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— Podes sair.

Disse ele, olhando para mim seriamente.

Confusa, arqueei as minhas sobrancelhas e fiquei em silêncio:

— Eu disse saí do carro.

— Posso saber po--

— Não.

Sem mais palavras para expressar, peguei na minha mala e cumpri com o seu pedido, fechando a porta com força.

Logo de seguida, ele abriu o vidro e chamou por mim:

— A que horas é que acabam as tuas aulas, hoje?

Ainda em nervos pela maneira como ele falou, esbocei um ar irónico na minha cara e respondi:

— Hum, deixa-me pensar.

Aproximei-me da borda do vidro e sussurei:

— Vai à merda. Que tal?

Não dando oportunidade dele sequer desbocar outra palavra, virei as costas e continuei o meu caminho para a escola.

Não vou agora mentir e dizer que não estava a tentar entender o porquê do Justin ter falado comigo daquela maneira do nada.

Talvez ele não fosse uma pessoa bem disposta de manhã ou ele simplesmente é um idiota. Seja qual for a razão, eu não iria tolerar que ele falasse assim comigo, mesmo que estejamos no mesmo teto.

Já com os pés na escola, dirigi-me até ao meu cacífo para retirar os livros de Química.

Quando fechei o mesmo, reparei que o grupo de rapazes do mesmo dia situava-se no mesmo canto ao fim do corredor. Por surpresa, o Justin não se encontrava com os seus amigos.

Não que me incomodasse de todo.

[...]

A manhã passou particularmente devagar, mas finalmente, a campainha da hora de almoço fez-se soar.

Com a barriga já a roncar, apressei-me para o refeitório antes que se formasse uma fila enorme e ocupassem todas as mesas.

Poucos minutos depois de ter sentado, alguém veio juntar-se a mim:

— Safyra!

— Emily! Oi!

Disse assim que a vi a sentar-se na minha mesa:

— Pensei que tivesses baldado às aulas, hoje.

Falei.

— Eu? Não, não. Passei a manhã inteira na Secção B.

— Secção B?

— Sim, é o pavilhão responsavel pelas aulas práticas.

— Ah, não sabia disso.

Rimos as duas.

— Já vi que ainda não exploraste bem a escola.

— Bem, apenas estou aqui à dois dias.

— Verdade. Então, como foi a tua manhã?

— Normal... Secante.

— Já vi que sentiste a minha falta.

— Muito.

Respondi ironicamente, causando gargalhadas.

— Então e como foi ontem com a família de intercambio?

— Quase que me esquecia. Nem vais acreditar no que aconteceu.

Antes de começar a contar a minha grande aventura de ter ido parar na casa do rapaz mais popular ( e idiota) da escola, decidi passar o meu olhar pela mesa onde o mesmo se encontrava com os seus amigos.

Undefined Love || J.BHistórias para pegar e não largar. Descubra agora