Reviver, siguinifica voltar a vida, renascer, revigorar-se, renovar-se outra vez.
Isso era tudo que Serkan não conseguia fazer. Fazia exatamente cinco anos que deixou de se sentir vivo. O grande amor de sua vida, o deixou com apenas uma palavra, "Ad...
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O sol ainda acordava timidamente quando Serkan surgiu na cozinha com Kiraz nos ombros, fazendo aviãozinho até a bancada. Ela ria alto, segurando uma banana como se fosse microfone.
— Bom dia, planeta dos pãezinhos! — cantou, desembarcando no chão com uma pose dramática.
Eda revirou os olhos com um sorriso, enquanto servia café para ela e suco para a pequena.
— Essa casa virou musical agora? — brincou.
— Kiraz decidiu que toda manhã precisa começar com um número artístico — disse Serkan, pegando um pão de queijo e oferecendo à filha.
Eles se sentaram juntos à mesa, entre migalhas e risadas, até que a menina parou por um momento, olhando para ele com seriedade repentina.
— Papai... você tinha tudo isso quando era pequeno?
A pergunta pairou no ar como um vento inesperado. Eda recuou sutilmente, sentando-se ao lado, atenta.
Serkan olhou para Kiraz com ternura, mas também com um peso silencioso nos olhos.
— Não, pequena. Não assim. Minha infância... foi diferente.
— Como diferente?
Ele respirou fundo, decidindo que a verdade, mesmo difícil, merecia ser contada com delicadeza.
— Eu fui morar num colégio interno muito cedo. Minha mãe não era exatamente ligada a mim... Ela gostava muito mais do meu irmão mais velho. E meu pai... ele me tratava com afeto, sim. Mas era aquele afeto que parece mais uma obrigação do que algo que aquece o coração. Ele dizia que me amava, mas nunca... me abraçava de verdade.
Kiraz franziu o rosto.
— Mas e alguém? Tinha alguém que cuidava de você?
— Meu irmão. O único que realmente me via como eu era. Ele não casou bem, e hoje vive fazendo tudo o que a família manda. Mas na época... ele fazia desenhos comigo escondido nas madrugadas. Me ouvia. Me tratava como se eu importasse.
Eda encostou levemente a mão no braço dele, gesto de apoio silencioso. Ele sorriu de leve, como quem se acostumou a contar sua história com menos dor.
— E para todo mundo de fora, eu era o filho mimado dos Bolat. O garoto rico. Popular. Mas por dentro... eu me sentia invisível.
Kiraz se aproximou e encostou a cabeça no braço dele.
— Eu não acho que você é invisível. Acho que você é gigante. Porque mesmo sozinho, você veio até mim.
Serkan piscou devagar, com os olhos marejados.
— E foi com você e sua mãe que eu descobri o que é amor de verdade. Não aquele que só aparece na foto da revista. Mas o que aparece nos bilhetinhos da lancheira, nas músicas bobas no carro, nos abraços quando a gente acha que não merece.
Eda se inclinou, abraçando os dois de leve.
— Você merece todos os abraços, Serkan — sussurrou.
— Ainda estou aprendendo — respondeu ele. — Mas agora tenho as melhores professoras do mundo.
Kiraz esticou os braços, envolvendo os pais num abraço desajeitado, mas perfeito. A cozinha se encheu de luz. Ali, entre pães de queijo e confissões, uma nova infância estava sendo escrita — a que Serkan nunca teve, mas finalmente vivia.
[...]
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A noite já havia se instalado do lado de fora, mas dentro da casa, o silêncio era preenchido por uma inquietude quase palpável. Serkan estava encostado na varanda, olhando para o céu como se buscasse respostas nas estrelas. Eda surgiu ao lado dele com uma manta nos ombros, entregando-lhe uma xícara de chá sem dizer uma palavra.
Por um instante, ficaram apenas ali, respirando a mesma tensão.
— Tudo pronto — murmurou Serkan, sem tirar os olhos do céu. — O plano, os agentes, os rastreadores... está tudo desenhado.
— Só falta ele dizer onde estará — completou Eda, com a voz baixa. — Sinan disse que estamos perto.
Serkan assentiu, apertando a xícara com mais força do que deveria.
— É estranho, sabe? Pensar que vamos fechar esse ciclo. Tudo o que aconteceu... toda dor, fuga, silêncio... vai culminar nisso.
Eda apoiou a cabeça no ombro dele.
— Eu fico pensando se ele já sabe. Se sente que a rede está se aproximando.
— Ele sempre sente. Mas essa é a primeira vez que estamos dois passos à frente. Graças a você. E a Sinan. E ao fato de que eu finalmente enxerguei quem ele é.
Eda se virou para encará-lo.
— Você acha que está mesmo pronto?
Ele respirou fundo, demoradamente.
— Não. Mas estou decidido. E talvez isso seja mais forte. Porque se eu esperar estar pronto... eu nunca vou enfrentar.
Ela o abraçou com força, como quem tenta proteger do que vem a seguir.
— Quando Sinan avisar o dia e a hora... — começou ela.
— Eu quero estar lá. Mesmo que seja na retaguarda. Preciso ver com meus próprios olhos o fim do homem que foi meu fantasma por tantos anos.
— E depois?
Serkan pensou por um momento. O céu continuava silencioso.
— Depois... eu quero tirar Kiraz da escola por um dia. Levar vocês duas àquela praia que mencionei. Sem operação. Só conchinhas, sorvete e céu limpo.
Eda sorriu, e por um instante, o peso do momento pareceu menos cruel.
— Eu quero isso também. Você, Kiraz e eu. Sem passado nos perseguindo.
Serkan se inclinou e encostou a testa na dela.
— Falta pouco, Eda. Muito pouco. E quando essa última peça cair... vamos finalmente respirar.
Eles ficaram em silêncio outra vez, agora em cumplicidade. O dia e a hora ainda eram uma incógnita. Mas dentro daquela varanda, com o céu como testemunha, havia algo mais forte do que medo: A certeza de que estavam juntos.
ESTOU TENDO UM PEQUENO BLOQUEIO DE CRIATIVIDADE
NÃO SEI BEM COMO VOU FAZER ESSA OPERAÇÃO CAÇA BOLAT PAI
ACONTECER.
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