Capítulo Dez

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-- Ana, eu... eu... - Digo gaguejando, merda não consigo formular uma frase, suas frases me atingiram como flechas. 

-- Christian, eu estou sem paciência nenhuma para suas histórias, estou cansada, com fome, enjoada, passei a pior noite da minha vida, e hoje de manhã estava me castigando mentalmente por ter te abandonado durante a madrugada. E quando eu chego me deparo com Aquela mulher nojenta na minha casa? Eu não aguento mais. - Ana termina de falar, vira em direção as escadas e sobe correndo.

Estou parado, perdido no tempo e no espaço, quero me mover ir atrás dela à pegar nos braços e falar para ela por horas o quanto a amo, mas não consigo me mover muito menos falar, parece que perdi a capacidade de andar e de falar.

No mesmo lugar onde estou parado, eu escorrego para o chão colocando a cabeça entre as pernas  e deixando as lágrimas de angústia que estavam guardadas desde ontem rolarem pelos meus olhos. 

Ela está aqui ela voltou, está muito brava é claro e magoada mas ela VOLTOU, fico repetindo esse mantra na minha cabeça. Sou tirado dos meus devaneios pela voz de Taylor.

-- Senhor Grey, sinto muito ainda não achamos a Senhora Grey. - A voz de Taylor sai culpada.

-- ELA JÁ VOLTOU TAYLOR. - Berro para ele e finalmente me levanto da onde estou e corro para as escadas.

Subo correndo em direção ao antigo quarto de Ana, conforme vou chegando mais perto da porta ouço o barulho de chorro da minha Ana. Tento abrir á porta mas a mesma está trancada.

-- Ana baby, abra a porta. - digo batendo na porta. -- PRECISAMOS CONVERSAR, VOCÊ PRECISA ME ESCUTAR. - Grito desesperadamente a última parte.

Do outro lado da porta, o único barulho presente continua sendo do choro de Anastásia.

-- Abra a porta bebê, por favor me escute. - Estou suplicando, minha voz sai manhosa e ao mesmo tempo desesperada.

-- Vai embora Christian. - Ana fala entre o choro do outro lado da porta. 

-- Eu não vou sair daqui até você abrir essa maldita porta e conversarmos. - Digo frio.

-- POR MIM, VOCÊ PODE VIRAR ESTÁTUA DO LADO DE FORA. - Ana grita. 

-- Você sabe que eu não vou sair daqui. - Dito isso, não escuto nenhuma resposta de volta e o som de choro volta, só que desta vez tanto dentro quanto fora do quarto.

Não sei quanto tempo já estou sentado com as costas apoiada na porta, sou "acordado" do meu cochilo pela voz de Ana que está dentro do quarto, me parece que conversando com alguém. Fico de pé imediatamente e colo o ouvido na porta. 

-- Você está cansado? - A voz de Ana soa carinhosa. Porra com quem ela está FALANDO?

-- Está com fome meu amor? - MEU AMOR? O desespero toma conta de mim, e quando me preparo para perguntar quem está lá dentro sou surpreendido.

-- Mamãe está cansada também e confusa, mas essa parte do confusa não vou dividir com você.  - ELA ESTÁ  FALANDO COM O NOSSO FILHO, colo ainda mais meus ouvidos na porta.

-- Mamãe promete te proteger de tudo e de todos, sei que você não foi planejado e trouxe muitas complicações para o casamento da mamãe mas quero que você saiba que eu te amo muito. - Meus olhos começam a encher de lágrimas.

-- Sabia que a mamãe ficou muito assustada quando descobriu que você tava dentro dela? - escuto uma risadinha de Ana, meu coração aperta. -- Só que logo depois do susto inicial mamãe ficou tão feliz. 

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