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Luísa

Já se passaram 2 dias.

2 dias depois do ocorrido e eu tô confusa.

Bloqueiei o Marcos de tudo, ele ligou pra todo mundo que é próximo pra tentar falar ou saber de mim mas eu nem me importei.

Eu só queria a confirmação, a real confirmação que ele me traiu.

Levantei do sofá com a Agnes no colo e sai de casa com os meninos atrás de mim, fechei tudo e começamos a passar pela rua com todo mundo me olhando.

Esses dois dias eu me mantive tão confusa.

Rhavi: Saudade do titio..

Brayan: Eu também tô com saudade do meu pai, quando ele volta tia Lu? Ele morreu? Esqueceu de mim?

Luísa: Claro que não meu amor, ele só foi viajar mais daqui a pouco ele volta.

Nem eu sabia se ele realmente voltava.

Entrei na padaria com eles e logo me sentei na mesa e o menino veio atender, fizemos o pedido e ficamos no aguardo.

Esses últimos dias desde que ele foi pra missão, tudo ficou cansativo e corrido, eu precisava trabalhar, levar as crianças na escola e depois subir o morro todo pra deixar eles na minha sogra, quer dizer....ex sogra...atual...sei lá.

Na casa da Felícia.

Brayan: Quanto carro- falou olhando pra fora.

Realmente, muito carro, do nada começou uma rajada de tiro e buzinas.

Puxei o Rhavi e tampei o ouvido dele, ele começou a se agoniar e me aperta.

Brayan: Eu tô com medo- falou se aproximando- que legal- soltou uma risada e tampou o ouvido..

Uma caralhada de carro subindo o morro e vários caras com a cabeça e arma pra fora do carro e atirando.

O Marcos.

O Marcos voltou.

O menino apareceu com o nosso pedido e tratamos de comer rápido, eu estava tentando ao máximo fazer o Rhavi comer, mas estava difícil, a Agnes estava dormindo.

Incrivel como ela não acordou com essa barulheira.

Os barulhos logo cessaram e eu tratei de pagar a conta e sai rápido dali. Rápido mesmo.

Brayan: Por que estamos andando rápido?

Luísa: Por que eu não sei oque vai acontecer na rua e vocês não podem ficar no meio desse caos- falei um pouco ofegante- parece que quanto mais a gente anda, mais a rua de casa fica longe.

Entrei na rua de casa e estava com bastante carro e moto. Minhas pernas e braços pediam socorro, não aguentava mais andar e a Agnes estava pesada.

Me aproximei do meu portão e eu abri com tanta pressa, fechei com tudo e entrei em casa já colocando a Agnes deitadinha no sofá.

Ajeitei a almofada em volta dela e abri as janelas de casa.

Respirei fundo e me sentei no sofá e os meninos pegaram os brinquedos e começaram a brincar no chão da sala.

Ouvi um barulho no portão e logo a Andressa passou pela porta com a mão cheia de sacolas.

Dressa: Marcola quer entrar pra ver as crianças.

Luísa: Ele tá ai?

Dressa: Chegou agora junto com o BN...

Luísa: Tá bom, tô indo pro quarto, qualquer coisa me chama- levantei e fui pra cozinha.

Logo em seguida fui pro quarto e me sentei na cama. Preciso descansar a mente, ficar somente nesse morro não está me ajudando em nada.

Ouvi um gritinho vindo da sala, deve ser as crianças em comemoração ao ver o Marcos.

Olhei o celular verificando as horas e ainda era 13:05. Procurei meu biquíni pelo quarto e logo em seguida me sentei na cama.

Ouvi um barulho na porta e logo levantei a cabeça. Ele estava ali, parado, com um buquê de flores na mão.

Rosas vermelhas.

Sorriu de lado e entrou no quarto.

Marcola: Ta com essa cara feia por que? Vai falar comigo não você?

Me ajeitei na cama e em seguida levantei.

Luísa: Tá fazendo oque aqui?- falei fechando a cara.

Marcola: Tá de marola preta? Vim te ver pô, mó cota sem te tocar, sentir essa boca gostosa- agarrou firme a minha cintura e beijou o canto da minha boca.

Luísa: Me solta, seu nojento- falei trincando os dentes.

Marcola: Qual foi?- me olhou sem entender.

Luísa: Qual foi??? Se divertiu na missão? Deve ter se divertido muito né? Eu aqui cuidando do seus filhos e você me metendo chifre.

Marcola: Ta maluca? Tirou isso da onde?- me soltou e franziu a sobrancelha.

Que ódio, eu vou matar esse filho da puta.

Luísa: Maluca? Vou te mostrar o maluca- puxei a faca do bolso e apontei pra ele- quem era? Quem era a cachorra?- gritei.

Marcola: Que cachorra cara? Abaixa essa porra.

Luísa: Amorzinho, vem cá- imitei a garota- Ta me tirando pra otária Marcos?- coloquei a ponta da faca na barriga dele.

Marcola: Ta pagando de maluca- começou a rir de nervoso- para com essa porra- falou tentando se afastar e eu pressionei a faca na barriga dele.

Luísa: Acha que eu aceito traição?

Marcola: Luísa tu me furou, tem noção disso? Surtada!- falou me olhando surpreso.

Luísa: Vou te furar mais, some da minha casa.

Marcola: Eu não te trai porra, posso te provar.

Luísa: Então prova!

Marcola: Eu tava conversando de boa com a garota e ela veio na maldade pô, já logo cortei o mal pela raiz e ela não aceitou muito e fez oque fez, eu não fiz nada com ela..

Luísa: Prova, falar é fácil, eu quero provas.

Girei a faca de um lado pro outro e ele gemeu de leve.

Eu tava possessa, nem passava pela minha cabeça que eu iria chegar a esse ponto.

Ele segurou minha mão e afastou a faca, pude ver a blusa dele branca estar manchada por sangue.

Muito sangue.

Marcola: Porra mulher, era pra mim estar com raiva e boladão contigo, tô é mais apaixonado depois dessa- segurou meu pulso e me puxou pra perto.

Luísa: Me larga.

Marcola: Vai cuidar de mim?- falou todo debochado e isso me causava mais raiva.

Luísa: Eu vou te furar todo!

Ele sorriu de lado e me deu um selinho, tentei me soltar dele mais foi inútil.

Eu falei, eu disse que iria furar ele todo e eu vou cumprir com isso.

Marcola: Caralho- gemeu de leve.

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Comentem mesmooo.

Alguém me explica oque é maratona? Já vi em alguns livros mais não peguei a visão em como funciona real.

Tenho mais um capítulo pronto, querem que eu poste hoje??

NOVA NAVEOnde histórias criam vida. Descubra agora