Corri e ajudei ele a se levantar, analisei o corpo do mesmo e estranhei toda a situação. Coloquei o mesmo sentado na espreguiçadeira e olhei ele por completo.
Luísa: Marcos? Oque tá acontecendo??
Ele gemeu de dor em resposta e se enclinou pra trás.
Luísa: Meu amor, olha pra mim- segurei no rosto dele e virei para mim- oque aconteceu?- falei preocupada.
Marcola: Minha perna tá doendo pra porra, preta- fez careta e colocou a mão no joelho.
Luísa: Vamos ir pra clínica, fica calmo- passei a mão na testa dele e suspirava nervosa.
BN: Oque tá pegando? É muito grave?
Luísa: Vai buscar o carro, o Marcos está sentindo dor- olhei pra ele rápido e o mesmo concordou.
BN saiu do quintal as pressas, as crianças vieram pro quintal correndo e o Brayan estava desesperado.
Brayan: Oque aconteceu com o papai?
Luísa: Nada meu amor, entra pra dentro vai- falei calma e ouvindo os resmungos do Marcos.
Marcola: Qual foi Bn- gritou com raiva.
BN: Calma caralho, tu resmunga muito pô- veio correndo e levantou o Marcos com cuidado.
Marcola: É por que não é tu que está sentindo dor- reclamou e fez careta.
BN foi caminhando com ele até o carro e eu fui atrás, Brayan não desgrudava da gente nem por um segundo.
Luísa: Brayan, entra!
Sophia: Fala direito com o meu filho- gritou do outro lado da rua.
Brayan: Eu quero ir, quero ver se o meu papai está bem- choramingou e me olhou nos olhos.
Luísa: Lá não é lugar pra criança meu amor- passo a mão no cabelo dele.
Brayan: Por favor mamãe Lu..
Suspiro convencida e entro dentro de casa, deixando ele ali com os meninos. Vou pro quarto e pego os documentos do Marcos e minha bolsa, saio do quarto e encontro o Vinicius.
Luísa: Oi- forço um sorriso.
Vini: BN pediu pra mim vir vigiar as crianças, ta tudo bem com o Gabriel?- falou sem jeito e todo sério.
Luísa: Acho que sim, ele só está sentindo dores, ele forçou muito a perna hoje..
Ele concordou e entrou no quarto da Agnes, desci as escadas correndo e sai de casa fechando a porta, me viro e logo deparo com a Sophia conversando com o Brayan.
Entro no carro e BN me olha atento.
BN: Vai chamar o moleque não?
Luísa: Ele está com a mãe- falei sem graça e nervosa.
BN: Brayan, bora logo- gritou e o menino se despediu da mulher e veio andando devagar.
Abri a porta pra ele e ajudei o mesmo a entrar, bati a porta e o carro começou a andar. Me ajeito no banco e me inclino para frente, dando um beijo no pescoço do Marcos.
Marcola: Tem como acelerar essa porra não?
Luísa: Marcos- chamo a atenção dele.
Marcola: Desculpa- falou baixo e bufando.
Passei o dedo de leve na sobrancelha e vi o BN estacionar em frente a clínica. A clínica era dividida com o hospital, e como o Marcos já vinha aqui direto, era fácil ser atendido rápido e como prioridade.
E todo mundo sabe muito bem o motivo.
As vezes eu sinto uma certa raiva, por ele achar que pode tudo, que pode controlar tudo e todos. Não importa quem seja, deve esperar o seu momento e no seu devido lugar.
Ele não é melhor do que ninguém. Mas falar isso, não adiantava de nada.
Marcos começou a gemer de dor e a resmungar. Oque estava me preocupando cada vez mais, e eu imagino já oque seja.
Já vieram dois homens atender a gente, quando foram empurrar a cadeira do Marcos, ele travou e segurou a minha mão.
Luísa: Você precisa ir sozinho.
Marcola: Preciso de você comigo- falou com dificuldade.
Lacerda: Pode acompanhar ele, não tem problema- falou rápido e olhando nos meus olhos.
Concordei e acompanhei eles, a cada passo que eu dava no corredor, era um aperto do Marcos na minha mão. Entramos em uma sala e os médicos ajeitaram tudo pra ele, deixaram ele na maca e sairam, falando que iria chamar a Carol.
Luísa: Calma amor- passei a mão no cabelo dele e fiz carinho.
Marcola: Essa porra ta doendo muito- resmungou, dei um beijo na bochecha dele e fiz carinho no seu rosto.
Luísa: A Carol está vindo, espera só mais um pouquinho, amor- falei baixo e com a maior calma.
Marcola: Eu te amo- me olhou de canto.
Luísa: Eu te amo também- sorri de leve.
