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A gostosa sabia que era gostosa, e isso me intrigava papo reto. Passei a lingua pelos lábios e ela se aproximou.

Ela parou na minha frente com a amiga.

Marcola: Brayan, vai com a mina ai lá pra casa da Luísa, depois a gente troca um papo- falei pro menor que estava de braços cruzados e concordou.

Luísa: Não vou demorar Rafa- falou com a amiga que logo saiu do nosso campo de visão com as cria.

Senti falta do Rhavi, ele não estava com ela.

Marcola: Cadê o Rhavi?- segurei na cintura dela.

Luísa: Na casa do pai dele.

Marcola: Tu foi na casa do maluco assim?- falei olhando feio pra ela.

Luísa: E eu deveria ir como? Pelada?- apertei a cintura dela- de lingerie?- apertei bem mais forte- isso dói.

Marcola: Desculpa- beijei a ponta do nariz dela- oque aconteceu?

Luísa: Sobre o Brayan?- concordei- eu não sei, estava tudo tranquilo, deixei eles lá brincando e fui tomar meu banho e me arrumar, quando eu fui voltar pra falar com ele, ele estava emburrado- cheirei o pescoço dela.

Marcola: Ele falou algum bagulho.

Luísa: Não- desviou o olhar e coçou a garganta.

Marcola: Não mente pra mim- aproximei nossos corpos.

Renata: Hoje essa favela tá com vários animais- ouvi sua voz nojenta.

Luísa: Eu vou entrar- falou respirando fundo e olhando pra trás de mim.

Marcola: Foca aqui- tirei uma mão da sua cintura e levei pro rosto dela- oque o Brayan te falou?

Luísa: Ele disse..

Renata: Muitos macacos, gorilas, baratas- falou alto interrompendo a Luísa.

Marcola: Com ela eu me resolvo depois, isso é dor de cotovelo- falei e dei um selinho na minha mulher.

Luísa: Eu não vou ficar aqui escutando as provocações dela- concordei e iniciei um beijo.

Apertei a cintura dela e subi minha mão pro cabelo dela e puxei devagar. Ela empurrou meu peito devagar e me olhou com deboche.

Luísa: Aproveitador, safado- abriu um sorriso e eu apertei o pescoço dela.

Sorriso que me desmonta, sorriso lindo, sincero e que me deixa perdido, poderia ver essa cena por horas.

Marcola: Ta enrolando muito, preta- dei um selinho nela.

Luísa: Eu tento resistir e me afastar de você, mas não dá, é mais forte do que eu- falou baixo e rindo de leve.

Ela começou a explicar a rebeldia do Brayan e eu até fiquei um pouco surpreso, contei pra ela sobre o Rhavi e ela falou que iria conversar com ele.

Renata tava latindo pra caralho e eu já mandei ela pro desenrolo de novo.

Marcola: Tu tá toda linda aí, vamo num churrasco comigo?

Luísa: E as crianças? A Rafa?

Marcola: Vai com a gente- beijei o pescoço dela.

Luísa passou as unhas de leve no meu pescoço e depositei um selinho nos lábios dela.

Luísa: Tenho que conversar com o Brayan primeiro..

Marcola: Vou me arrumar e daqui a pouco eu apareço.

Luísa: Estou de olho em você.

Ela se virou saindo e eu fiquei viajando na bunda e corpo daquela mulher.

Subi em cima da moto e fui andando pelas vielas até chegar na barbearia. Pintei o cabelo de preto novamente e fiz o corte do Jaca e pintei o cavanhaque de pretin também.

Sai dali todo lindo e gostoso, fui avoado pra casa e tomei um banho rápido, vesti só uma blusa preta e uma bermuda preta sem cueca.

Coloquei a Kenner preta no pé e tirei o carro da garagem, fui pra casa da pretinha e ela estava de bico e fazendo carinho na Agnes.

Marcola: Eai papai- falei assim que ela me viu e começou a fazer a festa.

Luísa: Acho que só vou trocar de roupa.
Marcola: Tá linda assim preta, de verde, toda gostosa, vamo?

Luísa: Churrasco é de quem?

Marcola: Lz, vapor lá da boca, aniversário dele e é só pra ficar de boa mermo.

Luísa: Rum- soltou o ar com força pelo nariz e me olhou- Brayan não quer papo comigo.

Marcola: Vou trocar uma idéia com ele.

Ela concordou e eu peguei aa minha filha e comecei a brincar com ela.

Marcola: Já fez a bolsa dela?- ela negou- vou la fazer então, é o de sempre?

Luísa: Pega a mamadeira e coloca três colherzinha, apenas.

Marcola: Peguei a visão.

Sai dali e fui indo pro quartinho dela, fiz a bolsa e depois fui pra cozinha preparar a mamadeira e joguei dentro da bolsa, peguei a alça e passei a mesma em volta do meu pescoço.

Ajeitei a Agnes no meu colo voltando pra sala e estava todo mundo ali, Brayan veio pro meu lado e a gente foi saindo de casa.

Entramos no carro e eu parti pra casa do malandro, a casa estava cheia, fui na direção do maluco e Brayan pegou o rumo dele e foi brincar com as crianças que tinha ali.

Agnes estava quietinha no meu colo, sentei na rodinha ali e Luísa sentou do meu lado e a amiga dela do lado dela.

Lz: Achei que tu não fosse brotar.

Marcola: Ia vir mesmo não.

Umas músicas dá hora, poesia, oruam, cabelinho, Tz e filipe ret.

Luísa estava toda calada, já imaginava oque poderia ser, está em um lugar que ela não conhece e muito menos fala com ninguém além da amiga.

Marcola: Tem carne, algum bagulho aí?- olhei pro Meleca.

Meleca: Tem mermo, quer que eu busque pra tu?
BN: Eu pego, gostoso- passou a mão no meu braço- hoje você não me escapa- mordeu a boca e me olhou com malícia.

Lz: Ixi ja está assim?

Neguei com a cabeça e ele saiu andando.

Luísa: Ela é bem amostrada, esses dias estava fazendo um escândalo lá no bar- falou com a amiga e olhava pra um canto.

Rafa: Ela é bem nojenta

Luísa: É oque dizem mesmo- falou e me olhou de canto.

Marcola: Ta falando de quem ai?

Luísa: Ninguém, tô com fome.

Marcola: BN foi buscar um bagulho pra tu, tá bom?- dei um cheiro no cabelo dela- prefiro meu cabelo cacheado, mas liso assim tá bonitão.

Luísa: Seu cabelo?

Marcola: É pô, meu cabelo- olhei pra Agnes que observava tudo e se mantia quieta- né papai?

Ela balançou o corpinho e bateu as mãos uma na outra.

NOVA NAVEOnde histórias criam vida. Descubra agora