L. decisive point

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* trilha sugerida: wildflower-billie ellish*

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* trilha sugerida: wildflower-billie ellish*

"E AÍ AMOR? FAZENDO O QUÊ?"

A notificação da mensagem de texto tocou no celular de Carrie durante o tempo de treino no Dojô, mas ela só conseguiu visualizar quando Johnny finalmente deixou os pobres alunos descansarem quinze minutos, enquanto o grupo da noite passada atualizava Lawrence sobre o pequeno "incidente" com um irrigador de grama e o time inteiro do Cobra Kai de uns dois dias atrás.

Mesmo digitando, ela também prestava atenção no que estava acontecendo ao seu redor e na história que Miguel contava orgulhosamente, já que após a pequena discussão com Luke, eles acabaram saindo mais cedo do filme e voltado para a casa dela juntos e Carrie não participou da farra. Desse jeito, ela naturalmenre também percebeu rapidamente o ruído da conversa de fundo cessar quando dois homens entraram no gramado do dojô, e os dois sensei do Miyagi-do mandaram os alunos entrarem na parte coberta e fechada do lote.

Um deles, o infame John Kreese, já era uma figura conhecida para ela: pilantra, velho e sanguinário, discursava como se fosse um vilão de um filme de ação dos anos oitenta. Já o outro era novidade, tinha os cabelos brancos presos num rabo de cavalo e parecia ser o dobro da altura de Kreese, usava um terno que parecia ser mais caro do que um carro esporte, junto de sapatos mais caros do que sua casa.

Enquanto todos os alunos se esprimiam um em cima do outro para conseguir ver o que estava acontecendo lá fora pela fresta fina da porta entreaberta da sacada, Carina estava sentada no chão e encostada na parede em frente, focada demais em digitar uma resposta coerente para espiar a vida dos senseis, mesmo que a coisa parecesse ser séria.

— Vai mais pra lá, cara! — ela ouviu Mitch e Nate brigarem enquanto resmungavam um para o outro.

Desde a noite do drive-in, Carrie não teve mais nenhum contato com Eli, mínimo que fosse. Eles não se olhavam, ou sequer andavam perto um do outro. Era melhor assim, ao longo prazo a sensação seria menos dolorida e ela sabia disso.
Mas isso também significava consequentemente se afastar um pouco de seus amigos.

"Acredita que meu tio foi resolver alguma coisa na rua e me deixou aqui trancado no carro esperando?" — ele respondeu à foto do kimono dela. — "Pelo menos eu tenho tempo de conversar com essa gatinha aí"

Ela deu um risinho para a tela do celular, depois voltou a olhar para o grupo de alunos que se amontoava para conseguir espiar o que estava acontecendo lá fora.

A verdade era que repensar suas últimas atitudes e tentar entender as consequências de suas escolhas era tudo que Carina conseguia pensar ultimamente.

"O meu tio tem um dojô de alguma dessas artes marciais aí, acho que é caratê igual você faz... só sei que quando ele voltar ele vai me dar uma aula particular pra eu ver se eu gosto..."

|| 𝐘𝐎𝐔 𝐆𝐈𝐕𝐄 𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐀 𝐁𝐀𝐃 𝐍𝐀𝐌𝐄                   𝗵𝗮𝘄𝗸 𝗳𝗮𝗻𝗳𝗶𝗰𝘁𝗶𝗼𝗻 Onde histórias criam vida. Descubra agora