XXXIII. moving

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HOJE ERA O DIA DA MUDANÇA, e Ali estava oficialmente insuportavelmente incomunicavelmente irritante.

O excesso de advérbios é proporcional ao número de vezes que ela já tinha enchido o saco de Carina com algum detalhezinho mínimo, como se as almofadas deviam ir numa sacola ou numa caixa. Quem se importa?! Certamente não Carina. Por isso, ela havia inventado de ir visitar Miguel mais uma vez, antes do caminhão de mudança chegar. Só foi necessário inventar uma desculpinha de nada e pronto, com o uber conseguiu chegar lá em menos de vinte minutos. Ela já conhecia o caminho do quarto dele, passou pelo corredor com desenhos de bichinhos e lembrou de Eli admirando eles, sonhando acordado com algo.
Quando chegou na porta dele, que já estava aberta, foi o momento exato de ver Miguel jogar o celular na mesinha de apoio ao seu lado e bufar para o teto, parecendo puto com alguma coisa.

— Caramba, eu vim aqui pra reclamar, mas acho que você quem precisa desabafar. — ela soltou, entrando no quarto com um sorriso sorrateiro. O rosto de Miguel se iluminou ao ver a amiga na porta do quarto, que por ser num hospital, era triste e deprimente. Ela se lembrou de quando teve uma crise com seu problema de coração e tinha que passar os dias olhando para as paredes brancas e mórbidas do hospital.

— Carina! Eu... eu não sabia que você vinha! — ele a deu um abraço meio desengonçado, mas era o seu máximo. — Mas, espera, você não tinha que estar no treino tipo... agora?

Ela respirou fundo, liberando a tensão dos ombros e fechando os olhos. Não sabia se a mentira sobre ter saído do dojô ia durar mais muito tempo, nem se precisava fazer isto justo para Miguel.

— Eu poderia falar que faltei, mas vou ser sincera. Eu saí do Cobra Kai, Miggy. — confessou, com uma expressão triste no rosto. Diaz logo começou à bombardear com um monte de perguntas. — Desculpa, mas é que, eu simplesmente não consigo aguentar o Kreese. Ele é péssimo, e agora que o Johnny foi embora de vez, é insuportável ter aulas com aquele velho estúpido. A gente bateu de frente semana passada, e aí ele mandou eu sair do dojô dele. Dá pra acreditar?!

— Espera, então o Johnny perdeu mesmo o Cobra Kai?! — ele parecia totalmente surpreso. — O Falcão tinha me dito que o Kreese dava as aulas agora, mas eu achei que era temporário! Nossa... que merda. E o Eli? Ficou triste com você ter saído?

— É, tá uma merda mesmo. O Eli ele... bom, na verdade, eu nem perguntei se ele ficou triste ou não, mas acho que nada vai mudar entre a gente. Eu espero, pelo menos. — ela concordou com a cabeça, desenhando linhas aleatórias num pedaço do apoio da maca. — Mas e você? Por que estava tão bravo quando eu cheguei? Quase nunca te vejo assim.

|| 𝐘𝐎𝐔 𝐆𝐈𝐕𝐄 𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐀 𝐁𝐀𝐃 𝐍𝐀𝐌𝐄                   𝗵𝗮𝘄𝗸 𝗳𝗮𝗻𝗳𝗶𝗰𝘁𝗶𝗼𝗻 Onde histórias criam vida. Descubra agora