XXXIX. hot wheels

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— OLHA, SENSEI, NÃO ME LEVE A MAL — Carina se sentou no sofá novinho em folha da casa nova e acomodou seus pés nele, sentindo o veludo vermelho aconchegar seus dedos. — Mas o que exatamente eu tenho pra oferecer pra vocês nesse momento?

— Você é inteligente, vai me ajudar sendo mais um par de mãos... e outra, todo mundo gosta quando você tá perto. É tipo um raio de sol, igualzinha a Ali. — ele sussurrou a última parte. Não era segredo para ela do relacionamento entre Ali e Johnny, e muito menos que o sensei ainda tivesse uma quedinha por ela, o que Carrie achava extremamente fofo. — E você faltou na escola! O que custa me ajudar?

— Ok, vou ignorar essa observação aí e ver se eu tenho alguma coisa pra fazer hoje de manhã — ela afastou o celular da orelha por alguns segundos, se xingando mexendo a boca porque ela não sabia dizer não para nada, nunca. Talvez fosse por isso que estivesse nessa fossa. — Tá, eu vou ver um uber por aqui, tchau.

Antes que Johnny pudesse acrescentar qualquer coisa, ela desligou o telefone, se xingando mais um pouco. Ela olhou pela janela, o sol estava invadindo a sala e se estampando na mobília com raios dourados, o que significava que não podia simplesmente se esconder embaixo de um conjunto de moletom velho para sair de casa. Ela optou por uma legging e uma camiseta grande (que era de Eli), e tentou passar a quantidade de maquiagem suficiente para mudar seu DNA e não deixar que eles vissem seu rosto inchado e vermelho, essa parte era essencial, ninguém podia saber daquilo por enquanto, só até as coisas estarem oficialmente conversadas e acabadas com ele. Carrie agradeceu mentalmente quando o carro de aplicativo chegou rápido e o motorista não abriu a boca uma única vez durante o trajeto de 20 minutos, a dando tempo de ensaiar o que diria, ou o que não diria.

Quando Carrie bateu na porta do apartamento de Johnny, dentro do aglomerado de apartamentos onde ele e Miguel moravam, se deu conta do porquê eles precisariam de um alto astral ali. Ela sabia que desde que Miguel havia saído do hospital, sua situação não parecia melhorar nada, já que mesmo quando o Diaz conseguiu bater os pés no ritmo de uma música num show, não haviam mais atualizações de sua melhora. Ela sabia que ele também estava fazendo fisioterapia, mas não parecia estar funcionando muito bem para que as coisas chegassem no estado que seus olhos enxergavam. Miguel estava preso pela cintura com uma corda amarrada no teto, e Johnny, por outro lado, puxava o resto dessa corda, tentando o levantar.

— Você me chamou pra ser cúmplice disso?! — ela exclamou, da porta do pequeno apartamento, fazendo os dois meninos virarem a cabeça para a encararem. Enquanto Johnny a deu um olhar desesperado, Miguel abriu um sorriso ao vê-la na porta. Ela foi até o amigo, o dando um abraço. — Pelo amor de Deus, sensei!

— O quê foi? Eu vi no Youtube um vídeo de um cara fazendo isso!

— É, como se ele soubesse o que é Youtube — resmungou Miguel, revirando os olhos. — O que aconteceu com você, Carrie?

|| 𝐘𝐎𝐔 𝐆𝐈𝐕𝐄 𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐀 𝐁𝐀𝐃 𝐍𝐀𝐌𝐄                   𝗵𝗮𝘄𝗸 𝗳𝗮𝗻𝗳𝗶𝗰𝘁𝗶𝗼𝗻 Onde histórias criam vida. Descubra agora