resgate II

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A tensão era palpável enquanto os Bridgertons se aproximavam da casa abandonada. As sombras das árvores envolviam o lugar, criando um cenário assustador, quase como se a floresta estivesse viva, observando cada movimento dos homens. O vento assobiava entre as folhas, e o som de galhos estalando ecoava na escuridão.

Anthony parou seu cavalo um pouco antes da clareira que levava à casa, erguendo uma mão para sinalizar aos outros que ficassem atentos.

Anthony — Vamos nos dividir — disse ele, em um sussurro autoritário. — Simon, Lord Debling, vocês vêm comigo. Vamos rodear a casa e verificar quantos capangas estão por aqui. Colin, Benedict, entrem pela janela nos fundos e encontrem Penelope. Não sabemos quanto tempo temos, então sejam rápidos.

Colin e Benedict trocaram um olhar determinado, ambos cientes da gravidade da situação. Com um aceno de cabeça, seguiram em direção à parte de trás da casa, movendo-se com cuidado para não fazer barulho. A noite parecia se fechar ao redor deles, tornando cada passo ainda mais silencioso.

Ao chegar à janela dos fundos, Colin apontou para as tábuas de madeira que cobriam a abertura. Benedict assentiu e, juntos, começaram a remover as tábuas com as mãos. As tábuas eram antigas e frágeis, mas ainda exigiam força para serem arrancadas. Cada estalo da madeira parecia um trovão na quietude da noite.

Finalmente, com um último puxão, a janela estava livre. Colin espiou o interior antes de se espremer por ela, caindo com um baque suave no chão empoeirado da cozinha. Benedict o seguiu logo atrás, e os dois ficaram de pé, ajustando-se à escuridão do lugar.

A cozinha estava em ruínas, com armários quebrados e teias de aranha penduradas nos cantos. O cheiro de mofo e decadência impregnava o ar, tornando o ambiente ainda mais opressivo. Colin e Benedict trocaram outro olhar, prontos para avançar, mas foram interrompidos pelo som de passos firmes atrás deles.

Cressida — Pensaram que poderiam entrar aqui sem serem notados? — a voz de Cressida cortou o silêncio como uma lâmina. Ela surgiu das sombras, uma arma em mãos, apontada diretamente para Colin e Benedict. Seu sorriso era cruel, e seus olhos brilhavam com uma malícia perversa.

Colin sentiu o coração acelerar, mas manteve a compostura. — Cressida, isso termina agora. Entregue Penelope, ou enfrentará as consequências.

Cressida riu, um som que ecoou pela cozinha como um insulto. — Penelope? Aquele rato insignificante? Francamente, Colin, você poderia ter escolhido uma noiva melhor. Alguém... menos feia, talvez? — ela disse, com um tom de escárnio.

A raiva ferveu dentro de Colin, e ele deu um passo em direção a ela, mas antes que pudesse reagir, Cressida puxou o gatilho. O tiro ecoou pela casa, a bala passando perigosamente perto do pé de Colin, estilhaçando o chão. Colin congelou, sentindo o impacto do quão perto estivera do perigo.

Do lado de fora, Anthony, Simon, e Lord Debling ouviram o disparo. Imediatamente, seus corações aceleraram com a preocupação. Antes que pudessem se mover, um dos capangas de Cressida os avistou e, sem hesitação, sacou uma arma, disparando contra eles.

Anthony — Abaixem-se! — gritou Anthony, enquanto se jogava atrás de uma árvore para se proteger. Simon e Lord Debling fizeram o mesmo, puxando suas próprias armas em resposta. A noite, antes silenciosa, agora explodia com o som de tiros trocados entre os homens, as balas zumbindo pelo ar e se enterrando nas árvores ao redor.

A troca de tiros era feroz, e a escuridão tornava cada movimento arriscado. Simon, com olhos aguçados, tentava localizar a posição do atirador, enquanto Anthony mantinha sua arma pronta para responder a qualquer movimento. Lord Debling, embora menos experiente, estava determinado a não ser apenas um espectador e se posicionou ao lado de Anthony, pronto para proteger seus aliados.

Polin por amor Histórias para pegar e não largar. Descubra agora