XVII. from strangers to friends

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— DEMETRI? O QUE ACONTECEU? — perguntou Carina, atendendo a ligação surpresa do amigo, que nunca ligava para ninguém, enquanto varria a sala do apartamento (contra sua vontade) antes que Ali chegasse do trabalho. — Fala mais devagar!

— É o que eu to falando! Aquele velho me deu um soco no nariz! Eu fui até o dojô de vocês, e ele me deu um soco! Eu nem conheço aquele cara! Ele parecia ter uns 70 anos, eu achei q era inofensivo! — explicou Demetri, do outro lado da linha, com o fôlego cansado. — Você não entende, tava sangrando muito! Agora que parou um pouco.

Carina largou a vassoura e se sentou no braço do sofá, um costume que a mãe odiava, enquanto falava no telefone. O sensei Kreese era um cara mal-encarado, estranho e até um pouco suspeito, com certeza. Mas não parecia o tipo que agrediria Demetri, mesmo que ela soubesse que o amigo deve ter falado demais e algo muito absurdo — assim como sempre.

— Dem, eu não sei se acredito nisso, não. Kreese não te daria um soco do nada! — ela argumentou, mas depois se arrependeu ao ter que ouvir Demetri tagarelar ainda mais sobre o dojô.

— Você não acredita em mim? Isso é um absurdo! Eu fui agredido naquele lugar! Eu vou tomar alguma providência, vou postar na minha conta no Yelp, isso vai detonar aquele lugar. Carina, o que eu passei foi absurdo! — gritou Demetri, ela revirou os olhos quando viu que aquela discussão nunca teria fim.

— Olha Dem, eu adoraria continuar a conversar sobre esse assunto, realmente eu tô chocada com o que aconteceu, vou ver com o sensei essa história. Mas eu tenho que terminar de varrer aqui pra poder ir treinar. — ela se apressou em dizer, com um pouquinho de peso na consciência por desligar na cara do amigo. — Quando eu voltar, eu te ligo. Tchau!

Demetri nem ao menos conseguiu terminar de falar, porque Carina já havia desligado. Estava atrasada para a aula se quisesse chegar lá antes de Johnny a dar um esporro pelo atraso.

Uma mensagem apitou em seu celular, que abaixou automaticamente o volume de "Dangerous Woman" que ela estava escutando. Era Eli, perguntando se ela queria carona para o treino. Carrie revirou os olhos, estava evitando ele desde a apresentação na feira do LaRusso.

Seus dedos digitaram rapidamente a mensagem "não, valeu.", com esse exato ponto final que ela nunca acrescentava. Carrie podia quase ver a sobrancelha esquerda dele arquear ao ver que a mensagem foi lida.
Ele estava ligando para ela.

— Por que você está irritada? — ele logo perguntou, sem nenhuma enrrolação. Ela bufou, de propósito, antes de responder.

— Não estou irritada. — murmurou em resposta.

— Sim, você está. Eu quero saber, por favor. — ele quase implorou, era até estranho ver a mudança do tom de voz de quando ele estava com os outros meninos. Eli se transformava quando se tratava de Ina. — Carina.

|| 𝐘𝐎𝐔 𝐆𝐈𝐕𝐄 𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐀 𝐁𝐀𝐃 𝐍𝐀𝐌𝐄                   𝗵𝗮𝘄𝗸 𝗳𝗮𝗻𝗳𝗶𝗰𝘁𝗶𝗼𝗻 Onde histórias criam vida. Descubra agora