XLV. let's begin (what?)

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— VAMOS COMEÇAR! — gritou Johnny, uma vez que todos, Miyagi-Do e Presas de Águia, estavam reunidos no pátio do último dojô, na primeira aula com os dois professores.

Mas, uma surpresa: ninguém entendeu nada. Todo mundo estava perdido, inclusive os próprios senseis. Era tudo muito novo, e os estilos muito opostos.
Quando todos se entreolhavam, esperando alguém tomar alguma atitude, Carina se virou para Demitri, que estava bem ao seu lado no "palco", quando pegou ele a encarando profundamente, com seus olhos irresistivelmente azuis como o mar.

— Sensei, começar o quê exatamente?

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Já era tarde, eu estava esperando minha mãe chegar para me buscar depois da festa, do lado de fora da casa dos LaRusso. É que toda aquela confusão, a briga, a luta... era extremamente cansativo, eu precisava de um tempo pra mim. Tory só complicara mais ainda as coisas, eu não entendia o porquê ela gostava de fazer isso. Talvez ela só conhecesse as coisas desse jeito, na base da confusão. Porque sua vida inteira se baseou nisso.

Mas eu não tinha culpa de nada, era o que eu ficava martelando na minha cabeça quando ouvi alguém gritar meu nome de uma certa distância.

— Carina! — a voz, extremamente familiar para mim, gritou. Eu me virei, acreditava que por conta do cansaço, estava imaginando cenários na minha cabeça. Mas o toque dele, que veio correndo até meu encontro, no meu ombro soava bem real. — Oi. Ainda bem que eu te alcancei.

— O que você quer? — eu perguntei, deixando um sopro de ar escapar pela boca. Eu estava exausta. — O que quer de mim agora, Eli?

— Uma chance. Eu preciso de uma chance, assim como de todo mundo, pra provar que eu mudei. E eu mudei! Eu posso ser diferente.

— Eli, eu... — encarei ele de cima a baixo, estava totalmente desprotegido de sua postura de fodão que usava na escola. — eu não estou interessada nas suas desculpas. Não hoje.

Ele entortou a cabeça, seus olhos o traíram projetando o desespero que ele sentia, logo sendo substituído por compreensão.

— Você quer carona? Posso te levar até sua casa? — ele deixou escapar o ar que segurava, se aproximando um pouco mais da menina. — Eu mudei, sinto tanta falta da gente...

Eu abri a boca, mas nenhum som saiu dela, sendo substituído pelo som da buzina do carro da minha mãe. Ela abriu o vidro, parecia feliz até reparar com quem eu estava conversando, e me chamou
lançando aquele olhar imperativo para que eu entrasse agora no carro. E, sem olhar para trás, foi o que eu fiz, deixando Eli Moskowitz sozinho na calçada.

|| 𝐘𝐎𝐔 𝐆𝐈𝐕𝐄 𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐀 𝐁𝐀𝐃 𝐍𝐀𝐌𝐄                   𝗵𝗮𝘄𝗸 𝗳𝗮𝗻𝗳𝗶𝗰𝘁𝗶𝗼𝗻 Onde histórias criam vida. Descubra agora