiros, tentando se pronunciar.

Pego um cigarro e acendo enquanto os conselheiros começam a discutir.

— É exatamente isso, Gaara. Nunca precisamos de ninjas em nossas reuniões, especialmente esses ninjas da Folha — diz outro conselheiro, irritado.

— Gaara nos chamou, então viemos — digo, saindo do canto da sala. — E se eu fosse você, ficaria calado — acrescento com seriedade.

Gaara toma uma decisão.

— Podem prendê-lo — ordena ele.

Os ninjas se aproximam e seguram o conselheiro, impedindo qualquer resistência.

— Não precisa ficar nervoso, pois já descobrimos que o infiltrado é você. Além disso, implantamos um rastreador em todos os arquivos, o que nos levou até você — revela Ayka.

O conselheiro enfurecido grita em resposta.

— Seu maldito!

Eu me aproximo e me posiciono na frente dele.

— Você vai nos dizer para quem você trabalha e por quê — digo, encarando-o com firmeza.

O homem traidor faz um pequeno gesto, virando a cabeça, e para mim já é o suficiente.

— Ora, como você entrega seu parceiro tão facilmente? — digo, me virando para outro conselheiro.

— Do que você está falando, seu idiota? — o conselheiro grita.

— Nós estávamos de olho em todos os lugares — diz Shoto.

— Como assim? — pergunta o conselheiro.

— Permita-me explicar claramente. Usamos genjutsu na sala de arquivos e olhos de areia estavam em todas as portas dos quartos de vocês. Vimos quem entrava e quem saía do quarto do conselheiro (nome). Vimos outro conselheiro entrar, só não vimos o resto. Criamos um genjutsu para levar os documentos errados sem que vocês percebessem, foi algo simples. Agora só nos resta descobrir o porquê disso.

A revelação causa um silêncio tenso na sala de reuniões. Os conselheiros restantes ficam chocados ao perceberem que sua confiança foi traída por um de seus próprios colegas.

— Podem deixar o resto comigo — diz Gaara. — Amanhã vocês podem retornar para a Vila da Folha.

— Quero voltar hoje — digo, determinado.

— Então vamos partir agora mesmo — diz Shoto.

Assim, preparamos tudo e partimos. Caminhamos durante o dia e a noite, chegando à vila ao amanhecer. No entanto, para minha surpresa, Naruto, Sakura, Ino, Sasuke e Sai estão nos esperando no portão.

— Vocês estão saindo em missão? — pergunto.

— Não, estávamos esperando vocês. Gaara nos enviou uma mensagem dizendo que vocês estavam voltando — responde Naruto.

Nesse momento, ninjas ANBU aparecem e agarram Shoto, causando surpresa e confusão entre nós.

— O que está acontecendo, Naruto? — pergunta Ayka, buscando entender a situação.

— Me soltem! — Shoto grita, lutando contra o controle dos ANBU.

— Não vamos soltar você. Tem muito o que explicar — diz Sasuke, aproximando-se de Shoto. — Vamos,Sai  Naruto, vamos sair daqui. Deixemos isso para Sakura e Ino resolverem.

Sasuke, Sai e Naruto, juntamente com os ninjas ANBU, levam Shoto sob sua custódia. A situação fica tensa enquanto observo a cena se desenrolar diante dos meus olhos.

—vocês podem me explicar oq tá acontecendo ,pergunta Ayka confusa

— Shikamaru nos enviou um comprimido suspeito, possivelmente contendo uma substância que pode apagar temporariamente a memória de quem o toma. Ele nos pediu para estudar sua composição e entender melhor suas propriedades — explica Ino.

Ayka olha para mim com surpresa e confusão enquanto tenta assimilar a informação.

— O que você quer dizer com um comprimido que faz você esquecer memória? — ela pergunta, claramente perplexa.

Sakura toma a palavra e diz de maneira direta:

— Esse tempo todo, você estava sendo drogada.

A notícia cai como uma bomba, tanto para Ayka quanto para mim. A ideia de alguém manipulando suas memórias é chocante e perturbadora.
Percebendo que esse não é o ambiente adequado para discutir tal assunto delicado, seguro a mão de Ayka e digo:

— Vamos conversar em outro lugar.

Nós nos dirigimos a uma sala especial no escritório da Hokage, onde teremos mais privacidade para discutir os detalhes

Quando entramos na sala, encontramos o Capitão Yamato, a Hokage e Kakashi-sensei presentes. A Hokage nos pede que as meninas se retirem, ficando apenas nós cinco na sala.

— Ayka, quero que você me escute bem — diz a Hokage, segurando a mão dela.

— Nós estamos do seu lado — completa o Capitão Yamato.

Ayka parece nervosa e ansiosa, assim como eu. Minhas emoções estão à flor da pele enquanto aguardo a revelação que está prestes a ser feita.

— Ayka, ele não é seu pai — diz Kakashi-sensei, sua voz firme e determinada.
As palavras de Kakashi-sensei pairam no ar por um momento, criando uma tensão palpável na sala. Ayka fica em silêncio, processando a informação que acabou de ouvir.

— Vocês estão brincando comigo? — Ayka pergunta, com uma risada nervosa.

A Hokage segura a mão de Ayka com ternura antes de responder.

— Isso não é uma brincadeira, Ayka. Ele era um morador de nossa vila que cometeu um crime e fugiu. Ele assassinou seus pais e fugiu com você, se instalando no País dos Vegetais e conseguindo trabalhar para a princesa.
A revelação deixa Ayka atordoada. Tudo o que ela pensava que sabia sobre sua origem e família agora fica em dúvida.

— Quando ele cometeu o crime, era o terceiro Hokage. Agora, a princesa, que confiava muito nele, o enviou para trabalhar com a Hokage como forma de agradecimento por sua ajuda. Esse caso estava esquecido há muito tempo — explica o Capitão Yamato.

Seguro a mão de Ayka com firmeza, sentindo o gelo em sua pele. Em um piscar de olhos, vejo Ayka desabar em meus braços, tremendo de emoção e choque.

shikamaru nara Onde histórias criam vida. Descubra agora