LXV. skyfall

149 12 19
                                        

CARINA DORMIA TRANQUILAMENTE dentro do abraço apertado de Eli, os dois dividindo um espaço minúsculo no sofá da sala de estar

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

CARINA DORMIA TRANQUILAMENTE dentro do abraço apertado de Eli, os dois dividindo um espaço minúsculo no sofá da sala de estar.

Assim que ela chegou em casa depois do interrogatório na casa de Arraia, estava exausta, não teve forças pra subir as escadas antes de deitar no sofá e acabar desmaiando por ali mesmo. Ali já estava dormindo quando a filha abriu delicadamente a porta e entrou, e nem a viu chegar.

Mas como Eli foi parar ali? Bom...

Eli dirigia normalmente pelas ruas de Los Angeles, ansioso para chegar em casa e tomar um banho, finalmente relaxar os músculos com a água quente. Mas, isso não aconteceu, porque ele se pegou sentado na ponta da cama, encarando a tela do seu celular — ligada, mas vazia da única notificação que importava na hora: a dela, dizendo que havia chegado em casa segura.

Era uma pequena tradição deles, mas que hoje não foi cumprida.

E ele não sabia dizer exatamente se era por conta de todo o mistério do dia com o falso testemunho de Arraia, ou pela raiva tão normal que ele sempre sentia todos os dias por qualquer motivo, mas algo não parecia estar certo com o sumiço dela. É claro que, nessas horas, nunca conseguimos pensar positivo e considerar que ela simplesmente se esqueceu de mandar mensagem assim que chegou em casa, mas Eli piscou os olhos e a próxima coisa que se viu era virando a esquina da rua da casa da namorada, com o coração acelerado.

Tudo foi mil vezes pior quando ele não encontrou o carro dela parado de qualquer jeito em frente a casa, como ela tinha o costume de fazer. Eli sentia seu coração palpitar dentro do peito.

Carina, por outro lado, não tinha a menor ideia do que estava acontecendo, já cochilando num sono ainda não tão profundo, mas que não a deixou ouvir a fechadura da porta da casa abrindo, muito menos os passos de Eli se aproximando do sofá onde ela dormia. Ela, de fato, só despertou quando sentiu o sofá afundar bem ao lado de seus pés, indicando o peso de alguém, que pra surpresa dela, era Eli.

— Que merda você tá fazendo aqui, maluco? — ela sussurrou, com os olhos arregalados. Uma parte dela acreditava que isso era um sonho. Um delírio.

— Você não disse se chegou bem em casa, eu fiquei preocupado.

Eli usava as mesmas roupas que durante o dia inteiro, mas era como se algo tivesse mudado. Seu cabelo não estava mais arrumado no moicano entupido de gel, mas sim desarrumado, do jeito que ela gostava. Tinha um fantasma de surpresa no rosto dele, mais definido pelo alívio em ver que ela estava bem. Ina estava bem.

É claro que eu cheguei bem em casa — ela piscou algumas vezes, contendo um bocejo com a palma da mão. — E eu avisei sim

— Não avisou não.

— Avisei.

Ele deu um risinho sem-graça, mais servindo pra mostrar o maxilar dele marcado, rígido. Eli claramente estava um tanto irritado com a teimosia dela.

|| 𝐘𝐎𝐔 𝐆𝐈𝐕𝐄 𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐀 𝐁𝐀𝐃 𝐍𝐀𝐌𝐄                   𝗵𝗮𝘄𝗸 𝗳𝗮𝗻𝗳𝗶𝗰𝘁𝗶𝗼𝗻 Onde histórias criam vida. Descubra agora