𝐂𝐚𝐫𝐫𝐢𝐞 𝐌𝐢𝐥𝐥𝐬 | onde Carrie tem que lidar com toda a história do caratê se quiser ter uma adolescência normal em Los Angeles
𝗛𝗮𝘄𝗸 𝗮𝗻𝗱 𝗧𝗵𝗲 𝗖𝗼𝗯𝗿𝗮 𝗞𝗮𝗶'𝘀
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ᵃ ᵖᵃʳᵗⁱʳ ᵈᵃ ˢᵉᵍᵘⁿᵈᵃ ᵗᵉᵐᵖᵒʳᵃᵈᵃ
• . @𝑐𝑜𝑏𝑟𝑎𝐾𝑎𝑖 𝑎𝑙𝑡𝑒𝑟𝑛...
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UMA VEZ, QUANDO CARRIE TINHA seis anos, ela estava brincando no balanço da escola quando três meninos empurraram ela de uma altura considerável, e ela fraturou o tornozelo. Assim, ela caiu, e eles começaram a rir quando a viram chorando, e depois saíram correndo quando as outras crianças vieram até ela, vendo se ela estava bem. Naquele dia, Carina conheceu dois meninos, que nunca de desgrudavam, um deles era muito alto e sardento, com um ar de sabe-tudo ele se aproximou do tornozelo dela e o apoiou em outra posição no chão, fazendo a dor ser menos terrível. O outro menino, pelo contrário, se afastou da multidão, e Carina, sendo a coruja observadora que sempre foi, sabia o porquê. Enquanto todo mundo brincava no parquinho, ele era o primeiro a correr para dentro da casinha e lá ficar até que a hora da brincadeira acabasse. Sua mãe disse que era por conta da cicatriz que ele tinha, ligando o nariz à boca, mas ela não acreditava naquilo, porque ela não via nada demais no rosto dele.
Naquele dia, ela conheceu seus dois melhores amigos: Demitri e Eli, e a amizade deles foi muito além dos dois terem o maior espaço no gesso do tornozelo dela. Eram um trio inseparável, mesmo que todas que a menina se desse bem com todas as outras crianças da sala deles, era com eles que ela escolhia pintar seus desenhos, fazer os trabalhos e até para chorar quando viu o George O'Malley morrer sem que ninguém soubesse que era ele debaixo do ônibus.
E, sabe, eram nessas lembranças que ela pensou quando viu aquele garotinho que se escondia de todo mundo, estar no centro de uma multidão que apoiava ele fazer com aquele amigo sabe-tudo a mesma coisa que os três meninos malvadinhos fizeram com ela no balanço, há dez anos atrás. Era exatamente a mesma atitude que ela observava o seu namorado tomar quando ele quebrou o braço de Demitri. E, principalmente, eram as lágrimas dela que ela via rolarem do rosto de Demitri, que se contorcia de dor no chão.
— Babaca. — xingou Tory, julgando o menino de cima junto de Eli, mas Carina não os ouviu. Ela não conseguia mexer seu corpo totalmente, e muito menos tinha forças para se levantar e andar até Demitri, mas tentou rastejar até ele, sem movimentos bruscos. Nascer com um sopro no coração não ajudava nessas horas de tensão. As mãos dela foram até o braço machucado dele, enquanto ela sussurrava (não se sabe se para acalmar a ele ou para si mesma) palavras desconexas. — Deixa ele aí Carrie!
A loira respirou fundo, tentando criar forças para fazer o que tinha planos de fazer. Ela levantou a cabeça com muito custo, até estar no mesmo nível que o olhar dos dois, e olhou de forma intimidadora bem no fundo dos olhos de Tory antes de falar.
— Você é doente. — O silêncio na sala era cortante, tendo apenas a respiração pesada de Carrie e os gemidos de dor de Demitri como ruídos. Seu olhos correram até Eli, mudando a expressão para uma enojada e distante da paixão que um dia fora. — E você. De você, Falcão, eu tenho pena.
As palavras ditas foram poucas, mas as não-ditas pairavam pelo ar e eles a capturou com um gosto amargo na boca. Ela conseguiu notar o olhar dele mudando de alguém que esperava pela admiração dela, para alguém que sentia raiva de Carina. Antes que ele pudesse abrir a boca, foi levado embora dali pela multidão do Cobra Kai como se ele tivesse ganhado a final da Libertadores nos pênaltis, a deixando ali sozinha com o pessoal do Miyagi-Do, e o choro de LaRusso no fundo.