Reviver, siguinifica voltar a vida, renascer, revigorar-se, renovar-se outra vez.
Isso era tudo que Serkan não conseguia fazer. Fazia exatamente cinco anos que deixou de se sentir vivo. O grande amor de sua vida, o deixou com apenas uma palavra, "Ad...
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O sol se infiltrava pelas cortinas da sala, desenhando formas suaves sobre o tapete. Eda, com sete meses de gravidez, já não conseguia se abaixar sem emitir um som dramático — o que Serkan chamava de "a sinfonia da gestante". Ela estava linda, com a barriga redonda e reluzente, e um humor que oscilava entre o riso fácil e a fúria repentina, especialmente quando o celular de Serkan tocava.
— Se for outra daquelas... — Eda começou, com uma sobrancelha arqueada.
Serkan, já acostumado, olhou para o visor e suspirou. — É a Yasmin. De novo. Quer saber se eu ainda gosto de sushi.
— Sushi? Ela acha que você vai largar sua mulher grávida por peixe cru?
— Tecnicamente, ela disse que sente falta das nossas noites de "temaki e travesseiros".
Eda jogou uma almofada nele. — Você vai dormir no sofá. De novo.
— Mas eu nem respondi!
— Dormir. Sofá. Sem sushi.
Kiraz apareceu correndo, rindo. — Mamãe, você brigou com o papai por causa de comida?
— Não, meu amor. Por causa de ex-comida.
Antes que mais travesseiros voassem, a campainha tocou. Eda se levantou com esforço, e Serkan correu para abrir. Do outro lado estavam Ella e Sinan, os dois com sorrisos largos e presentes nas mãos.
— Finalmente! — disse Eda, abraçando Ella com força. — Vocês demoraram uma eternidade.
— Trânsito. E um senhor que achou que podia estacionar no meio da rua porque "tava com dor nas costas" — explicou Sinan, já entrando com Kiraz pendurada em seu pescoço.
Kiraz estava radiante. — Tio Sinan! Você veio! Você veio!
Ella se abaixou para abraçá-la. — E eu também! Trouxe livros, desenhos e um pouco de paciência emprestada.
— Você vai precisar — disse Serkan, apontando para Eda. — Ela está mais explosiva que um vulcão com TPM.
— Eu ouvi isso! — gritou Eda da cozinha.
Todos se acomodaram na sala. Sinan olhou para a barriga de Eda com admiração. — Parece que tem um planeta aí dentro.
— Um planeta que chuta. Muito. Principalmente quando o pai atende ligações suspeitas.
Ella riu. — E como está emocionalmente?
Eda suspirou. — Melhor. Com vocês aqui, muito melhor. Mas ainda tenho pesadelos. Às vezes acordo achando que estou no esconderijo de novo.
Sinan ficou sério por um momento. — Você foi incrível, Eda. A forma como ajudou a prender o pai do Serkan... aquilo foi coragem pura.