LVII. apocalypse

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— CARRIE! FILHA desce aqui rapidinho! — Ali gritou do andar debaixo da casa, num domingo de manhã

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— CARRIE! FILHA desce aqui rapidinho! — Ali gritou do andar debaixo da casa, num domingo de manhã.

— Já vai! — a mais nova respondeu com a voz meio sonolenta, calçando suas pantufas e correndo da cama até a porta de entrada da casa, onde Ali estava debruçada na dobradiça.

Era um domingo, às 9 da manhã, e toda essa movimentação em casa era bem esquisita, já que as duas tinham o costume de acordar tarde nos finais de semana. A mãe estava escondendo um sorriso enorme num péssimo disfarçe que não passou desapercebido por Carina, mas ela não disse nada.

— Eu tenho uma surpresa pra você... — anunciou, estendendo uma chave de carro na direção da filha. — Vai lá fora pra ver!

Enquanto tentava manter o ar dentro dos pulmões, Carina agarrou a chave e escancarou a porta da frente, saindo na rua sem nenhuma preocupação por estar de pijama e pantufa. Na frente da casa um carro sedã branco lindíssimo e que brilhava na luz do sol estava estacionado, com um logo que combinava com o da chave que ela segurava. Seus olhos piscaram algumas vezes antes que ela virasse pra trás e visse Ali com um sorriso orgulhoso no rosto.

— Isso é...?

— É... eu espero que você goste dele, eu passei dois meses escolhendo junto da Amanda — ela lembrou, se aproximando um pouco mais da filha, que estava quase lacrimejando. — Olha, eu sei que seu aniversário é só daqui dois meses mas eu não consegui aguentar esperar... fora que você vai usar bastante agora no verão.

— Mãe, eu adorei... eu nunca esperava que você fosse me dar um carro! — exclamou Carina, antes de envolver a mãe num abraço forte e inesperado pela mais velha. — Eu te amo muito! Muito, muito mesmo!

— Eu sei, filha... vai lá, quer dar uma voltinha? — sugeriu Ali, com um sorriso malicioso. A mais nova quase que flutuou até o carro de tanta animação, entrando no assento do motorista. Ali observou a cena engraçada da filha animada com felicidade. — Vai de pijama?!

— Vem logo, mãe! — ela gritou de dentro do carro. Só a sensação do toque de suas mãos no couro escuro do volante já era incrível. O carro era incrível, e o presente foi uma das melhores coisas que já ganhou na vida inteira. — Agora eu vou até na esquina de carro, você vai ver, eu vou ser insuportável.

— Por mim... — Ali deu de ombros, apertando o cinto de segurança. — Mas você tem que ir atrás da carteira de motorista, ouviu? Eu sei que o Eli andou te dando umas aulas de direção, até porque fui eu que mandei ele começar a por essa ideia na sua cabeça, mas...

— Espera aí, todo mundo sabia menos eu?

— Não — negou Ali, com uma das sobrancelhas erguidas de forma pensativa. — Não todos, mas uma grande parte, sim. Eu precisava saber se você ia ficar gostar do presente, né!

Carina balançou a cabeça como quem diz "não acredito nisso", e voltou a encarar o painel de controle do carro, com um foco especial em quantos botões diferentes aquela coisa tinha. Além do botão de ignição, que ela já tinha apertado, não sabia de mais passos a fazer. Ela notou o olhar de Ali sobre ela, esperando a filha dar partida.

|| 𝐘𝐎𝐔 𝐆𝐈𝐕𝐄 𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐀 𝐁𝐀𝐃 𝐍𝐀𝐌𝐄                   𝗵𝗮𝘄𝗸 𝗳𝗮𝗻𝗳𝗶𝗰𝘁𝗶𝗼𝗻 Onde histórias criam vida. Descubra agora