Capítulo 18

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A escuridão envolvia Eda enquanto ela corria pelos corredores frios e intermináveis

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A escuridão envolvia Eda enquanto ela corria pelos corredores frios e intermináveis. Suas pernas tremiam, mas ela não podia parar. O eco dos passos atrás dela anunciava o perigo-ele estava vindo. O homem que havia tentado destruí-la, arrancando sua dignidade, sua liberdade... Seu pesadelo vivo.

Nos braços, ela apertava Kiraz contra o peito. A pequena não chorava, mas seu corpo quente tremia de medo. "Mamãe está aqui," Eda murmurava contra seus cabelos, tentando controlar sua própria respiração ofegante.

As paredes do antigo galpão onde estava presa se fechavam ao seu redor. O som de metal se arrastando no chão soava como gritos sufocados. O cheiro de ferro e ódio impregnava o ar. Eda sabia o que viria a seguir-os golpes, as palavras cortantes, a dor.

Então, de repente, mãos agarraram seus pulsos. A força brutal a puxou para trás. Kiraz gritou.

"Você não pode fugir, Eda," a voz fria e cruel sussurrou em seu ouvido. Era ele. O homem que a sequestrou. O homem que achava que poderia possuí-la.

Seu coração acelerou, sua mente lutou contra a paralisia do medo. Mas desta vez, algo dentro dela rugia como uma tempestade. Não era mais a Eda indefesa de antes. Ela tinha uma razão para lutar-sua filha.

Com um grito feroz, Eda se contorceu e cravou as unhas no rosto do monstro. O cheiro metálico do sangue se misturou ao ar. Ele recuou, xingando, furioso. Aproveitando o momento, Eda agarrou Kiraz com toda sua força e correu.

Sua respiração era irregular, seu peito ardia. Mas ela continuou correndo, até que-de repente-a escuridão se dissolveu.

Eda acordou com um grito, suada e trêmula. Suas mãos instintivamente procuraram o ventre, mesmo sabendo que Kiraz já não estava mais ali. Estava segura, estava em casa.

Serkan se mexeu ao lado dela, alarmado. "Eda? O que houve?" Seus olhos estavam cheios de preocupação.

Ela respirou fundo, tentando se acalmar, mas as lágrimas vieram antes. "Foi ele... Eu estava lá de novo..." Sua voz falhava, engasgada pelo terror do sonho.

Serkan não hesitou. A envolveu em seus braços, acariciando seus cabelos, sussurrando palavras suaves. "Eu estou aqui. Você está segura. Kiraz está segura."

Mas Eda sabia que, mesmo acordada, a sombra daquele homem ainda pairava sobre ela. E agora, mais do que nunca, ela precisava encontrar forças para acabar com esse tormento de uma vez por todas.

Os dias passaram, mas o pesadelo nunca ia embora. Eda sentia o peso dos traumas como uma sombra constante, agarrando-se ao seu subconsciente e sufocando sua paz. Mesmo nos momentos mais felizes, quando observava Kiraz brincando na sala, sentia uma pontada de medo profundo-o receio de que o passado pudesse encontrar uma maneira de atingi-las novamente.

As noites eram as piores. O sono lhe trazia imagens fragmentadas e distorcidas: mãos que a seguravam, gritos abafados, o olhar frio e cruel daquele homem. E, no meio do caos, sua filha. Pequena, indefesa.

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