XLI. Saying things that you can't say tomorrow day

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O CLIMA DE DELEGACIA NÃO ERA dos mais confortáveis do mundo, mas era no que Ali estava metida, junto de Amanda. As duas estavam sentadas nas cadeiras en frente ao escrivão que digitava, com muita má-vontade, a ordem de restrição das duas contra Kreese.

— John Kreese, certo? — ele perguntou, mascando chiclete num barulho irritante.

— É, uma ordem de restrição, isso aí. — confirmou Amanda, com um olhar preocupado ao verem a expressão que o homem fez lendo a tela do computador. — Algo errado?

— Na verdade, uma ordem protetiva de emergência já foi protocolada. — ele respondeu, cheio de desinteresse.

— Ah, que bom então! — comemorou Ali, recebendo um olhar torto do escrivão. — né?

— A ordem é contra vocês duas, dona. — ele deu um sorrisinho irônico. — O sr. Kreese veio mais cedo e deu um depoimento dizendo que apareceram depois do horário de serviço no trabalho dele. Com muita raiva, está escrito em observação.

— Ninguém estava com raiva, tá? Foi uma reação completamente à altura de um homem alienando crianças e incitando a violência! — defendeu Amanda, com um pouco de insulto.

— E aí vocês o agrediram. Um idoso, veterano da guerra do Vietnam. — completou o escrivão, com um toque de sarcasmo no tom que irritou as duas mulheres.

As duas se entreolharam, buscando por uma defesa para aquela acusação (que era um fato). Talvez não deveriam ter chutado e estapeado o velho, afinal.

— Tá faltando contexto nessa história aí. — resmungou Amanda. — Isso é uma absurdo, ele é insano!

— Senhora, ele é um veterano da guerra. Esses caras passaram por muita coisa, sofrem de síndromes até hoje! As senhoras deveriam ser compreensíveis.

— Eu não quero ser compreensiva, eu quero uma ordem de restrição, um boletim de ocorrência... uma bomba enviada para a casa dele! Eu quero que faça algo contra ele! — pediu Ali, perdendo a paciência com aquele homem, que deu de ombros murmurando algo sobre ser a mesma coisa. — E eu não ligo se é a mesma coisa ou não!

— Tanto faz — ele resmungou, as entregando um bloco de papéis impressos. — Assinem na linha para se responsabilizarem pelo processo e um juíz vai decidir o resto. Obrigada por terem vindo, tornou o procedimento mais rápido.

— Ah sim, que bom que agilizamos a sua vida. — resmungou Amanda depois de assinar, se virando para pegar sua bolsa e sair daquele lugar junto de Ali. Assim que saíram pela porta, ela voltou a reclamar. — Mas que velho filho da puta!

— Concordo com você. — Ali respondeu, cruzando os braços.

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|| 𝐘𝐎𝐔 𝐆𝐈𝐕𝐄 𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐀 𝐁𝐀𝐃 𝐍𝐀𝐌𝐄                   𝗵𝗮𝘄𝗸 𝗳𝗮𝗻𝗳𝗶𝗰𝘁𝗶𝗼𝗻 Histórias para pegar e não largar. Descubra agora