Capítulo 12

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ELIZABETH

— Pai, estou indo para a cafeteria.

— Não vai tomar café em casa, filha? — ele perguntou. Mamãe ainda estava se arrumando.

— Prometo que tomo amanhã. — beijei sua bochecha e fiz o mesmo com meus irmãos.

Fui até o elevador, apertando o botão do estacionamento.

Meu pai sempre insistia para que eu saísse com um dos motoristas, por motivos de segurança, mas sempre achei um exagero e preferia eu mesma dirigir meu carro. Parei na porta do Café, ajeitando minhas roupas e meu cabelo. Vendo que tudo estava direito, entrei, sentando no banco do balcão, como sempre fazia.

— O de sempre, G. — sorri para ela, que sorriu de volta.

— Achei que não viria hoje.

— Apenas me atrasei um pouco.

Segundos depois, Mike apareceu com uma xícara, colocando meu café e depois jogando o creme.

— Obrigada. — sorri.

Ele apenas piscou e sorriu.

Seus cabelos encaracolados já batiam na nuca e eu achava encantador. Já fazia alguns meses que trocávamos uns beijos despretensiosos e eu esperava que fôssemos para frente com isso, mas ele sempre recuava. Já cheguei a acreditar que meu nome o intimidava, mas a estrela não era eu e sim meus pais.

— Aqui, querida. Acabou de sair do forno. — ela pôs um prato com um pedaço de brownie com calda à minha frente.

Comecei a comer, sentindo o gosto maravilhoso de meu café de sempre. Nossa, era impossível enjoar daquilo.

— Posso falar com você depois, Lize? — Mike perguntou e eu sorri.

— Claro.

Terminei de comer e paguei meu café.

— Até logo, G! — acenei para ela, que retribuía.

— Elizabeth, espera! — Mike correu, alcançando-me do lado de fora.

— Ah, esqueci que você queria falar comigo. Desculpe.

— Tudo bem. — ele sorriu.

Um silêncio constrangedor instalou-se e levantei uma sobrancelha, querendo que ele falasse logo o que queria.

— Mike, eu vou acabar me atrasando... — comecei.

— Ah, desculpa. É que... Eu não sei como te falar isso. — ele estava sem graça.

— Falar o que? — franzi a testa.

— Que eu acho que estou pronto.

— Pronto para o que, exatamente?

— Para oficializarmos o que quer que seja que temos. Eu gosto de você, você parece gostar de mim — riu — Acho que podemos dar mais um passo. O que acha?

Sorri, eufórica. Não via a hora desse momento chegar e, finalmente, estava acontecendo. Uni nossos lábios o abraçando.

Afastei nossos rostos, encarando seus olhos escuros que contrastavam com as grossas sobrancelhas, que harmonizava perfeitamente com sua pele bronzeada. Os cabelos encaracolados estavam bagunçados no topo, como sempre, e eu fazia questão de arrumá-los todas as vezes.

Eu me encantei por Mike desde a primeira vez que pisei no Sweet G. Havia encontrado a cafeteria por acaso, depois de me perder a caminho de um grupo de estudos na área. Além do café com creme e brownie deliciosos, meu outro motivo para tomar café a vinte e cinco minutos de casa era saber que eu o veria trabalhando lá.

A Garota dos meus SonhosHistórias para pegar e não largar. Descubra agora