Reviver, siguinifica voltar a vida, renascer, revigorar-se, renovar-se outra vez.
Isso era tudo que Serkan não conseguia fazer. Fazia exatamente cinco anos que deixou de se sentir vivo. O grande amor de sua vida, o deixou com apenas uma palavra, "Ad...
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Eda desligou o telefone com Sinan, tentando manter a respiração sob controle. O plano estava avançando. Seria colocada como isca, sob proteção total da equipe do xerife, para atrair o criminoso que por tanto tempo comandou sua dor nos bastidores. Ela já sabia quem era ele. Sabia do laço de sangue que o conectava a Serkan. Mas essa parte ainda não tinha coragem de revelar.
Enquanto ela permanecia sentada à beira da cama, envolta em silêncio, Serkan despertou lentamente. Seus olhos ainda sonolentos foram atraídos pelo tom contido da voz dela ao telefone. Não era a primeira vez que ela conversava com Sinan em segredo, mas algo naquela ligação mexeu com ele.
— Está tudo bem? — ele perguntou, a voz arrastada, como quem tenta disfarçar a preocupação.
— Sim — Eda respondeu rápido demais, virando-se para ele com um sorriso ensaiado. — Só alinhando detalhes com Sinan. A operação está perto de começar.
Serkan assentiu, ainda confuso. Ele sabia do sequestro. Sabia das noites que ela acordava gritando, do tremor involuntário nas mãos dela quando via alguém com os mesmos olhos frios do homem que a mantivera em cativeiro. Mas havia algo além disso. Algo que ela não estava dizendo.
Minutos depois, enquanto Eda tomava banho, o celular dela vibrou sobre a cômoda. A notificação discreta mostrava o nome de Sinan, e a tela exibia uma única linha:
Sinan:"Equipe posicionada. Confirmamos tudo conforme o plano. É agora ou nunca."
Serkan leu a mensagem sem intenção — só queria verificar se era algo urgente. Mas a palavra "confirmamos" acendeu todas as luzes de alerta em sua mente.
Confirmaram o quê?
Seu coração disparou. A inquietação dos últimos dias agora tomava forma. Ele sentia que algo grande estava sendo escondido dele — e não suportava a ideia de que fosse sobre Eda.
Quando ela voltou do banho, encontrou Serkan de pé, imóvel, segurando o celular com expressão fechada.
— Você não está me contando tudo, Eda.
Ela congelou. O vapor ainda escapava da toalha em seus ombros, mas o frio veio de dentro.
— Serkan...
— Eu sei que você vai entrar nesse plano com o Sinan. E sei que você está se arriscando mais do que admite. — Seus olhos buscaram os dela, aflitos. — Por quê?
O silêncio entre eles era denso. Mas antes que ela pudesse responder, ele disse, com uma firmeza dolorida:
— Eu confiei em você pra me dizer a verdade. Você me contou sobre o sequestro, mas não sobre quem está por trás. Quem é esse homem, Eda? Por que você tem tanto medo dele?
Ela fechou os olhos por um instante, sentindo o peso de tudo que carregava.
— Porque ele destruiu minha vida. E agora... — ela hesitou — ele pode destruir a sua também.