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Annabeth's Pov

Encosto meu queixo no ombro de Sally, enquanto ela me abraça apertado. Eu estou na casa de Percy. Percebi que ele não ia me ligar como pedi, ele ia me deixar preocupada e no escuro se eu não desse o primeiro passo. Então eu fiz. Estou aqui para vê-lo e sua mãe me recebeu com um sorriso grande.

— Que bom que você está aqui. — ela diz se afastando.

— Ele está muito mal? — pergunto preocupada.

— Não, ele melhorou. Mas está fechado e não falou muito comigo nem com o Paul ou o Poseidon.

— Estelle?

— Ele conversou com ela, mas nada sobre o que aconteceu. — a mulher mais velha solta um suspiro — Percy acha que ela não sabe, mas a minha filha é esperta e sabe quando tem algo errado.

— Eu posso subir? — aponto para cima.

— Sim, por favor. É a última porta do corredor.

Aceno com a cabeça em agradecimento e me dirijo para as escadas, sua casa é tão grande que quase poderia chamá-la de mansão. Sua sala é bem espaçosa e em tons claros, apesar de eu ver alguns detalhes em azul no rack abaixo da televisão.

Encontro 5 portas no andar de cima e ando até a última porta que está fechada. Escuto uma melodia atrás dela e bato na madeira duas vezes.

— Entra, mãe. — ouvir sua voz faz meu coração acelerar.

Viro a maçaneta e empurro a porta devagar, entrando no — grande — quarto de Percy. Eu não deveria me surpreender por seu quarto ser desse tamanho, comparando com a sua casa faz bastante sentido.

O dono em si não olha para a porta, ele está muito ocupado dedilhando os acordes do violão enquanto está encostado na cabeceira da cama. 

Fecho a porta atrás de mim e dou dois passos para frente em silêncio. E espero.

Depois de uns segundos, os dedos de Percy param de tocar os acordes e ele paralisa olhando para a cama antes de finalmente levantar o rosto.

— Chase. — me chama.

— Jackson.

— Você veio.

— Você não me chamou, mas eu vim. — seu pomo de adão sobe e desce conforme ele engole seco.

— Por que? — franzo o cenho.

— Porque eu me preocupo com você. É simples. — me aproximo da cama.

— Não deveria.

— Sinto muito, é inevitável. Eu me preocupo com as pessoas que são importantes pra mim. — me sento na sua frente — Vai dizer que nunca se preocupou comigo?

— É claro que sim. — responde baixo.

— Então, isso é uma via de mão dupla. — ele pisca e olha para o violão novamente.

— Eu sou importante pra você? — murmura.

— Sim, você é. Quem diria, né? — o moreno levanta o rosto e me observa com os olhos semicerrados — Como foi seu dia?

Decido não perguntar de cara sobre o que aconteceu agora, não quero que ele se feche para mim. Quero que ele veja que estou aqui por ele, disponível para escutá-lo e apoiá-lo do mesmo jeito que ele esteve aqui por mim.

— Nada de diferente. Fiquei aqui tentando aprender a tocar essa música.

— Quer me mostrar? — ele ergue as sobrancelhas.

Mutual • PercabethOnde histórias criam vida. Descubra agora