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Epílogo Final 

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Epílogo Final 

"Da Poeira à Luz: Memórias de uma Yıldiz Bolat"

Por Kiraz Yıldiz Bolat

Se você está lendo isso, parabéns. Você chegou até o fim. E eu também.

Meu nome é Kiraz. Yıldiz Bolat. Sim, esse sobrenome carrega peso. Carrega história. Carrega escândalo, manchetes, e uma empresa que quase virou pó. Mas também carrega amor. E eu sou prova disso.

Nasci de um amor que quase não sobreviveu. Fui filha de uma mulher que lutou contra o mundo e de um homem que aprendeu a lutar por ela. Cresci entre silêncios, terapias, desenhos sem rosto e um cachorro que me vigiava como se fosse meu guarda-costas pessoal. (Orion, te amo. Mesmo quando você roubava meu pão de queijo.)

Fui sequestrada. Fui manipulada. Fui chamada de "estrela mirim" por uma mulher que achava que fama era mais importante que afeto. Mas eu voltei. E quando voltei, não era mais a mesma. E tudo bem. Porque ninguém volta igual depois de atravessar o escuro.

Minha mãe, Eda, é a mulher mais forte que eu conheço. Ela fundou uma ONG, salvou outras meninas, e ainda conseguiu fazer bolo de cenoura sem deixar queimar. Ela é minha aurora. Meu céu antes do dia nascer.

Meu pai, Serkan... ah, ele é um caso à parte. Engenheiro, romântico, ex-galinha (sim, eu sei das ex-namoradas, e sim, minha mãe ainda o manda pro sofá quando alguma liga). Mas ele é meu céu também. O tipo de homem que escreve bilhetes em árvores e chora em ultrassons. Ele me ensinou que homens também podem ser abrigo.

E então veio Aras. Meu irmão. Meu pequeno sol. Ele nasceu numa madrugada em que tudo parecia calmo demais — como se o universo estivesse segurando a respiração. Quando o vi pela primeira vez, pensei:
"Agora somos quatro. E o mundo vai ter que lidar com isso."

Aras é fofo, barulhento, e tem uma queda por morder meus livros. Mas ele também é luz. E eu sou a irmã mais velha que vai protegê-lo com unhas, dentes e glitter.

Hoje, sou adolescente. Tenho 16 anos. Sou bonita como minha mãe (modéstia zero), inteligente como meu pai (ok, talvez mais), e criativa como uma tempestade. Pinto murais, escrevo poemas, dou palestras sobre trauma infantil e ainda tenho tempo pra postar selfies com Orion.

Ser uma Yıldiz Bolat é carregar cicatrizes com estilo. É saber que o passado não define, mas ensina. É rir das ligações das ex do papai e depois fazer careta pra ele quando ele tenta se explicar. É abraçar minha mãe quando ela chora escondido. É segurar a mão do meu irmão quando ele tem medo do escuro.

É saber que o amor não é perfeito. Mas é persistente.

E sabe o que é mais bonito? A gente não voltou ao começo. A gente começou de novo. Com mais gente. Com mais luz. Com mais coragem.

Então, se você chegou até aqui, obrigada por caminhar comigo. Pela poeira. Pela dor. Pela dança. Pela aurora.

E se um dia você se sentir perdido, lembre-se do que minha mãe me disse quando eu achava que ela não existia:

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