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- Um menino!

- Sabia! - David disse animado, eu dei um sorriso e meus olhos se encheram de lágrimas, agora eu ia ter oficialmente um casal de filhos. Dei um abraço em Lucia porque ainda estava brava com David, ele me observou um pouco chateado por eu não o ter abraçado, mas a raiva que eu sentia no momento era muito maior. Agradecemos a médica mais uma vez, David pegou minhas bolsas e nós fomos para a saída do hospital, tinha uma movimentação na porta do hospital bem estranha, David olhou o celular e me encarou fazendo uma careta.

- Tem reportes lá fora esperando você sair - ele disse sério - Não tem por onde sair.
- Ah não, eu vou de ônibus - Lucia falou de afastando - não sei como reagir com esse monte de flash na minha cara, fico morrendo de vergonha.
- Claro que não Lucia - eu a encarei - você vai com a gente.
- Não, prefiro o ônibus.
- Que mané ônibus, vem - David disse pra ela - Deixa que eu falo, ok? - eu concordei, ele pegou na minha mão e me encarou por um momento vendo se eu ia soltar. Nós saímos e tinha uns cinco reportes lá fora, como eles descobriram que eu ia sair? Para a minha surpresa eles não falaram nada, só aplaudiram e assobiaram, eu dei um sorriso e David também, dando um tchauzinho para todos eles e logo seguimos para a casa.

Cheguei em casa e dei de cara com um buquê bem grande de rosas, me aproximei e peguei o cartão que estava escrito: que bom ter vocês de volta. amamos vocês! Eu dei um sorriso, como eu sentir falta daqui.

- Agora você vai me desculpar ou não? - David perguntou passando a mão na minha cintura, eu dei um sorriso.
- Vou pensar - falei me virando lhe dei um beijo - Eu te amo, mesmo você me tirando do sério.
- Sentir muito a sua falta aqui - ele disse enfiando os dedos em meu cabelo e fez um carinho na minha nuca.
- Eu também - falei beijando sua mão - Cadê a Sofia?
- Tá no seu quarto, acabei de dá o remédio ela - Belle disse vindo das escadas.
- Ela tá bem?
- Sim - ela me deu um abraço - que bom que você voltou.
- Obrigada, por tá aqui principalmente - ela deu um sorriso.
- Eu não faço mais que minha obrigação, e esse neném, é o que?
- Menino!
- Meu Deus! Os meninos vão a loucura.
- Eu sempre falei - David disse se gabando - Não sei porque a surpresa.
- Aí aí, seu irmão é um exibido - falei me soltando de David - Vou lá ver Sofia.

Assim que eu estava subindo as escadas meu coração começou a acelerar, eu tava com tantas saudades de Sofia e a vontade de chorar foi incontrolável, abrir a porta do meu quarto e ela estava deitada na cama, ela estava dormindo.

Me aproximei da cama já com muitas lágrimas no rosto, seu rosto estava vermelho e eu passei a mão na sua testa e ela estava com febre. Peguei em sua mão e fiz carinho, ela não acordou, fiquei observando ela por longos minutos. David abriu a porta e eu o encarei chorando muito mais que eu queria, ela veio até mim e me abraçou.

- Não queria que ela me visse chorando, ela já foi tão forte essa semana né - eu funguei.
- Igual você - ele me deu um beijo na testa, eu respirei fundo e limpei meu rosto.
- Ei, meu amor - eu falei apertando sua mão, ela abriu os olhos e arregalou os olhos quando me viu.
- Mamãe - ela começou a chorar - Eu sentir tanto sua falta - ela me deu um abraço tão apertado enquanto ainda chorava, eu tentei segurar mas não teve como.
- Desculpa - falei e dei um beijo na sua cabeça ainda abraçada - Eu te amo, tava com tantas saudades - me afastei dela e vi que ela ainda chorava - Ei - limpei seu rosto - Eu tô aqui, não vou sair, não precisa chorar - ela limpou o rosto, mas ela ainda chorava bastante, começando a soluçar. 
- Ela precisa se acalmar - David falou no meu ouvido.
- Vem aqui - eu me sentei na cama e ela deitou a cabeça na minha perna - Quer um pouquinho de água? - ela negou, eu dei um beijo na sua testa - Que tal se você me contar o que fez nesses dias? Eu não tinha nada para fazer naquele hospital sem graça.
- Meu padrinho brincou de boneca comigo, Isago e Iago também.
- Sério? Eles fizeram isso?
- Sim, a gente foi no boliche também.
- Quantos pontos você fez?
- Eu não quis jogar.
- Por que não?
- Porque eu estava com saudades de você - eu respirei bem fundo e David me encarou.
- Eu tô aqui agora, isso que importa.
- Você não vai voltar mais para o hospital?
-  Não, só quando seu irmãozinho nascer.
- É menino?
- Sim - ela não esboçou reação nenhuma.
- Você ficou no hospital por causa dele?
- Ele não tava muito, tive que cuidar dele.
- Não podia ser aqui em casa?
- Eu sei que você sofreu, mas agora já passou, eu tô aqui, isso que importa. Você não tá muito bem e eu vim cuidar de você.
- Quem cuidou de mim foi meu pai - ela estava irredutível, eu respirei fundo.
- Você queria que sua mãe voltasse pra casa para você ficar assim? - David perguntou - Rebelde?
- Não - ela se apressou em dizer - Desculpa.
- Tudo bem - dei um sorriso sem mostrar os dentes - O que você quer fazer? - falei passando a mão no rosto de Sofia e percebendo que ela ainda estava com febre - A gente pode brincar de boneca, jogar algum jogo, fazer o que você quiser.
- Nós podemos assistir um filme?
- Sério? Achei que você queria brincar.
- Não, quero assistir filme
- Tá bem então, mas estou com fome, vamos comer - falei fazendo ela se levantar.

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