quem matou Cressida?

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Colin, ainda se recuperando do ferimento, estava sentado à mesa, mas sua energia estava claramente esgotada. Ele se inclinou em direção a Penelope, segurando a mão dela com carinho.

Colin — Venha descansar comigo no quarto, Pen — pediu ele, a voz suave e carinhosa.

Penelope sorriu para o marido, mas balançou a cabeça.

Penelope — Vou encontrá-lo em alguns minutos, amor. Preciso apenas resolver algumas coisas antes — respondeu ela, o tom gentil, mas determinado.

Francesca, que também estava visivelmente cansada, se ofereceu para ajudar.

Francesca — Eu posso levar Colin até os aposentos — disse ela, levantando-se e estendendo a mão para o irmão.

Colin aceitou a ajuda com um sorriso, e os dois saíram da sala, deixando Penelope com seus pensamentos.

Depois de garantir que Colin estava a caminho do descanso, Penelope foi até a porta da casa Bridgerton para se despedir de sua mãe, Portia, que estava de partida. Ela abraçou a mãe com força, de um jeito que parecia carregar um significado maior do que apenas uma despedida comum.

Penelope — Obrigada por tudo, mãe — sussurrou Penelope, a voz carregada de gratidão.

Portia, sentindo que havia algo mais nas palavras da filha, afastou-se ligeiramente para olhar nos olhos de Penelope.

Portia — O que você quer dizer com isso? — perguntou Portia, um tom de preocupação na voz.

Penelope respirou fundo, hesitando por um momento antes de revelar o que tinha visto.

Penelope  — Você é uma mãe leoa, sempre pronta para defender sua cria — começou ela, a voz baixa e séria. — Eu vi você no jardim ontem à noite, mãe. Vi você com uma arma na mão, logo após Cressida ter caído, morta no chão.

Portia ficou rígida, o choque misturado com um nervosismo palpável. Ela não esperava que Penelope tivesse percebido.

Portia — Hyacinth bateu na minha porta, desesperada, na noite passada — começou Portia, a voz um pouco trêmula enquanto tentava explicar. — Ela estava com muito medo e disse que Cressida estava aqui, na casa Bridgerton. Eu sabia que algo estava errado. Mandei Hyacinth proteger Gregory, e fui até o jardim... e lá estava Cressida, correndo. Não tive outra escolha... eu atirei.

Penelope olhou para a mãe, tentando processar o que acabara de ouvir. Ela sabia que Portia faria qualquer coisa para proteger a família, mas ouvir isso era diferente de imaginar.

Penelope — Mãe... você fez isso por nós, por mim — disse Penelope, a voz embargada, mas cheia de compreensão. Ela puxou Portia para um abraço novamente, tentando confortá-la. — Eu te amo por isso, mas agora precisamos manter isso em segredo.

Portia assentiu, ainda nervosa, mas determinada. Ela sabia que o que fez foi para proteger a filha, e agora elas precisavam manter essa verdade escondida. As duas se separaram, e Penelope observou a mãe sair da casa, carregando o peso do que havia acontecido.

Penelope caminhava pelo corredor ainda tentando processar tudo o que tinha acontecido. Quando avistou Hyacinth,  não resistiu e a puxou para um abraço apertado.

Hyacinth — Eu sabia que, de todos os Bridgertons, você me acha a sua favorita — brincou Hyacinth, sua voz ligeiramente abafada pelo abraço apertado. — Mas não precisa me apertar tanto, Penelope!

Penelope riu, aliviada pelo humor de Hyacinth, e olhou para a jovem com carinho. Ela sabia que Hyacinth era esperta além da conta, e que provavelmente já tinha deduzido muitas coisas.

Penelope — Hyacinth — começou Penelope, suavizando o tom, mas ainda assim séria —, preciso que você mantenha em segredo o que aconteceu... que foi minha mãe quem atirou em Cressida.

Hyacinth, sempre rápida, fez uma expressão de inocência exagerada, balançando a cabeça.

Hyacinth — Que história é essa, Penelope? — respondeu ela, fingindo surpresa. — Você deve estar traumatizada com tudo o que aconteceu e acabou inventando essa história.  sua mãe portia  é uma dama muito cautelosa, jamais pegaria em uma arma.

Penelope riu da esperteza da  mais nova, apertando-a ainda mais em um abraço carinhoso.

Penelope — Você é realmente muito esperta, sabia? — disse Penelope, com um tom afetuoso.

Antes que Hyacinth pudesse responder, Eloise apareceu no corredor, franzindo o cenho ao ver as duas abraçadas.

Eloise — O que está acontecendo aqui? — questionou Eloise, o tom desconfiado.

Hyacinth, sem perder o ritmo, lançou um olhar debochado para a irmã mais velha.

Hyacinth — Ora, Eloise, já deveria saber que Penelope prefere a mim do que a você — provocou Hyacinth, com um sorriso travesso.

Eloise revirou os olhos, claramente irritada.

Eloise — Sou a melhor amiga de Penelope há anos! — retrucou ela, cruzando os braços.

Penelope, observando as duas irmãs discutindo, sentiu uma onda de afeto por ambas. Sem dizer mais nada, ela as puxou para um abraço em grupo, envolvendo as duas em seus braços.

Penelope — Eu amo vocês duas — declarou Penelope, sincera. — E sempre vou amar.

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E aí gostaram desse capítulo?

Gente é o seguinte: o próximo capítulo que eu vou postar será o último. Eu já tô com o coração na mão... eu tava com muita saudade de escrever, mas eu vou preparar um capítulo muito bonito, emocionante, fofo, lindo e quente para vocês! ✨

Polin por amor Histórias para pegar e não largar. Descubra agora