Sem hesitação, respondi:
- Ela não está em casa. Saiu à pouco tempo...
- Não sabe para onde foi?
- Não, mas deve voltar em poucas horas.
- Vou deixar o meu cartão consigo. - peguei na sua oferta. - Contacte-me assim que a sua mãe e a Safyra chegarem a casa.
Acenei com a cabeça e fechei a porta.
Após suspirar de alívio, a primeira coisa que veio em mente foi a Safyra.
Ao ir para a sala, encontrei-a sentada no chão, encostada à borda da porta com as mãos na cara.
Ela estava a chorar.
Baixei-me a seu nível e enrolei os meus braços por todo o seu corpo. Por supresa, esta agarrou-me com toda a sua força e chorou mais:
- Shh... Vai correr bem. - murmurei ao seu ouvido.
- Eu sou um monstro. - gritou ela entre o choro.
- Não és nada. - disse, agarrando-a com mais força.
- O que que eu fui fazer, Justin? Ela vai arruinar a minha vida!
- Calma, nada vai ser arruinado. A minha mãe devem estar quase a chegar a casa, ela vai ajudar-nos com esta situação.
- Tu não estás a entender. Se os meus pais descobrem sobre isto... - disse a Safyra, destroçada.
De seguida, ela afastou-se de mim, quebrando o abraço, e limpou as suas lágrimas:
- Eu tenho a certeza que eles vão entender que tudo se passou de um mal entendido.
- Isto não sou eu. - sussurou ela, olhando para as suas mãos que ainda tremiam. - Eu não ando à porrada, eu não bebo alcóol até ficar de ressaca, eu não sou assim...
- Não são ações de impulso que vão definir a tua pessoa. Bebeste um pouco ontem, qual é o mal? És uma adolescente, mereces divertir-te um pouco. Andaste à porrada? Eu não te culpo por isso, já passaste por tanta coisa com a Channel que até me admira não teres feito mais.
- Os policias querem lá saber do que eu já passei com ela.
- Vamos fazer assim: Esperamos pela minha mãe e depois vemos no que vai dar. Okay?
- Okay. - suspirou ela.
[...]
- É assim, tu és menor, mesmo que eles quisessem fazer alguma coisa, não podem.
Declarou a minha mãe, que estava sentada na mesa da cozinha juntamente comigo e com a Safyra, após termos contado tudo o que se passara:
- A nossa melhor solução é ir à esquadra e resolver isto da melhor maneira. Pedes desculpa, prometes que não volta acontecer e cada uma segue com a sua vida. - continuou ela.
- Peço desculpa Pattie... Não era a minha intenção causar qualquer confusão ou disturbio na casa. - disse a Safyra, quase a chorar.
- Oh querida, não precisas de chorar ou pedir desculpa a mim. Eu também já fui jovem e sei o quão difícil é andar na secundária, o quão irritante é aturar essas meninas mimadas que pensam que podem fazer tudo a todos. Eu entendo-te.
A minha mãe estendeu a sua mão e pousou a mesma na mão da Safyra.
- Vamos?
- Vamos.
E então, seguimos para a esquadra.
Eu, Justin e Pattie.
Esta era a ordem pela qual estavamos sentados na sala de espera da esquadra da cidade.
Os meus dedos encontravam-se enterlaçados e inquietos, a perna do Justin não parava de mexer para cima e para baixo frenéticamente e a Pattie não parava de fazer chamadas relacionadas com o trabalho.
Enfim, era uma inquietação total.
Depois de meia hora de espera, fomos chamados ao escritório do xerife juntamente com o Justin, onde já se encontrava a Channel com a sua mãe:
- Por favor, sentem-se. - pediu o Xerife.
Notas finais:
Oi oi meus amores!
Não se preocupem que tem um capítulo novo preparado já a seguir.
Do que que estão à espera?
Siga!!
Beijinhos,
Clara Almeida.
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Undefined Love || J.B
Fiksi PenggemarEra só mais uma aposta... Era só mais uma brincadeira entre o capitão de equipa de futebol da Glen View High, Justin Bieber, e os seus companheiros para com as alunas estrangeiras do novo programa de intercâmbio. Cruzando o seu caminho com Safyra...
