Reviver, siguinifica voltar a vida, renascer, revigorar-se, renovar-se outra vez.
Isso era tudo que Serkan não conseguia fazer. Fazia exatamente cinco anos que deixou de se sentir vivo. O grande amor de sua vida, o deixou com apenas uma palavra, "Ad...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Fazia duas semanas que Kiraz voltara. O tempo seguia seu próprio ritmo, entre noites inquietas e manhãs silenciosas. Cada conquista — como dizer "bom dia" ou comer sem alguém insistir — era celebrada como um festival íntimo.
Mas Eda queria mais. Não por ego. Pela urgência.
Ela reuniu folhas, fotos, registros, e começou a desenhar os primeiros traços da ONG Raízes de Aurora — um espaço de acolhimento para meninas que viveram situações parecidas.
Serkan observava, entre preocupado e encantado.
— Tem certeza que quer se expor assim?
— Não é sobre mim — respondeu Eda. — É sobre todas que não têm ninguém pra segurar suas mãos no escuro.
Kiraz escutava as reuniões pela porta. Sabia que algo estava acontecendo. Num desses dias, entrou e perguntou:
— Aurora era o nome de uma flor?
Eda sorriu.
— É o nome do céu antes do dia nascer. E também é o nome do recomeço.
Kiraz pensou um pouco. Depois disse:
— Queria pintar um céu assim. Mas sem sol ainda. Só o começo da luz.
Com ajuda de advogadas, psicólogas e voluntárias, Eda fundou oficialmente a ONG. O primeiro encontro aconteceu em uma antiga escola, reformada com doações. Na entrada, um mural: "Aqui, sua história importa."
Kiraz foi, mas ficou quieta no canto. Até que uma menina, mais nova que ela, mostrou um desenho com formas confusas e rabiscos fortes.
— É o medo — disse a menina.
Kiraz olhou. E pela primeira vez, falou sobre o seu.
— Meu medo também parecia um bicho com muitos olhos.
A menina respondeu:
— O meu, às vezes, come minha voz.
Serkan, ao longe, viu as duas conversando. Uma troca simples, mas gigante. O tipo de coisa que não se aprende — apenas se sente.
Naquela noite, Eda escreveu:
"Quando você semeia dor com cuidado, o que nasce não é revolta. É coragem com raízes."
[...]
Após a prisão do pai de serkan, Eda e Serkan resolveram junto com a psicologa que era melhor para a kiraz e então eles a puseram em uma.
Na escola decidiu realizar uma exposição sobre arte e sentimentos. O tema era simples: "Meu mundo por dentro." Cada aluno teria um espaço para expressar emoções que não coubessem nas palavras.
Kiraz hesitou ao participar. Ainda era difícil nomear o que sentia, mas Serkan a encorajou.
— Você pode desenhar sem contar — disse ele. — Às vezes, as cores falam mais alto que os gritos.