Pov: Nina
Naquela noite, o céu estava pintado de um roxo profundo, pontilhado por estrelas que brilhavam como pequenos diamantes. Eu e Quinn caminhávamos pela calçada, de mãos dadas, sentindo a brisa leve que trazia o cheiro de noite fresca misturada com a promessa de algo excitante. O destino era o famoso Vanilla, um bar ao qual sempre quisemos ir, mas que, por alguma razão, nunca havíamos encontrado o momento certo.
Enquanto andávamos, Quinn me olhava com aquele brilho nos olhos, o mesmo de quando nos conhecemos. Ela segurava minha mão com firmeza, os dedos entrelaçados nos meus, e o toque da pele dela contra a minha fazia meu corpo se aquecer. Ela sempre teve esse poder sobre mim: um simples olhar ou toque era o suficiente para me derreter. O caminho até o bar parecia longo e, ao mesmo tempo, curto demais, como se estivéssemos divididas entre aproveitar cada passo ou correr para o destino.
Quinn, como sempre, fez questão de me elogiar enquanto caminhávamos.
- Você está incrível essa noite - ela sussurrou, a voz carregada de desejo. O jeito que seus olhos percorreram o meu corpo me fez corar e sorrir. - Sorte minha ter você ao meu lado.
- Sorte nossa - corrigi, inclinando-me para beijá-la de leve, o toque dos meus lábios nos dela sempre me despertava uma mistura de conforto e excitação. Quando me afastei, vi aquele sorriso travesso dela, aquele que eu conhecia bem.
Quando chegamos ao Vanilla, o bar estava lotado. Luzes suaves banhavam o ambiente, criando sombras tentadoras nas paredes e nas pessoas que dançavam ao ritmo de uma música eletrônica sensual. Eu sabia que seria uma noite memorável assim que cruzamos a porta.
Quinn segurou minha cintura, guiando-me pela multidão com uma confiança possessiva que sempre me fazia sorrir. Eu adorava o jeito como ela me protegia, mas naquela noite, eu também queria brincar com ela, testá-la um pouco.
Depois de alguns drinks, a música nos chamou para a pista de dança. Meu corpo começou a se mover ao ritmo das batidas, e logo Quinn me seguiu. Ela dançava atrás de mim, os dedos passeando pela minha cintura, descendo um pouco mais. Eu sentia o calor dela contra mim, sua respiração quente em meu pescoço, e sabia que ela também estava perdendo o controle. Mas o que começou a atiçar ainda mais a situação foram os olhares que percebi ao nosso redor.
Olhares maliciosos. Principalmente no meu corpo. Eu podia sentir os olhos me despindo, me desejando, e isso, claro, não passou despercebido por Quinn.
Eu senti sua mão apertar minha cintura com mais força, puxando-me ainda mais contra ela. Ela sussurrou no meu ouvido, um tom de irritação e ciúmes evidente.
- Eles estão olhando para você de um jeito que eu não gosto.
Eu sorri. Era exatamente o que eu queria. Ela me amava com uma intensidade que, às vezes, me deixava sem fôlego, e eu adorava quando esse lado ciumento dela aparecia. Aproveitando o momento, rebolo para ela, sentindo seu corpo tenso, enquanto suas mãos se movem para cobrir estrategicamente minha bunda, quase como se estivesse "marcando território".
- Quinn...- sussurrei, desafiadora, mexendo o quadril um pouco mais, provocando-a. Ela gemeu baixinho, e eu soube que estava perdendo o controle.
- Você está me provocando - ela murmurou, a voz dela rouca e baixa, tão cheia de desejo que me fez arrepiar dos pés à cabeça.
Eu não conseguia evitar. Era o efeito que Quinn tinha sobre mim, e eu adorava como ela ficava possessiva. Ela, no entanto, tinha os próprios meios de lidar com minhas provocações. Não demorou para que ela segurasse minha mão e me puxasse pela multidão, sua intenção clara em cada movimento determinado que fazia. O destino? O banheiro do bar.
Quase não conseguimos chegar lá. A tensão entre nós era palpável, uma corrente de eletricidade que nos envolvia completamente. Assim que a porta do banheiro se fechou, o olhar intenso de Quinn se cravou em mim, e eu soube que não havia mais volta.
Ela me pressionou contra a parede, os lábios dela encontrando os meus com uma necessidade urgente. A cada toque, a cada suspiro, meu corpo respondia ao dela como se estivéssemos em perfeita sintonia. As mãos dela exploravam meu corpo, e eu não pude evitar um gemido baixo enquanto seus dedos traçavam o contorno da minha cintura, subindo e descendo em um ritmo que me deixava tonta de desejo.
- Você é minha - ela sussurrou, os lábios perto do meu ouvido, antes de morder levemente a minha orelha. Meu coração disparou, e o mundo fora daquele banheiro desapareceu. Não havia mais bar, nem música, nem olhares indesejados. Só havia nós duas.
Os momentos que seguiram foram intensos e incontroláveis. Eu sentia cada toque de Quinn como uma chama percorrendo minha pele. Ela sabia exatamente como me fazer derreter, como me levar ao limite do desejo e além.
Quando finalmente paramos, ofegantes, nossas testas se encostaram, os corpos ainda unidos pela intensidade do que havíamos acabado de compartilhar. Quinn acariciou meu rosto suavemente, um contraste tão doce depois de toda a urgência de antes.
- Eu te amo - ela disse, a voz mais suave agora, quase um sussurro.
- Eu também te amo, meu amor - respondi, sorrindo enquanto a beijava de leve, saboreando o momento.
Naquela noite, o ciúmes e a paixão se misturaram de uma maneira que nos fez lembrar o porquê de estarmos sempre tão ligadas uma à outra. No final, era o amor dela, o carinho e a intensidade que faziam de Quinn a minha pessoa. E eu? Eu adorava cada parte disso.
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Moments - Kitnina
RomanceAlguns momentos do nosso casal Kitnina para nos deixar de coração quentinho. <3 "-Eu senti tanto a sua falta, Quinn - ela sussurra, e antes que eu possa responder, ela inclina a cabeça e seus lábios tocam os meus. O beijo começa suave, mas logo...
