O sol da manhã atravessava as cortinas do quarto de Eloise, lançando suaves raios de luz que contrastavam com a escuridão de seus pensamentos. Ela estava sentada em sua cama, as mãos inquietas mexendo na barra de sua saia, enquanto sua irmã mais nova, Hyacinth, estava ao seu lado, tentando acalmar os próprios nervos.
Hyacinth — Eles estão na sala de jantar agora, não estão? — perguntou, com a voz suave e preocupada.
Eloise assentiu, os olhos fixos no chão.
Eloise — Sim. Passaram a madrugada toda procurando por Penélope. Eu não consegui dormir. Fiquei imaginando onde ela poderia estar, o que poderia estar acontecendo com ela...
Hyacinth olhou para a irmã mais velha, com um misto de admiração e preocupação.
Hyacinth — Você acha que ela vai ficar bem, Eloise? Penélope sempre foi tão... discreta. Quem poderia querer fazer mal a ela?
Antes que Eloise pudesse responder, uma batida suave na porta interrompeu a conversa. A empregada entrou no quarto com uma expressão séria e respeitosa.
empregada — Senhorita Eloise, perdoe-me a interrupção, mas... Cressida Cowper está na sala de visitas e gostaria de vê-la.
Hyacinth arqueou as sobrancelhas em surpresa e desagrado.
Hyacinth — Cressida? O que ela está fazendo aqui? — perguntou Hyacinth, claramente desaprovando a presença de Cressida. — Eu não gosto dela, Eloise. Nunca gostei. Ela sempre foi... falsa.
Eloise franziu o cenho, a desconfiança começando a se formar em seu peito. Cressida não era alguém que ela considerava amiga, e a ideia de que estivesse ali, naquela situação delicada, parecia ainda mais suspeita.
Eloise — Obrigada, — respondeu Eloise à empregada, que fez uma reverência e saiu. — Vou vê-la, Hyacinth. Fique aqui, está bem?
Hyacinth assentiu, mas não sem antes lançar um olhar preocupado para a irmã.
Eloise deixou o quarto e desceu as escadas com passos rápidos, a mente já trabalhando em todas as possíveis razões para a visita inesperada de Cressida. Ao entrar na sala de visitas, encontrou Cressida de pé, com um ar de quem aguardava ansiosamente. Assim que Eloise entrou, Cressida esboçou um sorriso de simpatia.
Cressida — Eloise, querida... — disse, aproximando-se com um olhar que simulava preocupação. — Eu vim assim que soube da situação terrível que está acontecendo.
Eloise parou à uma distância segura, observando Cressida com olhos penetrantes.
Eloise — Como soube do que está acontecendo com Penélope? — perguntou Eloise, com uma leve desconfiança na voz.
Cressida suspirou e fez uma expressão de lamento.
Cressida — Oh, querida, minha empregada ouviu falar sobre o desaparecimento e, sabendo do quanto Penélope significa para você e para todos os Bridgertons, eu não pude ficar de braços cruzados. Senti que deveria vir imediatamente oferecer meu apoio. — Cressida deu mais um passo à frente, estendendo as mãos como se quisesse oferecer conforto.
Eloise continuou a observá-la, sem ceder à aproximação. Algo na maneira como Cressida se apresentava, tão rápida e pronta para ajudar, parecia... forçado.
Eloise — Isso é muito... atencioso da sua parte, Cressida. — respondeu Eloise, controlando a frieza em sua voz. — Mas eu não posso deixar de me perguntar como sua empregada soube disso tão rapidamente. Mal passou um dia desde que ela desapareceu.
Cressida fez um gesto de desdém, como se quisesse afastar qualquer suspeita.
Cressida — Sabe como são as empregadas, querida. Elas têm o dom de ouvir e espalhar as coisas antes mesmo de nós, os patrões, tomarmos conhecimento. — Ela riu levemente, com um ar casual, e então, de repente, assumiu uma expressão mais solene. — De qualquer forma, estou aqui para ajudar. Se precisar de qualquer coisa, apoio, companhia... Estou à disposição. Acredito que, em momentos como este, devemos estar unidos.
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Polin por amor
Fanfictionserão postados dois capítulos por semana ( mas posso postar um pouco mais) espero muito que vocês gostem e é uma fanfic + 18 viu...
