𝐂𝐚𝐫𝐫𝐢𝐞 𝐌𝐢𝐥𝐥𝐬 | onde Carrie tem que lidar com toda a história do caratê se quiser ter uma adolescência normal em Los Angeles
𝗛𝗮𝘄𝗸 𝗮𝗻𝗱 𝗧𝗵𝗲 𝗖𝗼𝗯𝗿𝗮 𝗞𝗮𝗶'𝘀
☠🥋
ᵃ ᵖᵃʳᵗⁱʳ ᵈᵃ ˢᵉᵍᵘⁿᵈᵃ ᵗᵉᵐᵖᵒʳᵃᵈᵃ
• . @𝑐𝑜𝑏𝑟𝑎𝐾𝑎𝑖 𝑎𝑙𝑡𝑒𝑟𝑛...
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DEPOIS DO DIA mais aguardado do ano: o Torneio do All Valley, as consequências dos atos de ontem os perseguiam até o dia seguinte. Miguel estava oficialmente foragido da cidade desde que falhou durante a luta das semifinais e decidiu não continuar, isso até que Eli deu um jeito de descobrir por um link do Snapchat bem antigo que Miguel estava à caminho do méxico em um ônibus rodoviário.
Eli e Carina, que pra comemorar a vitória do namorado, saíram junto do Miyagi-Do (na verdade apenas algumas pessoas do dojô, Demitri, Bert e Devon) pra comer os tradicionais nachos da vitória do ano passado, estavam muito bem. Radiantes, os dois. Ele pelo troféu dourado e brilhante que podia carregar por aí e chamar de seu, e ela por ver o namorado tão feliz da vida.
Algo que, com a decisão de Daniel de simplesmente fechar o Miyagi-Do, não seria mais tão frequente. Ou talvez seria, tudo depende do ponto de vista, certo? Isso também significava mais tempo livre, teriam mais chances de se ver e com certeza mais tempo pra focar em outros hobbies, principamente pro processo de aplicação das faculdades, que levavam muito em conta cursos de verão. Bioquímica não era um curso tão concorrido, mas mesmo assim era cheio de adversidades e o processo era chato e extenso. Em um resumo: aquele verão era sua última chance de viver uma vida tranquila antes da faculdade, e com todos os últimos traumas causados pelo caratê, talvez Carina estivesse um pouco aliviada de tirar essa pressão de suas costas.
Estava fazendo um dia bastante ensolarado e quente quando Ali, depois de voltar de um plantão exaustivo de 48 horas, se jogou no sofá da sala e comentou para a filha — com a malícia da chantagem emocional — que queria muito um energético específico de sabor laranja. Já Carina, observando a cena sentada na poltrona ao lado do sofá e com o notebook aberto em cima do colo, segurou a vontade de revirar os olhos e se levantou de sua posição confortável que demorou mais de meia hora para se ajustar. Sem reclamar, já que ela sabia muito bem o quão exaustivos eram aqueles plantões da mãe e o quanto seria importante pra ela ter aquele bendito energético, Carina calçou seu par de tênis jogado no canto da sala e seu celular, junto da chave de casa. O mercadinho não ficava a mais de 5 minutos dali e seria rápido para voltar a ler o e-book que estava lendo antes.
Enquanto ela esperava na fila do caixa, atrás de um boliviano bem gordinho com um engradado de cervejas, seu celular tocou dentro do bolso da calça jeans, mostrando o nome de Miguel na tela. Suas mãos tremeram ao pegar o aparelho e arrastar o botão que atendia a chamada.
— Alô... Carrie? Você tá aí? — perguntou Miguel, provavelmente num lugar que a internet não era nada boa, pela qualidade horrível do som.
— Miguel! Oi! Onde você está? Quase nos matou de susto sumindo do nada — ela imediatamente respondeu, recebendo o ruído do vento no lugar de uma resposta.
— Eu tô bem... de verdade, eu precisava disso. Vim atrás do meu pai aqui no México, mas já encontrei ele. — ele deu uma breve explicação. — Foi mal por demorar pra responder, eu queria ter certeza de onde ele estava antes de falar alguma coisa.