'' Sê confiante. ''
Falou a voz da minha mãe dentro da minha mente quando ultrapassei a porta principal da escola.
Afinal, era mais uma escola. Porquê que estava tão nervosa?
Durante toda a minha infância, saltar de país para país era como que um hobbie para a minha família pequena. Isto tudo por causa do sucesso impressionante dos meus progenitores no mundo da Medicina.
Em busca do meu cacífo, arrastava os meus pés, sem vontade, entre a multidão que preenchia os corredores da Glen View High.
Pressionar os livros contra o meu peito era só uma maneira de distrair-me do friozinho que atacava o meu sistema, mesmo sendo a milésima vez que pisava um território estranho.
Um pequeno suspiro escapou pela minha boca, assim que dei conta do corredor certo, mas incrivelmente, esse suspiro logo desapareceu quando reparei no quão barulhento e agitado este se encontrava.
No entanto, esse barulho não era das pessoas que caminhavam de um lado para o outro, mas sim, de um grupo em particular, que não fazia cerimónia qualquer para não dar nas vistas.
Ao virar o meu olhar para a fonte principal de desassossego, avistei rapazes vestidos com casacos desportivos e algumas raparigas de cabelo comprido e corpos de fazer inveja a qualquer um.
Desviei os olhos e deparei-me com o dito cujo: o derradeiro cacífo 503, que tanto procurava.
Suspirei pelo cansaço e logo de seguida, tentei abrí-lo.
Por minha surpresa, não conseguia. Parecia estar preso.
Bufei e tentei mais uma vez, mas... nada.
Passei a mão pela testa enquanto olhava para os dois lados do corredor, sempre com a esperança de encontrar um funcionário que pudesse ajudar-me, mas como era de esperar, não encontrei ninguém.
Em certa altura, cruzei o olhar com um dos rapazes barulhentos da ponta do corredor.
Um tremor passou pelo meu corpo quando vi que, em segundos, todos puseram-se a olhar em direção a mim, fazendo com que os meus livros caissem ao chão.
Rapidamente, agachei-me e comecei a coletar o que tivera deixado cair, e ao fazer o mesmo, não pude deixar de reparar nas gargalhadsvindas do lado do grupo dos rapazitos. Parece que vim parar a uma primária, não?
Quando acabei de apanhar tudo, levantei-me e lancei um olhar de ódio em direção ao grupo e vi que a maioria caia no riso... Excepto um.
Ele estava encostado com as mãos no bolso e com um pé pousado na parede, demonstrando um perfil relaxado e uma expressão facial serena com um pequeno sorriso. Inesperadamente, ele desviou o seu olhar para mim, fazendo-me virar de costas, rezando que ele não tivesse reparado que estava a olhar para ele.
Apesar de estar preparada para ir à secretaria, fui impedida com um toque no ombro:
— Precisas de ajuda com isso?
Virei-me e logo vi o rapaz que encarava à pouco, encostado aos cacífos com um soriso simpático na sua face:
— E-Eu?
Gaguejei ao olhar para o seu rosto.
— Não, e-eu estou bem.
Menti, fazendo-o rir para o chão.
— Eu ajudo-te.
Disse ele, dando uns passos em frente. Assim, afastei-me para que ele pudesse encarar o cacífo:
— Não é mesmo necessário, eu posso pedir ajuda à secretaria, não te preo--
— Está feito.
Falou ele com o cacífo aberto.
— Ah... Obrigada.
Suspirei.
— De nada!
Falou ele com um sorriso no rosto.
Dando-me margem para aproximar do cacífo, comecei a meter os meus livros dentro do mesmo, na esperança que ele fosse embora:
— Estes cacífos precisam de um jeito para abrir, mas apartir de agora, abrirá normalmente.
Acenei com a cabeça como entendido e lancei um pequeno sorriso como despedida.
No entanto, enquanto arrumava tudo, sentia a sua presença ainda ao meu lado.
Incomodada, perguntei:
— Estás à espera de algo em troca ou...?
— Não.
Respondeu ele, rindo:
— Eu ape--
A sua frase, entretanto, foi interrompida por uma voz vinda do outro lado do corredor:
— Justin? Que que se passa? Vem para ao pé de nós.
Olhei para ele e vi-o a encarar o seu grupo.
Olhei também para trás e vi uma das raparigas do grupo a olhar incrédula para nós.
— Eu sou o Justin...
Falou ele, ignorando a rapariga e estendendo a sua mão:
— E tu, como te chamas?
Porquê que ele não respondeu à rapariga? E porque raio ele estava mais interessado em saber o meu nome do que em estar com a sua namorada?
Torci o nariz, porque a situação não estava a cheirar bem para o meu lado.
Assim, decidi fechar o cacífo e antes de puder dizer qualquer coisa que fosse, o toque fez-se ouvir. Com alívio, disse:
— Tenho de ir.
Virei as costas e pûs-me andar dali para fora.
Em grandes passos acelerados, dirigi-me para a sala onde iria decorrer a minha primeira aula: Biologia, uma das minhas disciplinas favoritas.
Entrei na mesma e sorri de alegria assim que avistei a segunda mesa da terceira fila livre. A sala aos poucos encheu-se e não demorou muito até a aula começar.
A professora levantou-se com cara de poucos amigos e começou a discursar:
— Bom dia. Quero dar as boas-vindas aos novos alunos do programa de intercâmbio da Glen View High e também um pequeno aviso: Esta é uma das escolas secundárias mais priviligiadas da capital, por isso, é importante que vocês trabalhem imenso, pois, aqui, apenas os melhores sobrevivem. Sem pressões meninos.
Ironizou ela com um sorriso malvado no rosto.
— Eu sou a Profª Diaz e vou ser a vossa professora de Biologia. Comecemos por abrir o livro na página 14.
[...]
Soou o toque para a hora de almoço. Depois de três aulas matinais, a minha barriga estava pronta para ir comer qualquer coisa.
Ao pegar nas minhas coisas para sair da sala, vi alguém aproximar-se da mnha mesa:
— Olá!
Olhei em frente e deparei-me com uma rapariga de cabelo ruivo:
— És a Safyra, certo?
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Undefined Love || J.B
FanfictionEra só mais uma aposta... Era só mais uma brincadeira entre o capitão de equipa de futebol da Glen View High, Justin Bieber, e os seus companheiros para com as alunas estrangeiras do novo programa de intercâmbio. Cruzando o seu caminho com Safyra...
