Reviver, siguinifica voltar a vida, renascer, revigorar-se, renovar-se outra vez.
Isso era tudo que Serkan não conseguia fazer. Fazia exatamente cinco anos que deixou de se sentir vivo. O grande amor de sua vida, o deixou com apenas uma palavra, "Ad...
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A madrugada avançava silenciosa, mas dentro de mim o tempo parecia ter parado. Cada batida do coração era um lembrete ensurdecedor de tudo o que eu havia perdido. Kiraz. Eda. Os anos roubados, os afetos fragmentados. Um amor deixado em cartas. Uma filha que não conhecia meu rosto. Um amigo que carregava verdades demais nos ombros.
Minhas mãos ainda tremiam.
Sentado diante da parede tática da operação, cercado por fotos, esquemas e horários, olhava fixamente para a imagem central: o rosto do homem que me deu o sobrenome. Eu não sabia se ainda podia chamá-lo de pai. Talvez jamais tenha sido. Talvez aquela palavra pertencesse apenas à fantasia de um garoto ingênuo que acreditava em honra e retidão.
Agora, tudo estava em ruínas. Mas eu ainda tinha algo que ele nunca entendeu: pessoas. Laços reais. Mesmo partidos.
Kiraz.
De repente, percebi Sinan cochilando numa cadeira próxima, a cabeça caída para o lado, os papéis escorregando das mãos. Ella havia saído fazia pouco, deixando no ar um cheiro morno de café e pastel. Ainda estava presente a suavidade dela, como se tivesse trazido um pouco de vida à sala encharcada de estratégia.
Era estranho pensar que ali, entre táticas e rastreadores, havia espaço para ternura.
Levantei-me devagar. Peguei a pasta com as provas que Sinan havia juntado — registros, mensagens interceptadas, testemunhos encobertos. Ali dentro estava o fim de um império podre. E o começo do que eu precisava reconstruir.
Não uma vingança.
Mas uma justiça que permitisse à Eda dormir sem fantasmas. À Kiraz correr livre no jardim, sem sombra. E a mim... talvez apenas sobreviver.
Encostei a testa na janela, observando o breu lá fora. Uma tempestade se aproximava.
— Ele não destrói mais ninguém — murmurei, quase como um juramento. — Nem elas. Nem a mim.
O reflexo no vidro mostrava alguém que eu mal reconhecia. Mas isso era o necessário. A dor me transformou. E agora, eu seria o que elas precisavam.
Um pai. Um homem. Um escudo.
E se ele ousar tocar nelas mais uma vez...
Vai entender o peso do nome que me deu.
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