Marcola
Sophia: Você não pode simplesmente me proibir de ver o meu filho
Marcola: Entra Brayan- falei firme e ele entrou sem ao menos questionar.
Sophia: Eu sou a mãe do garoto, tenho o total direito de ver ele- se aproximou.
Marcola: Ja mandei tu piar o pé do meu morro, fica longe do meu filho e da mimha favela- encaro bem o rosto dela e fecho a cara.
Sophia: Agora é bom né? Depois de eu ter feito todo o trabalho sujo tu vir querer ficar com ele, querer pagar de bom pai...aonde estava você em cada ultrassom dele? No parto, nas madrugadas de choro?
Marcola: Nunca estive por que tu fez questão de sumir e nunca me contar nada
Sophia: Eu contei pra Renata, fui até a sua casa, não encontrei você lá mas ela estava, ela me tratou super mal e disse que VOCÊ desejava as piores coisas pro meu filho- falou chorando de raiva e apontando o dedo na minha direção.
Marcola: Nunca soube da existência do Brayan, Renata não me passou informação nenhuma
Sophia: Eu me arrependo amargamente de ter te procurado, queria que meu filho não tivesse um pai podre e escroto que nem você, você é um inútil Marcola, um péssimo pai, um péssimo companheiro, você é péssimo em TUDO!- gritou.
Aquelas palavras foram como um tiro no meio do peito, me trouxe um ódio e uma tristeza ao mesmo tempo.
Respirei fundo e por um segundo eu quis avançar nela, mas me controlei e sai andando, entrei dentro de casa sendo seguido pelo BN e ja logo fui direto pro quarto.
Estava mancando, a perna ainda dava umas pontadas.
Me sentei na cama e respirei fundo.
Brayan: Papai- apareceu no quarto.
Marcola: qual foi?
Brayan: Por que eu não posso ficar com a mamãe?
Marcola: Tua mãe é maluca, mas amanhã tu vai pra casa dela, demôro?
Brayan: Tá- fez um toque comigo e saiu do quarto, a Luísa entrou e me encarou curiosa.
Luísa: Oque a louca queria? Que gritaria foi aquela?
Marcola: Jogou na minha cara uma pá de coisa, coisa que eu nem fiz e nem tava sabendo. Renata estava me escondendo tudo, o sumiço da Sophia, a gravidez, o Brayan, tudo.
Luísa: Você ja foi conversa com ela?
Marcola: Se eu for lá eu vou encher ela de bala
Luísa suspirou alto e passou o dedo na minha sobrancelha, fez careta e me analisou.
Luísa: Você precisa para de fazer essas coisas- noto o bico enorme que ela está, sempre que está brava faz um bico de quase 3 metros.
Marcola: Ta boladona comigo por que?
Luísa: Você fica falando comigo de qualquer jeito, eu não sou seu amiguinho da boca não- resmungou de braços cruzados.
Solto uma risada fraca e puxo ela pela cintura.
Marcola: Só você pra me fazer rir uma hora dessas- beijo a barriga dela- Vamos ter un herdeiro quando?
Luísa: A gente já tem muito filho- fez carinho no meu cabelo.
Marcola: Quero mais, muito mais- dou vários beijos pela barriga dela- acho que tu já está grávida
Ela ficou calada, pensativa. Eu fico impressionado com a beleza dessa mulher, é surreal. Sou apaixonada pela Luísa, não me canso de falar, mas é a pura verdade.
Marcola: Vou brotar na goma da Renata vai querer ir? Preciso resolver esse bagulho logo
Luísa: Não, só não demora lá- dou um selinho nela e levanto da cama.
Marcola: Acho que vou trazer ela pra cá, tô muito ruim pra sair
Luísa: Tá bom- ajeitou o cabelo e prendeu.
Marcola: Vai ficar bolada comigo não né?
Luísa: Não, pra mim é até melhor ter ela aqui-sorriu debochada.
Neguei com a cabeça e passei no rádio que era pra acionar a Renata. Voltei pra sala e me sentei no sofá, estava só no aguardo dela.
Não demorou muito, a porta se abriue fechou. Ali estava ela.
Marcola: Por que tu escondeu o meu filho de mim? Me dá três motivos pra mim não te matar agora..
Renata: Quem....aaa...com certeza- soltou uma risada debochada- essa criança nem é o seu filho..
Marcola: Quando você ia contar? Hein?
Renata: Nunca, você sempre foi meu, meu- bateu no peito- se essa criança aparecesse na sua vida naquela época, eu iria ser a trouxa, você ia me trocar por ela
