capítulo 16

1.5K 111 20
                                        

Entramos na cozinha, e Ayka me questiona a respeito de por que eu aceitei sair com Temari. Seu olhar curioso mostra que ela está interessada em saber mais.

— Não, só queria ver sua reação — respondo, me sentando na mesa.

Ela fica confusa com minha resposta.

— Minha reação? — pergunta ela.

— Sim, se você está me perguntando é porque ficou curiosa. — Digo, apoiando-me na mesa com um sorriso.

Ayka responde de forma rápida e direta, negando qualquer curiosidade em relação ao assunto.

— Não fiquei curiosa.

Dou uma risada suave.

— Vou acreditar em você, então.

Logo em seguida, ela pede desculpas pelo comportamento do pai.

— Tudo bem, ela já tinha deixado claro que não gosta de mim. Quando fui te buscar para o treinamento, ele falou assim: "Garoto, fique longe da minha filha" — rio, lembrando da situação.

Percebo que o rosto de Ayka fica corado com minhas palavras.

— Desculpa — ela murmura, demonstrando delicadeza.

— Isso só me fez querer ficar mais perto de você. E aquele arranhão no seu rosto foi ele? — pergunto, preocupado.

Ela concorda com um movimento de cabeça e a voz baixa.

— Sim.

Sinto a necessidade de abrir meu coração para ela.

— Depois que terminei com Temari, não senti nada por ninguém até você aparecer — digo, segurando suavemente sua mão, transmitindo sinceridade.

Ayka se surpreende com minhas palavras.

— Isso quer dizer que você gosta de mim?

Olho profundamente em seus olhos e confirmo com convicção:

— Sim. Eu gosto de você.

Antes que ela possa responder, somos interrompidos.

— Essa é a última vez que te aviso, garoto. Fique longe dela. — Diz Shoto, com o rosto sério e a voz ameaçadora.

Ayka se encolhe, parecendo assustada. Decido não confrontá-lo naquele momento para protegê-la.

— Estamos conversando sobre um plano — digo, tentando manter a calma na frente de Shoto.

—Vc pode conversar comigo — diz ele, e vc já tomou remédio? pode ir para o seu quarto — diz se referindo a Ayka.

Ayka acena positivamente e sai da cozinha, deixando-nos a sós.

O comportamento de Shoto em relação aos remédios continua a me intrigar. Por que ele está tão preocupado com isso? (Pensamento)

—Chamei você para conversar e você não quis — digo firmemente.

—Diga, garoto, o que você quer? — ele responde com irritação evidente em sua voz.

Explico cada detalhe do meu plano para descobrir a identidade dos infiltrados na Vila da Areia, compartilho minhas ideias estratégicas e enfatizo a importância de seguir esse plano.

—Se seguirmos o plano, podemos voltar para a Vila da Folha mais cedo — concluo.

Ao ouvir minha proposta, Shoto parece considerar a possibilidade. Ele respira fundo, avaliando os riscos e benefícios.

—Então vamos começar — diz Shoto, mostrando uma pitada de interesse. — Mas primeiro, preciso resolver uma coisa.

Sigo para a sala de arquivos, observando cada detalhe do local. Os códigos de segurança parecem complicados de entender, o que me leva a concluir que aqueles que entraram aqui sabem exatamente como passar pelas armadilhas e alarmes. Isso indica que o infiltrado tem conhecimento interno e está bem familiarizado com a área dos conselheiros.

Minha mente está a mil, se esforçando para analisar todas as possibilidades. Verifico minuciosamente cada canto da sala, buscando pistas ou qualquer indício que possa levar à identificação do traidor.

Tão absorto na busca, não percebo a chegada de Shoto até ele se juntar a mim

— Já está tarde, vou dormir — diz ele.

Assinto, compreendendo sua necessidade de descanso. No entanto, minha determinação me leva a permanecer um pouco mais.

— Irei ficar mais um pouco, tentarei encontrar mais informações aqui. Acredito que podemos ter pistas valiosas nesta sala de arquivos — comento, mantendo o foco e o comprometimento com o objetivo.

Enquanto Shoto se afasta, volto minha atenção para as prateleiras repletas de documentos e registros. Continuo vasculhando, avaliando os protocolos de segurança, as comunicações internas e qualquer detalhe que possa nos conduzir à identidade do infiltrado.

Sinto uma inquietação crescer dentro de mim quando uma ideia surge, mas percebo que preciso de ajuda para colocá-la em prática. Sei que, apesar da hora tardia, apenas Ayka e Gaara podem me ajudar nesse momento. Decido dirigir-me ao quarto de Ayka e bato na porta, mas não obtenho resposta. Sem hesitar, decido entrar.

Ao entrar, vejo Ayka deitada na cama. Toco seu braço levemente, fazendo-a gemer de dor.

— O que aconteceu com você? — pergunto, preocupado, percebendo que ela tenta me ignorar. Decido então me aproximar e me sentar ao lado da cama.

Ela se senta, revelando um hematoma roxo em seu braço.

— Estou bem, por que você está aqui a essa hora? — ela pergunta, claramente curiosa sobre minha visita.

Respiro fundo, buscando as palavras certas para explicar minha presença.

— Preciso de você — digo de forma séria, desviando o olhar momentaneamente. — E o que aconteceu com seu braço? Foi ele?

— Sim, mas vou ficar bem — diz ela.

Sinto uma raiva crescer dentro de mim ao saber que alguém machucou Ayka, mas sei que não posso fazer nada contra o pai dela no momento.

— Quero que você mantenha um jutsu na sala de arquivos para pegar esses infiltrados. Quero voltar logo para a vila. Tenho um assunto a resolver.

Vejo o frasco de remédio que ela toma perto da cama e pego-o para observar.

— Quanto tempo você toma esse remédio?

— Desde que nasci — responde ela.

Decido abrir o frasco e cheirá-lo, examinando a composição. Pego um comprimido para observar mais de perto.

— Esse não presta, vou jogar fora, tudo bem? — proponho, buscando garantir sua segurança.

— Tudo bem — diz Ayka, aceitando a minha decisão.

Com essas questões temporariamente resolvidas, digo a ela que voltarei a vê-la no dia seguinte e saio de seu quarto. Enquanto caminho em direção ao meu quarto, tiro o comprimido do bolso e começo a analisar sua composição. Por que há tanto cuidado em uma simples vitamina? Essa pergunta ecoa em minha mente, despertando minha curiosidade.

Decido investigar mais a fundo a composição do remédio

shikamaru nara Onde histórias criam vida. Descubra agora