Gatilho***
Acordo na mesma cama de antes, estava de boite e a unica coisa que iluminaca o quarto eram as lampadas brancas, as luzes machucavam os meus olhos.
Viro pro outro lado e vejo minha mãe mais distante conversando com o médico, logo ele sai e ela vem até mim.
S/m- acordou meu bem? Tenho boas notícias, seus exames estão bons, amanhã você pode ir pra casa, mas tem que ficar de repouso.
Não respondo nada e me viro pro outro lado.
Aquele vazio, aquela dor no peito me rasgando em duas, a sensação de estar sozinha, de não ter alguém, de não ter o meu katsuki, era um peso esmagador, eu só queria ele, o abraço dele, o carinho, o beijo, o colo dele.
Os pensamentos e lembranças começam a pesar ainda mais e parece que tudo se move em câmera lenta, as lágrimas escorriam pelo meu rosto mas eu não tinha nenhuma expressão, eu só queria sair dali, fugir desse mundo, daquela hora, daquele lugar. Meu coração começa a doer e bater forte, sinto minhas mão começarem a tremer, quando sinto um toque em mei ombro, nesse instante volto a realidade. Minha mãe deita ao meu lado e me abraça.
S/m- sei que não sou ele, mas deixe eu te abraçar, você amava meu abraço quando pequenininha, deixe eu cuidar de você igual eu fazia quando você era criança e vinha até mim com o joelho ralado. Brigue comigo se quiser, desconte sua raiva e frustração em mim, mas por favor, não se esconda na sua cabeça.
Ela me abraça forte e eu agarro o braço dela, começo a chorar igual criança enquanto ela cuida de mim, ela não é ele, mas ter minha mãe aqui comigo fazia eu me sentir um pouco melhor.
Acabo pegando no sono enquanto choro...
No outro dia acordo com meu pai e o meu irmão mais novo no hospital.
S/p- filha, bom dia.
S/n- bom dia.
S/i- iae maninha.
S/n- oi.
Meu irmão vem até mim e toca no meu ombro.
S/i- vai ficar tudo bem.
Olho pra ele e respiro fundo tentando controlar as lágrimas.
S/m- oi, cheguei. A s/n acordou?
S/n- sim.
S/m- ah, oi filha. Levanta, veste uma roupa. Você ganhou alta, vamos pra casa.
Aquilo não me deixava feliz, só fazia cair a ficha de que aquilo tudo não era um simples pesadelo. Me levanto da cama e minha mãe me entrega uma roupa, pego e vou para o banheiro. Tomo um banho rápido com água gelada, sentindo aquele peso sair ao poucos de mim, mas assim que desligo o chuveiro, ele volta...
Visto minhas roupas e saio, vejo meu pais com as coisas arrumadas pra irmos pra casa e mais uma vez, sinto a ficha caindo.
Minha mãe sai e eu vou atrás dela, meu irmão é meu pai levam as malas. A cada passo naquele corredor frio e branco meu corpo tremia senti milhares de facadas em meu peito a medida em que a porta de saída se aproximava e eu não o tinha ao meu lado.
Assim que coloquei o pé do lado de fora meu coração bateu ainda mais rápido, minha respiração desregulou, minha visão ficou completamente embaçada, tentei segurar minhas mão mas elas tremiam, era inútil tentar. Este sentimento foi quebrado assim que senti a mão do meu irmão no meu braço me puxando pra um abraço.
S/i- eu sei, eu sei que dói. Não posso falar que entendo essa dor, pq não entendo, nunca passei por isso, mas eu sei que dói.
Agarro ele e ele solta as bolsas e me abraça com o outro braço. Eu precisava daquilo, mesmo não sendo dele, eu precisava de um abraço assim.
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Noite de explosões +18
FanfictionIai povo, tudo bom? Vou avisando q n vou seguir os acontecimentos do anime nem nd. Tudo que tiver aqui eu inventei e não tem ndh com o anime. Os personagens e algumas coisas podem ter, mas n vou falar que é a grande maioria.
