XLIII. Bowl Mung Dahl Vegano

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— CARRIE, VOCÊ SABE ONDE está a chapinha? — perguntou Ali, abrindo abruptamente a porta do quarto da filha, que desligou rapidamente a chamada de telefone. — Tava falando com quem?

— Ninguém.

— Carina, você estava falando com quem?!

A loira bufou e revirou os olhos, sabia que não conseguia esconder as coisas da mãe por muito tempo, mesmo que só estivesse fazendo isso para que ela não entendesse aquela história de forma errada.

— Lucas, ele é minha dupla no trabalho de história — ela se apressou a continuar falando assim que viu o sorrisinho da mãe, que estava desesperada para que ela esquecesse Eli. — A gente não tem nada, antes que você pense bobagem. E onde a senhora vai toda arrumada desse jeito? Vai sair com alguém?

— Eu? Eu não vou sair com ninguém, Carina! Eu nem teria tempo pra isso... — ela desconversou timidamente. A verdade é que Ali não saía em encontros frequentemente desde o divórcio, mas a filha a bem conhecia para saber que a loira estava arrumada demais para ir ao mercado. — Johnny. Mas antes que você pense bobagem, a gente só vai conversar sobre você e o novo dojô que ele mencionou na reunião da prefeitura. Só isso.

— E onde vocês dois... vão só para conversar? — a mais nova se arrumou sentada na cama e apontou para a chapinha em cima de sua penteadeira.

— Naquele restaurante vegano que eu gosto. Ele disse que também ama lá.  E eu já estou de saída. Vou passar aqui às 17 para te buscar e irmos para a casa da sua avó, pra buscar eles e aí ir para a festa. Pronta as 17, entendeu? Tenho que ir... Se cuida, filha.

Ela se despediu da filha mandando um beijo e saindo do quarto apressada, deixando algumas dúvidas na filha. Carina estranhou muito o sensei, o Johnny Lawrence, gostar de um restaurante que serve comida vegana superfaturada pra classe média de LA, mas tudo bem, ela não iria queimar o filme dele.

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Eu sabia que estava atrasada e que isso não causava boa impressão, claro que sabia, mas Carina e todas as perguntas estavam me deixando sob pressão. Ao longo do caminho inteiro, enquanto dirigia, me perguntava por quê eu me importava tanto com a impressão que eu passaria para Johnny, ou se meu cabelo estava bom, se meus sapatos não eram muito altos. Tentei me convencer mais vezes do que gostaria de que aquilo era só um almoço amigável, sem segundas intenções ou pensamentos traiçoeiros, mas era muito difícil de relevar o que eu senti quando o vi me esperando na mesa do restaurante, esfregando as mãos do mesmo jeito que fazia há trinta anos atrás quando estava nervoso.

— Ali! Oi! — ele se levantou e me cumprimentou quando eu me aproximei dele, me deu um abraço um pouco desajeitado e voltou a se sentar. — Caramba, você continua a mesma.

|| 𝐘𝐎𝐔 𝐆𝐈𝐕𝐄 𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐀 𝐁𝐀𝐃 𝐍𝐀𝐌𝐄                   𝗵𝗮𝘄𝗸 𝗳𝗮𝗻𝗳𝗶𝗰𝘁𝗶𝗼𝗻 Histórias para pegar e não largar. Descubra agora