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"Olho para a minha perna onde a shuriken havia atingido. Há um sangramento forte e começo a sentir uma leve dormência. Retiro a shuriken e, ao examinar a ponta, percebo que estava envenenada.
— Droga!! Ayka, cuidado! Essas shurikens estão envenenadas — digo a ela, segurando a dor.
— Vamos voltar — diz ela preocupada.
— Temos que terminar ou vamos perder o rastro deles — digo, ofegante.
— Vamos continuar, mas precisamos ser cautelosos. Sua saúde é prioridade — ela fala.
— Vamos nos separar aqui, vamos continuar nos comunicando pelo comunicador — digo indo por outro caminho. Após me afastar o suficiente dela, tiro a kunai e, logo acima onde fui atingido, corto para fazer o sangue sair. Aplico um antídoto que Ino deu para mim e Chouji há um tempo. Ela falou que era bom contra qualquer veneno. Respiro aliviado ao sentir um imediato alívio no envenenamento.
"É bom ter uma médica na equipe", penso para mim mesmo.
— Você está bem? — pergunta ela pelo comunicador.
— Sim, estou indo para o outro lado da mina. Se você encontrar os bandidos, não lute sozinha — digo.
— Não precisa se preocupar. Sou uma Caçadora ANBU e treinada pelo mestre Jiraya — diz ela orgulhosa.
Não pude deixar de soltar um riso."
— Mesmo assim, não lute. Ordem dada, não se machuque, por favor, imploro.
Sinto a respiração dela ficar ofegante.
— Ayka, você os encontrou? — pergunto, mas não obtenho resposta. Inferno!!!
Começo a correr na direção em que ela foi.
— Ayka! — grito novamente, mas ainda não recebo resposta.
A tensão está aumentando enquanto vou em busca de Ayka. O que pode ter acontecido com ela?
— Ayka! — grito novamente.
É hora de pedir reforços. Escrevo no papel e queimo, assim a mensagem chegará até a Hokage.
— Shikamaru, tô aqui! — finalmente ela me responde.
Sigo o som da sua voz e a encontro de cabeça para baixo, amarrada pelos pés. Me aproximo, ficando de frente para o seu rosto.
— Tsunade ficaria orgulhosa de ver a Caçadora ANBU dela assim — rio. — E o mestre Jiraya, nem posso imaginar qual seria a reação dele — digo com deboche.
— Me ajuda a descer — diz ela.
— Só se você me responder uma pergunta... Alguma vez você gostou de mim? — digo, olhando em seus olhos.
Ayka suspira, parecendo um pouco desconcertada. Ela olha para o chão por um momento antes de finalmente responder.
— Agora não é hora para conversar sobre isso — diz ela, ficando corada.
Decido aproveitar o momento para expressar meus sentimentos de uma vez por todas.
— Tem que ser agora, ou depois você vai fugir de mim — digo, me sentando cuidadosamente no chão, amarrado a perna machucada. — Posso ficar o dia todo esperando sua resposta.
Ayka parece se mexer desconfortavelmente e seus olhos encontram os meus mais uma vez.
— Você sempre foi teimoso assim — ela diz, sacudindo a cabeça levemente.
Decido não desistir tão facilmente.
— Não, só quando algo me interessa. Esperei um ano para saber se você gostava de mim, não tenho mais paciência para esperar.
Ayka olha profundamente em meus olhos por um momento, percebendo minha determinação.
— Humm... Sim — ela responde, mal audível.
A tensão no ar é palpável e, sem pensar duas vezes, seguro seu rosto com gentileza e a beijo com toda a paixão que aguardei durante tanto tempo. Nossos lábios se encontram em um doce e intenso momento de romance, enquanto tudo ao nosso redor parece desaparecer.
Quando finalmente nos separamos, nossas respirações estão entrelaçadas, e nossos olhos se encontram em um olhar cheio de promessas para o futuro.
— Wow... — sussurro, sem conseguir conter um sorriso.
Ayka sorri em resposta, seus olhos brilhando com felicidade e um toque de surpresa.
— Nunca pensei que diria isso, mas... estou feliz por ter respondido à sua pergunta — diz ela, o tom de surpresa ainda presente em sua voz.
Decido soltá-la, mas segurando sua mão firmemente, ajudando-a a ficar em pé.
— Podemos continuar depois. Vamos prender esses caras e voltar — digo, segurando sua mão e caminhando até o final da mina.
"Continuamos até chegar no fim da mina e, para nossa surpresa, os bandidos pareciam estar nos esperando.
— Tome cuidado, Ayka — digo a ela, que parece estar animada para a luta.
— Ela vai morrer aqui — diz uma voz familiar, sinto um arrepio percorrer minha espinha. Levanto a cabeça e vejo Shoto sentado no alto da mina.— Aqui será o cemitério de vocês!! — ele afirma, sua voz cheia de confiança. — Matem o pivete. A menina é minha.
Ao ouvir suas palavras, minha mente começa a se encher de memórias do passado. Olho para Ayka, que parece ter parado no tempo, imaginando que suas memórias retornaram ao ver Shoto, aquele que dizia ser seu pai.
— Fica calma, Ayka. Eu vou te proteger — digo, segurando seu rosto. Ela me olha nos olhos.
— Eu vou prendê-lo — diz ela com determinação.
Decido confiar em sua força e resolução, mesmo que isso signifique permitir que ela lute contra seu passado.
— Ok., Vou deixar ela lutar contra seu passado apoiando-a em sua decisão.
O passado se entrelaça com o presente, criando uma teia complexa de sentimentos e desafios.
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shikamaru nara
Fanfiction"Em uma jornada imprevisível, a vida conduz um indivíduo a encontros que mexem profundamente com suas emoções. Entre armadilhas e reviravoltas, surge um emaranhado de confusões envolvendo amor, amizade e lutas internas"
