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2 semana depois

Luísa

Já se passou um tempo em que eu e a Andressa nem fala com os meninos, quando passamos do lado ou vimos de longe, mudamos a rota ou nem olhamos na cara.

Tava toda concentrada no celular que nem vi que tinha uma mulher na minha frente e me esbarrei nela.

Luísa: Meu deus, desculpa- falei ajudando a pegar as sacolas que foi parar no chão- desculpa mesmo, tava olhando pro celular..

Xxx: Tudo bem- falou rindo- obrigada pela ajuda- falou sorrindo- parece que já te conheço

Luísa: Eu trabalho no Bar do Anderson

Xxx: Aaa o Anderson, você é muito bonita viu-  falou sorrindo e eu ri com vergonha- me chamo Felícia- estendeu a mão.

Luísa: Luísa, a senhora também é muito bonita- falei apertando a mão dela.

Felícia: Eu já vou indo, essas sacolas estão pesadas

Luísa: Quer ajuda??

Felícia: Se não for incômodo

Ajudei pegando algumas sacolas e fomos o caminho até a casa dela conversando horrores, falando mal do povo e ela me falando dos filhos.

Que os dois era envolvidos aqui do morro e muito cabeça dura, que um deles iria combinar muito comigo mas não recomendava se envolver com bandido por que tem que ser muito forte lidar com certas coisa.

Felícia: Não quer entrar e comer alguma coisa?

Luísa: Fica pra próxima, tenho que buscar meu filho

Felícia: Tá bom querida, quero conhecer ele um dia viu

Luísa: Pode deixar- falei rindo e vi o BN sai da casa da mesma.

BN: Ixi mãe, tá fazendo oque aqui?- falou olhando pra nós duas e desviei o olhar.

Felícia: Conversando- falou entregando as sacolas pra ele- vai menino, vai guarda- falou empurrando ele e ele entrou dentro de casa.

Luísa: Foi um prazer conhecer a senhora- falei entregando as sacolas e a abracei de lado.

Felícia: Tchau querida- falou sorrindo.

××

Respirei fundo e tomei o remédio, amargo que só, fechei até o olho. Deitei a cabeça no balcão.

Conversei melhor com a minha avó e deixei a viagem marcada um pouco mais pra frente. A Andressa depois daquele dia bloqueou o BN de tudo e não quer falar com ele de jeito nehum. O Marcola tentou vir atrás umas 2 vezes mais nem dei ibope.

Me aproximei bastante do Fj mais é aquele lance sem compromisso sabe? Taco o fodase pra ele, oque eu quero mesmo é piroca e uns beijos, nada mais.

Senti uma mão na minha cintura e só pelo perfume ja sabia que era ele.

FJ: Tá bem?

Luísa: Só tô enjoada e com dor de cabeça- falei levantando a cabeça.

FJ: Tomou remédio?- concordei e me virei pra ele- vim só pra te dar um beijinho e saber se você estava bem.

Luísa: Tava aonde?

FJ: Na boca embalando- falou se aproximando- tava com mulher não cara.

Luísa: Oxi, falei nada- nem deixou eu terminar de falar e me deu um selinho.

Olhei pro lado e vi Marcola do outro lado da rua encostado na moto e olhando pra nossa cara, tava sem blusa e com a cara toda fechada.

FJ: Não quer se envolver mesmo né?

Luísa: Não, tu fica direto com a rodada lá, inclusive vou até parar de ficar contigo, quero pegar doença não- falei e ele até parou de beijar e cheirar meu pescoço.

FJ: Sou limpo cara, qual foi?- falou rindo e mordendo meu pescoço- delícia de mulher..

Luísa: Tô falando sério, e outra, tenho que trabalhar, e você deveria fazer o mesmo.

Ele enrolou mais um pouco e depois saiu. Voltei a trabalhar e a hora passou até que rápido. Tava saindo já do bar e chegou três meninos armados me fechando e me olhando todo sério.

Coruja: Marcola que trocar um papo com tu

Luísa: Tô ocupada, depois eu passo lá

Coruja: Desculpa ai pretinha, mais ele falou que se eu não chegasse com tu lá, nois ia rodar- falou balançando a cabeça pra um lado e pro outro.

Bufei e concordei com a cabeça, segui eles e entrei no carro. Coruja eu conheço por que ele vem direto aqui e de vez em quando a gente troca idéia.

Luísa: Consegue me adiantar o assunto não??

Coruja: Ele só deu a ordem de vir buscar você e chegar com você lá- começou a mexer no fuzil e aparentemente tava colocando munição.

Xx: Passa por cima dessa puta, maior raiva que eu tô dela depois do que ela inventou pra minha mulher- falou olhando pra Fernanda

Coruja: Essa mina é problema, corajoso é quem pega uma porra dessa- falou negando.

O menino freiou o carro e logo chegamos  na boca.

Xx: Tem 6 portas, certo?- falou olhando pra mim- tem uma que tem um X,  lá é a sala dele, qualquer coisa pede ajuda pros moleque ai- desci do carro concordando e eles saíram igual um maluco com o carro.

Respirei fundo e pensei seriamente em sair andando e ir pra casa, só que da boca até a minha casa é muito longe, esse morro é gigantesco.

NOVA NAVEOnde histórias criam vida. Descubra agora