O encontro entre eles foi agitado, movido por muitos sentimentos, e pouca paciência.
Tudo o que Penélope queria era fazer uma tatuagem, a possível dor ou o fato do lugar escolhido deixar o seu rosto em brasas não eram um problema. O seu maior probl...
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Shane me mandou mensagem quinze minutos atrás dizendo que estava saindo da casa dele, consequentemente a caminho do estúdio. Não sei como, mas cheguei antes dele.
Eu estava encostada na parede de frente ao estúdio dele esperando impaciente. Tinha cometido a burrada de esquecer o meu tablet no apartamento na noite retrasada e somente hoje de manhã cedo quando precisei dele para estudar que eu percebi. E como eu sabia que se eu pedisse para o tatuador levar o tablet no meu apartamento ele não sairia mais e jogaria seu trabalho e os meus estudos pelos ares, avisei que esperaria no estúdio, assim evitamos uma distração enorme e...bom...maravilhosa.
Alguns dias se passaram desde que eu conheci os amigos do Shane e as futuras namoradas deles, e por incrível que pareça eu ainda estou dialogando com a Dionisía e Daisy pelo celular, tínhamos até mesmo criado um grupo para conversar e estava sendo estranhamente legal. Dionisía era uma desenhista e estilista super talentosa, e naquela noite junto dela e da Daisy descobri que a Dionísia tem uma loja de roupas e acessórios online, enquanto a Daisy dá aulas de pole dance e é sócia de uma espécie de lanchonete. Sinceramente? Eu mal podia esperar para rever elas de novo e esse pensamento social deveria me apavorar, entretanto, nada aconteceu, ainda.
— Ei, você está querendo tatuar? A maioria só começa a abrir lá pelas onze horas, ou depois do almoço. — escuto uma voz a alguns metros de distância da parede em que estou.
Ergo meu olhar e encontro um cara abrindo a porta do que julguei ser o seu próprio estúdio. Ele sorri meia boca para mim, girando a chave na trinca ao mesmo tempo.
— Mas você está aqui. — O olho de cima para baixo, deixando explícito meu sarcasmo em minha voz e no olhar que o lanço.
O cara ri e empurra a porta de correr para o lado a abrindo, enfia a chave no bolso da bermuda que usa e dá passos na minha direção.
— Parece que você é sortuda, então. Quer fazer tatuagem? Ou por um piercing? Faço ambos. Hoje estou abrindo mais cedo — ele aponta para dentro do estúdio e para na minha lateral, me olhando por cima, dada a sua altura e a minha.
Ergui mais o meu queixo sustentando o olhar dele e fiz uma careta.
— Não estou aqui para fazer uma tatuagem. Estou esperando alguém — respondi, e recostei a minha cabeça na parede outra vez irritada por ter minha paz invadida e o restante da paciência que eu tinha destruído. Eu já odiava ter que sair de casa, e ter que sair de casa e vir até aqui essa hora da manhã e ficar falando com um desconhecido era um saco.
— Ah. Saquei. Mais uma das garotas do Shane — Ele sorriu e se aproximou um pouco mais.
Mantive-me parada e de braços cruzados sem desviar o olhar de divertimento nele, enquanto meu mais entediado.