LXIV. stingray

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A CASA DO ARRAIA era exatamente como você espera ser o lugar onde um adulto desempregado e infantil mora, com excessão de ser um pouco mais luxuoso que ela esperava

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A CASA DO ARRAIA era exatamente como você espera ser o lugar onde um adulto desempregado e infantil mora, com excessão de ser um pouco mais luxuoso que ela esperava.

Quando chegaram no condomínio de flats e caminharam até a porta da casa do homem, não tinham exatamente um plano em mente, apenas acharam que seria muito intimidador um bando de adolescentes que sabiam lutar caratê.

— Espera aí — chamou Miguel, de repente parando no meio do corredor. — A gente vai chegar lá e fazer o quê? Precisamos de um plano.

Todos ficaram em silêncio, parados, sem ter alguma ideia concreta em mente.

— Tem razão, o Bert deveria ir na frente, e a gente se esconder pra poder aparecer de surpresa — sugeriu Demitri.

E foi exatamente o que fizeram, esperaram amontoados a algumas portas trás enquanto observavam Bert tocar a campainha e conversar com o homem, e até alguns outros adultos saírem do apartamento.

— Queria ter sido chamada pra festinha? — provocou Eli, sussurrando baixo perto dela. Até aquele momento Carina não havia percebido o quão perto estava do namorado, ao ponto de sentir a respiração dele contra o pescoço dela.

— Não estou no clima pra festas ultimamente — ela rebateu, o deixando em silêncio, sem resposta.

Assim que eles apareceram na porta de Arraia, o homem perdeu a cor, sua fala morreu de imediato. Um pouco mais dramático do que deveria ser.

— Presas de Miyagi? Ah, isso é uma armadilha! — ele apontou para Bert. — Deu uma de Almirante Ackbar, né?

— Olha, já deu. A gente sabe que o Kreese não te bateu — começou Eli, com a voz mais firme comparada a de segundos antes.

— De acordo com o depoimento que eu dei ele me bateu, tá? Então leiam a transcrição... — ele estava prestes a fechar a porta quando Samantha a segurou aberta, resmungando alguma coisa antes de invadir a casa e ser seguida pelos outros, deixando Arraia falando sozinho.

Aqueles homens que saíram antes estavam ali pra jogar D&D com ele, a mesa estava posta e o tabuleiro organizado para uma partida, mas eles não se importaram. O grupo se sentou à vontade, Carina pegou uma das duas cadeiras e Samantha a outra, os meninos ficaram de pé. Eli estava parado atrás dela como se fosse um guarda-costas, a postura ereta e uma cara de poucos amigos no rosto.

Arraia não se juntou a eles imediatamente, inventou de ir buscar água para o "único amigo dele", Bert, que ouvia isso com uma sobrancelha levantada.

— Você deveria fazer isso, Carrie — Miguel sussurrou, antes que o adulto voltasse.

— Eu? Por que diabos eu?!

|| 𝐘𝐎𝐔 𝐆𝐈𝐕𝐄 𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐀 𝐁𝐀𝐃 𝐍𝐀𝐌𝐄                   𝗵𝗮𝘄𝗸 𝗳𝗮𝗻𝗳𝗶𝗰𝘁𝗶𝗼𝗻 Onde histórias criam vida. Descubra agora