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Luísa

Sophia: Eu quero o meu filho!

Luísa: Eu sei, mas você não pode invadir a minha casa.

Sophia: Ele vai embora comigo sim, eu preciso ver  ele- falou chorando.

Meleca: Moleque vai pra lugar nenhum contigo, Patrão deu a ordem e nois vai seguir, quer ver o moleque? Te levo lá, sair do cômodo com ele que tu não vai.

Sophia: Você é mãe, deveria saber oque eu estou sentindo e me ajudar- falou me olhando com raiva.

Luísa: Sei muito bem, e imagino como você deve estar se sentindo, mas eu não posso.

Eu literalmente não posso, os meninos falaram que dependendo da ordem que eu for dar neles, eles não vão obedecer, por conta  do Marcola, o mesmo disse que oque envolveria a Sophia e o Brayan, não era pra mim me intrometer e era apenas pra cuidar dele.

Eu tô a 4 dias sem notícia dele, 4 dias.

Os meninos não falam nada, eu pergunto, mando mensagem, ligo e tento ir atrás mais não recebo nada como resposta.

Meleca: Vai caralho, passa nessa porra, se tentar alguma coisa eu te meto a bala, Patrão deu o aval e liberdade pra fazer tudo contigo pô- falou gritando e rindo da cara dela.

Ela passou por ele e entrou no quarto do Brayan, ele assim que viu ela já veio correndo e sorrindo.

Brayan: Mãe- agarrou nas pernas dela.

Sophia: Oi meu amor, como você tá?

Me afastei deles assim que ouvi o choro da Agnes. Subi as escadas correndo e ja fui direto pro quarto do Marcos e peguei ela no colo.

Ela chorava muito.

Muito mesmo, as vezes eu até penso em ser por saudade do traste.

Ela tava vermelha e roxa de tanto que chorava.

Luísa: Agnes, calma- falei descendo as escadas- me ajuda meleca, faz a fórmula dela.

Meleca: Sei fazer essa porra não- falou largando o fuzil em cima da mesa e foi indo pra cozinha.

Fui atrás dele e expliquei como fazia.

Luísa: Mais água- falei balançando a Agnes.

Ele colocou mais um pouco e levou até o fogo pra ferver.

Luísa: Isso é saudade, saudade dele.

Meleca: Se eu pudesse te ajudar e dar informação eu iria dar pô, eu não posso e não sei..

Luísa: Para de mentir Meleca! Eu ja sei, me fala, ele ta morto? Tá com mulher? Tá machucado?? Meleca me fala, eu preciso saber, não adianta mentir- falei com raiva.

Parecia ficar mais agonizante com o choro da Agnes, o meu estresse e tudo ao meu redor.

Respirei fundo.

A Sophia!

Voltei pra sala e vi a mesma tentando vir de encontro ao fuzil do Meleca, fui mais rápida e peguei o mesmo e apontei pra ela.

Ajeitei a Agnes no meu braço com uma dor insuportável.

Luísa: Volta pro teu lugar, eu não quero fazer isso com você- falei olhando totalmente séria pra ela que se afastou.

Meleca: Papo reto? Cansei de você, bora, rala daqui- apareceu pegando o fuzil da minha mão e apontando pra mãe do Brayan.

Que dor de cabeça.

Balancei a Agnes e ela foi parando o choro dela.

Marcos, cadê você?

(...)

Meleca: Vou fazer esse favor pra ti, mais tarde eu vou e tá tudo mec

Luísa: Certeza?- ele concordou- Meleca, aonde o Marcola está?

Meleca: Na missão pô- desviou o olhar do meu.

Que ódio.

Por que é tão difícil eles me falarem as coisas? Será que eu vou ter que pagar de maluca? Puxar uma faca? Uma arma? Mas que porra.

Luísa: Por que é tão difícil vocês me falarem as coisas? Eu só...- soltei o ar que nem imaginava que estava segurando.

Meleca: Relaxa aí, vou no banheiro, qualquer coisa grita- falou já saindo.

Ouvi a porta do banheiro bater.

Olhei pros lados assim que ouvi um celular tocando, era o do Meleca. Corri em direção a mesa e peguei o celular, na tela brilhava o nome dele.

Patrão Marcola🫡.

Atendi sem nem pensar duas vezes.

:Amorzinho, vem cá- ouvi uma voz feminina.

Permaneci sem falar nada e logo em seguida eu desliguei.

Marcola

Soltei um gemido do caralho.

Balancei a cabeça e sai da sala, fui pegando oa bagulho necessário e fui saindo do quarto com a Kátia atrás de mim.

Ajeitei a bermuda e puxei o fuzil.

Marcola: Faz teus corres e depois eu penso- falei e ela apenas concordou e saiu rebolando.

Sabiá: Logo quem? A Kátia pô, ela é gostosa, posso negar não.

Neguei com a cabeça e ajeitei o silenciador do fuzil. Fiquei ali só aguardando o momento certo e ouvindo o sabiá falando um monte de merda no meu ouvido.

Saudade da minha preta.

Dos meus filhos.

Peguei meu celular e liguei pro Meleca, filha da puta não atendia por nada.

Katia: Amorzinho...vem cá- falou aparecendo na porta do bagulho.

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Gosto assim, muitos comentários😛

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