(Manoela)
Sinto seu corpo se moldar ao meu e acordo assustada. Deitei apenas por alguns minutos para esperar por ele, mas novamente apaguei. Luísa e Heitor ficaram aqui até a hora que os mandei para casa, sabia que minha amiga estava cansada e sinceramente queria ficar sozinha esperando meu marido. Infelizmente, meus hormônios não me deixam ficar acordada por mais que três horas seguidas e não consegui esperar desperta. Meu bebê está me mantendo em um eterno estado de sonecas.
- Arthur? Que horas são? - falo olhando ao redor, confusa se são três da manhã ou três da tarde.
Arthur ri no meu ouvido e beija meu pescoço, arrepiando deliciosamente a minha pele.
- São só nove horas, amor. - ele sobe uma mão para o meu ventre e o sinto cheirar meus cabelos - Nosso bebê está te derrubando.
- Tal pai, tal filho. - me viro rindo ao escutar seu rosnado - Você demorou.
Meu marido me olha com adoração enquanto passa sua mão pelo meu rosto, tirando os fios de cabelo que estão ali. Há algo diferente nele, Arthur parece mais tranquilo e relaxado. Uma imagem bem diferente do homem surtado que saiu daqui mais cedo.
- Tive que resolver umas coisas, mas agora está tudo bem. Comeu direitinho?
Assinto com a cabeça e me aconchego mais no seu peito nu, sentindo seu cheiro delicioso. Senti tanto a falta dele e foram apenas algumas horas, não estou muito no controle das minhas emoções mais.
Não sei o que me dá, mas começo a chorar. Arthur pega meu queixo entre os dedos e me força a olhar para o seu rosto. Quando vê minhas lágrimas, fica completamente horrorizado.
- Por que está chorando, menina linda? - ele franze seu cenho e se levanta, me puxando para seu colo e se encostando na cabeceira - Me desculpa por mais cedo, eu fui um idiota.
- Tudo bem, - começo a rir ainda chorando e ele me olha confuso - não estou chorando por causa disso. Não sei o motivo, só senti tanta saudade. Acho que essa gravidez vai ser divertida.
Arthur ri me abraçando mais apertado no seu peito e eu relaxo nos seus braços. Meu marido pode ser difícil, ciumento, possessivo e obcecado, mas não mudaria nada nele. Acho que os sentimentos que sinto por ele me deixam sufocada às vezes, e que jeito maravilhoso de perder o ar.
- Não sei como vou aguentar te ver chorando. - sinto seu corpo estremecer e me afasto para o encarar, vendo sua expressão de pânico - Meu deus, não quero nem mesmo pensar no dia do parto! Se eles deixarem você sentir alguma dor...
- Arthur! - o interrompo rindo - Claro que vou sentir dor, é um parto!
Sua carranca me diz que ele não aceita as regras básicas da natureza.
- Não me importo, eles que se virem. Minha menina não vai sofrer.
Decido não insistir no assunto, porque meu marido apenas vai querer o que ele acha que é certo e pronto. Isso me faz lembrar da nossa briga de mais cedo, e não aguentando ficar com qualquer coisa entre a gente, trago o assunto à tona novamente.
- Sobre o Lucas...
- Não fala esse nome. - Arthur fala rosnando entre os dentes - Nunca mais repita esse nome, nem mesmo pense nele. Fui um idiota, mas não esqueci as merdas que eu vi. Nunca mais ele vai chegar perto de você, Manoela!
Tento evitar meu sorriso divertido, mas Arthur o vê e me vira na cama deitando sobre mim. Dou um gritinho com o movimento brusco, e meu marido me força a abrir minhas pernas para acolher seu quadril. Ele mói contra mim e sinto seu pau duro bem no meu clitóris, arrancando um gemido da minha garganta.
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Meu
RomanceDesde a primeira vez que a viu, Arthur soube que Manoela era a sua escolhida. Depois de anos sendo avisado por seu pai que isso um dia aconteceria, Arthur finalmente conheceu a mulher da vida dele. Só tem um problema, ela é a irmã mais nova de um gr...
