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Luísa: Sai de cima dele- gritei pela décima vez.

Marcola: Ta achando que está lidando com quem rapá?- deu outro soco e depois se afastou.

Ele olhou pra mim preocupado e se aproximou, dei um passo pra trás me afastando dele.

Luísa: Tô indo pra casa.

Sai daquela multidão e entrei na vielas, minha casa era perto, entrei com as crianças e os dois choravam muito.

O Marcos comseguiu assustar eles, principalmente a Agnes. Dei um banho neles e acalme os dois, eles deitaram no sofá e começaram a assistir um filme infantil qualquer.

Fui em direção da porta após ouvir uma batida e vi o Fj, com o rosto todo ensanguentado e a boca cortada.

Luísa: Brayan, leva a sua irmã pro quarto- falei um pouco alto- entra- dei espaço e ele passou.

Fechei a porta e entrei com ele e sentando no sofá.

Luísa: Ta fazendo oque aqui?

Fj: Vim te pedir desculpa pô, briguei com o teu marido na frente das crianças e tenho certeza que assustou não só elas como geral.

Luísa: Tudo bem, quer que eu te ajude a limpar?

Fj: Por favor.

Levantei indo pegar o necessário e depois voltei limpando o rosto dele.

Luísa: O Marcola fez um estrago- falei quase em um sussuro.

Fj: Tu sabe muito bem o motivo da briga né?

Luísa: Não, eu não sei.

Fj: Fui te elogiar e o maluco não gostou, admito que falei um pouco de merda assim como ele e o mesmo veio pra cima de mim.

Luísa: Precisava mesmo provocar ele?

Fj: Você só vai ser mais uma vadiazinha na cama dele, depois ele te larga e o otário aqui vai te esperar de braços abertos.

Luísa: Uau- falei surpresa.

Foi a única coisa que eu consegui falar, peguei as coisas e fui guarda. Voltei pra sala ajeitando o cabelo e ele estava parado me olhando.

Fj: Desculpa mermo, na sinceridade, falei merda.

Luísa: Só vai embora.

Ele se aproximou e beijou minha testa, recuei dele e a porta se abriu, Marcos olhou pra gente com tanta raiva que me arrepiei.

Marcola: Ta fazendo oque aqui?

Luísa: Ele veio se desculpar e já esta de saída- falei rápido e o Fj me olhou diferente e saiu.

Soltei o ar que eu nem imaginava que estava segurando, me aproximei do Marcos e ele me olhava calado.

Marcola: Se fosse eu, sairia como errado- apontou o dedo na minha cara e foi em direção ao quarto.

Luísa: Marcos- falei alto e indo atrás dele- eu só queria ajudar.

Marcola: Ta bom, mas quando chegar uma nega lá em casa toda machucada, tu não reclama, jaé?

Luísa: Desculpa, isso não vai se repetir, tá bom?- segurei no braço dele.

Ele não respondeu e foi falar com as crianças, entrei no banheiro e tirei a roupa, coloquei a touca de cetim e entrei de baixo do chuveiro.

Molhei o corpo todo menos a touca.

Sai do banheiro enrolada na toalha e vi o Marcos mexendo no meu guarda roupa. Fui em direção dele e peguei apenas uma blusa dele que estava ali e um shortinho mole.

Me vesti na frente dele mesmo e ele me olhava calado.

Marcola: Cadê meus bagulho que estava aqui?

Luísa: Tem tanta coisa sua nessa casa, e fala direito comigo- encarei o seu rosto.

Marcola: Minha erva, eu falei normal contigo- meteu marra.

Luísa: Joguei fora, o Rhavi achou esses dias e quase enfiou na boca- falei tirando a touca e passando a mão no cabelo.

Sentei na cama respirando fundo e ele sumiu do meu campo de visão e depois voltou com as crianças.

Luísa: Gostosa de mamãe- beijei a bochecha dela.

Ouvi meu celular tocar e peguei vendo o nome do pai do meu filho.

Carlos: Luísa.

:Oi

Carlos: Tô levando o Rhavi, aonde fica a sua casa?

: Eu vou descer aí, provavelmente você não vai conseguir subir.

Carlos: Tudo bem- falou com o sotaque- beijos

Desliguei e logo em seguida o celular do Marcola fez um barulho, mostrando que tinha alguém ligando.

Ele atendeu e foi pra varanda.

Troquei de roupa no banheiro rapidinho.

Luísa: Vou ir buscar o Rhavi, ja volto- falei olhando na direção do Marcos que não respondeu e ficou me analisando.

Sai de casa e fui descendo as escadas, grande pra caralho, quando estava no ultimo degrau eu ouvi fogos e gritaria em cima de uma laje, ouvi uma rajada de tiro e arregalei o olho.

NOVA NAVEOnde histórias criam vida. Descubra agora