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Marcola

Sophia: Não é nada disso, eu posso explicar- respondeu toda nervosa.

Marcola: Leva pra boca, nois vai conversar lá, dá aquele tratamento vip.

Ele apenas concordou e arrastou a Sophia pelo braço, que relutava e estava querendo fazer escândalo.

Pinóquio: Bora porra, faz eu perder a linha não- sacudiu ela e ela começou a chorar e a andar com ele.

Olhei pra minha mulher e ela estava de cara feia e com um bico entre os lábios, o bico que ela faz quando fica brava e automaticamente fica linda.

Marcola: Ia me defender né? Gostei disso- dei um cheiro no pescoço dela.

Luísa: Garota sem noção, aonde já se viu falar uma coisa dessa?- fez carinho no meu cabelo.

Rhavi: Tio Dabiel- falou me analisando e eu o olhei com toda a atenção- solta a minha mamãin- cruzou os braços bravo.

Marcola: Coé cara, ela é minha mulher- soltei uma  risada fraca- desculpa ae- me afastei.

Rhavi: Mamãe é só do Rhavi- se levantou da cadeira e foi pro colo da Luísa.

Luísa: Só do Rhavi, né bebê?- abraçou ele e deu um beijo na bochecha do filho.

Rhavi: Cadê a irmã?

Marcola: Lá na casa da minha mãe.

Rhavi: Vovó?- concordei- quero ver eles..

Luísa: Depois- começou a comer o sorvete dela.

Brayan: Mãe Luísa- falou baixo e com a carinha de triste- eu já terminei de comer, posso ir no campinho?

Luísa: Mas quem vai te levar?

Marcola: Pode ir pô, se liga que tem gente na sua cola- ele concordou e foi se saindo.

Luísa: O menino vai sozinho? Tá doido mô?

Marcola: Relaxa minha gata, os menor tá na cola dele.

Ela concordou e Rhavi saiu do colo dela e foi em direção a uma menininha e começou a conversa e brincar com ela. Luísa tava morrendo de ciúmes e quase chorando, falando que o moleque dela estava crescendo rápido.

Rhavi se desenvolveu muito rápido, fico até impressionado.

Luísa: Come direito- reclamou pela décima vez e enfiando a colher de sorvete na minha boca.

Marcola: To comendo cara.

(...)

Marcola: Faz só o pezinho- falei olhando o corte.

Ele ligou a maquina e fez oque eu pedi, paguei o maluco e sai dali logo. Luísa foi empurrando a cadeira e conversando uns assunto mó aleatório, Rhavi tava todo avoado.

Luísa: Parece que esse povo nunca viu um cadeirante- falou com o jeitinho estressada de sempre, sou apaixonado nisso.

Marcola: É facada, é tiro, vou levar mais oque? Tô sendo guerreiro- mudei de assunto.

Luísa: Mais nada, a facada nem conta..

Marcola: Vou nem entrar em detalhes contigo, papo reto mermo- abri um sorriso de lado.

Luísa: Aproveitar que estamos aqui perto da casa da sua mãe, quer pegar a Agnes não?

Marcola: Vamo pô- cocei a cabeça e fiquei olhando pra geral que me olhava estranho.

Demorou muito não, chegamos lá e minha mãe ja recebeu a gente com um sorriso, meu pai estava na sala segurando a Agnes e batendo o maior papo.

Felicía: Que bom ver vocês aqui.

Luísa: Nem me fale.

Rhavi: Vó, Rhavi quer bolo- sorriu animado e olhando pra cadeira.

Felicía: Acabei de fazer o bolo de laranja que você gosta, vamo lá comer??

Rhavi: Rhavi gosta de bolo, quero um pouquinho- faloi todo fofo e devagar.

Qualquer frase ou mínima palavra que o Rhavi fala, sempre tem que começar falando o nome dele, Luísa já tentou corrigir várias vezes, mas ele não consegue e geral acha fofo.

Luísa: Você quer ir com a gente ou vai ficar com o teu pai?

Marcola: Pode me deixar ali mermo, vai lá e busca  um pedaço pra mim, por favor- ela levou a cadeira pro lado do sofá e se inclinou me dando um selinho.

Saiu andando devagar e rebolando aquela bunda gostosa que só ela tem.

Só ela tem esse movimento.

Esse poder.

Esse domínio sobre mim.

Fico maluco só de pensar e ver.

Queria poder fazer tanta coisa com ela, mas essa porra de cadeira me atrapalha em tudo.

Odeio ficar sem andar, odeio depender de geral, odeio que eles tenham pena de mim, odeio não poder curtir com a minha família e odeio não poder fuder com a minha gata.

Que merda mano. Amanhã tem outra aula de fisioterapia, vou ver se me esforço e ganho pelo menos uma evolução naquela porra.

Vini: Eai, ta dando muito trabalho?- ms assusto com a voz dele me tirando do transe

Marcola: Um pouco, ela fez algum bagulho hoje?

Vini: Ta quietinha hoje- deu um beijo na barriga da Agnes que riu.

Agnes: Papá- bateu palmas e sorriu banguela pra mim.

Os dentinhos crescendo, ela tá crescendo muito rápido.

Olho de relance e vejo minha mãe e minha esposa vindo, Rhavi estava sentado na mesa, comendo e assistindo pocoyo.

Desenho maneirinho, assisto direto com ele.

Luísa: Aqui o seu- me entregou o prato.

Marcola: Dá na minha boca cara- falei baixo só pra ela escutar.

Luísa: O Marcos, tu ta muito folgado- falou brincando e rindo de leve.

Cruzei os braços não gostando por ela me chamar pelo nome e minha mãe começou a rir.

Marcola: Cheia de graça, pode deixar que eu como sozinho nessa porra- peguei o prato bolado.

Ela deu de ombros e sentou do meu lado, geral começou a conversa e eu emfiei só uma colher na boca, ja a doidona, tinha terminado de comer já.

Marcola: Coé preta- fiz cara de coitado.

Ela revirou os olhos e pegou o prato, cortou o bolo com a colher e levou até a minha boca.

Luísa: Lá em casa é quatro, o mais velho gosta de comida na boca também- falou com a minha mãe que observava a cena rindo e meu pai negando com a cabeça.

Marcola: Coé, vai ficar gastando com a cara de vagabundo?- falei mastigando e ela deu um tapa na minha testa.

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Não revisado📍

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