Luísa
Sorri feliz pra ele e vi o mesmo fazer outro movimento, era pequenos mas era. Ele fez careta e força e conseguiu novamente.
Luísa: Você conseguiu- falei animada e batendo palmas.
Marcos estava em pé, segurando na barra de ferro e Carol estava atrás dele, segurando a cintura do mesmo e impedindo de ele cair.
No começo eu super fiquei com ciúmes, mas depois da segunda e terceira consulta que fiz com ela, percebi que era totalmente profissional e que ela era casada e respeitava totalmente o casamento dela.
Toda vez que iria tocar em qualquer mínima parte do Marcos, pedia licença ou desculpa.
Ela era muito gente boa e tranquila.
Carol: Por hoje é só, espero que você esteja tomando os seus medicamentos, treinando em casa e fazendo tudo oque eu recomendei- falou ajudando o Marcos a sentar na cadeira.
Marcola: Tô mermo- falou passando a mão na cabeça e sorriu.
Pegamos nossas coisas e finalizamos a conversa indo embora, assim que sai da sala empurrando a cadeira de rodas, o Meleca estava ali, sentado no banco de espera e nos olhava atento.
A gente se afastou muito, muito mesmo depois daquela confusão.
Meleca: Tá mec?- falou olhando pra gente.
Marcola: Na paz- coçou atrás da orelha e saimos do hospital.
Ele levou a gente até o carro e ajudou a colocar o Marcos dentro e depois guardou a cadeira de rodas no porta mala.
Me sentei no banco de trás e pude notar a parafal ali, neguei com a cabeça e respirei fundo.
O rádio apitou e Meleca aumentou, ouvindo uma respiração ofegante e tiro no fundo.
Coé porra, alemão ta subindo nesse caralho, cadê você irmão?
Meleca: Vim buscar o Marcola, tô chegando ja- falou por fim e desligou o radinho.
Ele afundou o pé no acelerador e apertou o botão fechando os vidros do carro. Hoje completa três dias que o morro está sendo invadido assim, a favela tá um caos, muita gente morrendo, a milícia não está pra brincadeira e o TCP está junto, querendo a cabeça do meu namorado.
Ainda mais agora, aonde todos devem saber que ele esta paraplégico.
Pra muitos a favela é uma fábrica de droga, arma e poder, pra mim ultimamente é apenas sobreviver.
Poder chegar em casa e ver o rosto do meus filhos, apenas isso.
Marcola: É blindado?- meleca confirmou rápido- mete marcha nessa porra e me deixa em casa.
Meleca balançou a cabeça e se inclinou, passou pela principal, desviou das barreiras e foi, o carro tomou muita bala, era agonizante ficar aqui.
Chegamos na rua de casa e estava tudo limpo, não tinha ninguém.
Marcola: Tem que ser rápido, geral deve estar subindo pra cá.
Sai do carro e Meleca destravou o porta mala, peguei a cadeira e rodas junto com a chave no meu bolso e abri a oprta da casa do Marcos.
Entramos e ele deixou o Marcos no sofá e saiu correndo, ouvi a batida do carro e vários tiros, largei a cadeira no cantinho e tranquei a porta.
Marcola: Me leva pro escritório- concordei e abri a cadeira.
Luísa: No já- falei segurando o corpo dele- um,dois,três...e já- contei e fiz força.
Coloquei ele na cadeira que saiu se empurrando sozinho e foi pro escritório.
Fui pra cozinha e preparei um copo de leite com Tody, bem gelado e peguei um pacote de biscoito doce.
Amo.
Me sentei na mesa e comecei a comer, puxei o celular e comecei a ver os bagulho que aparecia, tentando distrair minha mente de todo esse caos.
Marcola: Mô, corre aqui- gritou e eu levantei rápido.
________
Bem pequeno né? Mas foi pra vocês se atualizar um pouco e era o único que estava nos rascunhos.
Vou tentar parar de sumir...
NÃO REVISADO!📍
