XXXVI. Golf N' Stuff

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O GOLF N' STUFF tinha uma história de tradição muito forte na área leste de Los Angeles, principalmente na casa das Mills. O primeiro encontro de Ali foi lá, quando tinha catorze aninhos, com um cara chamando Sam, que ela nunca falou muito sobre.
Depois teve o Daniel LaRusso, que esse sim foi icônico, toda aquela história daria um filme. E agora, ela estava ali, levando a própria filha para ver o namorado no mesmo lugar, só que uns 35 anos depois.

— Então o motivo desse encontro repentino é porque você e o Eli brigaram porque ele e a gangue dele são "do mal", é isso? — a mais velha revisou, fazendo questão de largar o volante por alguns segundos para fazer o sinal de aspas com as mãos. Carina assentiu calada no banco do passageiro. — E tudo isso enquanto você esperava ele na porta da diretoria por conta de mais uma briga? Com o ex- melhor amigo/babaca do Demitri? Puta que pariu...

É, acho que era só isso.

— Pois é. Daí ele falou que queria tentar ser melhor pra mim, porque eu merecia um "homem" e tal... tudo isso no estacionamento da escola, tá? — ela continuou contando, enquanto a mãe buzinava para um motoqueiro que quase arranhou seu retrovisor. — Tá ouvindo?

— Tô, é que... tem um DESGRAÇADO na minha cola! — ela gritou para fora da janela, voltando a cabeça para dentro do carro como se nada tivesse acontecido. — Filha, eu vou te falar uma coisa que eu nunca disse antes, porque eu não queria estragar essa sua euforia com o namoro, porque eu entendo que nessa idade a gente acha que tudo é pra sempre.

Aquele papo não estava cheirando muito bem, mas a filha continuou escutando paciente, porque os conselhos de Ali eram de ouro.

— Eu já estive no seu lugar, sabe? A namorada do líder de uma ganguezinha de caratê (do Cobra Kai, inclusive), que metia bronca de malvadão pra esconder os traumas. Eu sei que você não concorda com isso que o Eli está fazendo, até porque fui eu quem te criei. — ela deu uma pausa. — Por isso eu te pergunto, é isso mesmo que você quer pra sua vida agora? Mais uma preocupação na cabeça, além de vestibular, faculdade e a sua vida mesmo? Porque, meu amor, eu acho que continuar namorando com o Eli está te custando muito caro! Quer dizer, está custando a sua reputação, além de tudo.

O que Ali disse a fez refletir enquanto não chegavam ao destino final. Não só porque fazia sentido, mas também porque sua mãe havia acabado de externalizar algo que ela mesma nunca foi capaz de perceber, ou nunca quis admitir. Seu namoro já estava mal, e piorava a cada mancada que Eli dava.

Carina apenas se permitiu afastar esses pensamentos da cabeça quando viu a mãe dar seta para entrar na pequena rua do fliperama, decidindo que esqueceria esse assunto até estar sozinha, em casa. Algo sobre ouvir músicas tristes enquanto chora seus problemas tinha seu nível de aconchego no coração de uma adolescente desequilibrada. Por outro lado, se fosse pensar na situação dos outros ao seu redor, como Tory ou Miguel, seus problemas pareciam minúsculos, como uma formiga. Ela se despediu da mãe com um beijo na bochecha, fechou a porta do carro devagar e entrou no lugar, procurando com os olhos por Eli ou algum rosto conhecido.

|| 𝐘𝐎𝐔 𝐆𝐈𝐕𝐄 𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐀 𝐁𝐀𝐃 𝐍𝐀𝐌𝐄                   𝗵𝗮𝘄𝗸 𝗳𝗮𝗻𝗳𝗶𝗰𝘁𝗶𝗼𝗻 Onde histórias criam vida. Descubra agora