Epílogo 2

121 11 10
                                        

O sol se infiltrava pelas cortinas da sala, desenhando formas suaves sobre o tapete

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

O sol se infiltrava pelas cortinas da sala, desenhando formas suaves sobre o tapete. Eda, com sete meses de gravidez, já não conseguia se abaixar sem emitir um som dramático — o que Serkan chamava de "a sinfonia da gestante". Ela estava linda, com a barriga redonda e reluzente, e um humor que oscilava entre o riso fácil e a fúria repentina, especialmente quando o celular de Serkan tocava.

— Se for outra daquelas... — Eda começou, com uma sobrancelha arqueada.

Serkan, já acostumado, olhou para o visor e suspirou.
— É a Yasmin. De novo. Quer saber se eu ainda gosto de sushi.

— Sushi? Ela acha que você vai largar sua mulher grávida por peixe cru?

— Tecnicamente, ela disse que sente falta das nossas noites de "temaki e travesseiros".

Eda jogou uma almofada nele.
— Você vai dormir no sofá. De novo.

— Mas eu nem respondi!

— Dormir. Sofá. Sem sushi.

Kiraz apareceu correndo, rindo.
— Mamãe, você brigou com o papai por causa de comida?

— Não, meu amor. Por causa de ex-comida.

Antes que mais travesseiros voassem, a campainha tocou. Eda se levantou com esforço, e Serkan correu para abrir. Do outro lado estavam Ella e Sinan, os dois com sorrisos largos e presentes nas mãos.

— Finalmente! — disse Eda, abraçando Ella com força. — Vocês demoraram uma eternidade.

— Trânsito. E um senhor que achou que podia estacionar no meio da rua porque "tava com dor nas costas" — explicou Sinan, já entrando com Kiraz pendurada em seu pescoço.

Kiraz estava radiante.
— Tio Sinan! Você veio! Você veio!

Ella se abaixou para abraçá-la.
— E eu também! Trouxe livros, desenhos e um pouco de paciência emprestada.

— Você vai precisar — disse Serkan, apontando para Eda. — Ela está mais explosiva que um vulcão com TPM.

— Eu ouvi isso! — gritou Eda da cozinha.

Todos se acomodaram na sala. Sinan olhou para a barriga de Eda com admiração.
— Parece que tem um planeta aí dentro.

— Um planeta que chuta. Muito. Principalmente quando o pai atende ligações suspeitas.

Ella riu.
— E como está emocionalmente?

Eda suspirou.
— Melhor. Com vocês aqui, muito melhor. Mas ainda tenho pesadelos. Às vezes acordo achando que estou no esconderijo de novo.

Sinan ficou sério por um momento.
— Você foi incrível, Eda. A forma como ajudou a prender o pai do Serkan... aquilo foi coragem pura.

— E loucura. Mas necessária.

REVIVEOnde histórias criam vida. Descubra agora