Capítulo Trinta e Sete

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Após um longo tempo abraçados, eu levei Ana para o quarto e lhe dei um banho com todo o cuidado e carinho o quê me foi retribuído na hora do meu. Voltamos para a cozinha, onde a Gail já havia preparado nosso lanche, pedimos para que nosso almoço mais tarde fosse levado ao quarto assim como os lanches da tarde.

 Avisei a senhora Jones, que se tocasse telefone, alguém quisesse subir,ou qualquer outra coisa, simplesmente dizer que hoje não estaríamos para ninguém.  Passamos o finalzinho da manhã e a tarde toda no quarto, Ana dormiu boa parte do tempo o quê me rendeu inúmeras fotos, saímos do quarto apenas para jantar e Ana tomar suas vitaminas. 

Não conversamos sobre nada do que aconteceu, eu realmente não sei o quê dizer parece que estou em uma realidade alternativa. Ainda não consigo acreditar que a Elena se matou, eu não estou com pena dela ou algo do tipo e é isso que me assusta, esse sentimento de indiferença. 

-- Christian? - A voz suave de Ana me chama.

-- Sim baby...

-- Está tudo bem? - Ela questiona me abraçando por trás.

-- Sim... - Digo encarando suas mãos em meu peito e me sentindo protegido pelo seu amor, pego uma de suas mãos , levo até minha boca e deposito um beijo delicado. 

-- Eu estou falando sério... - Ana respira fundo e me vira para ela. -- O seu braço como está? 

-- Está bem, foi um tiro de raspão. 

-- Você não quer falar sobre isso? 

-- Hoje não. - Digo lhe dando um selinho. -- Eu estou tentando entender ainda, sabe processar tudo o quê houve?  

-- Eu me sinto assim também, estou confusa e de algum modo profundamente cansada. - Ela me abraça fortemente. -- Mas acima de tudo estou me sentindo aliviada. 

-- Outro dia nós conversamos sobre isso ok? 

-- Por mim... desde que você não me oculte nada. - Ela diz seriamente.

-- Prometo! - Essa mulher é perfeita, é como um anjo, uma cura ou sei lá é algo inexplicável, ela me faz bem só de olhar para mim! 

-- O que você e o Elliot conversaram? - Ana questiona mudando de assunto. 

-- Ele veio "brigar" comigo. - Digo me arrastando para poltrona e levando Ana para sentar ao meu colo. 

-- Brigar? - Ana pergunta arqueando as sobrancelhas divertidamente. 

-- É... ele estava bravo, por causa que fui atrás de Jack sozinho e tudo mais. 

-- Jack, ele sabia? 

-- Sim, mas isso faz parte do assunto para outro dia. - Falo beijando seu ombro. 

-- É... por hoje o assunto está esquecido. - Ela diz piscando e logo depois, encaixando seu rosto em meu pescoço.

-- Vamos esquecer meu irmão insuportável e ir para a minha irmão enxerida. - Ana ri no meu pescoço. -- O que será que ela estava fazendo aqui? 

-- Ela mencionou, que está voltando de vez para cá ou seja deve ter vindo querer contar isso. 

-- Um hipótese... 

-- Eu acho que é isso sim, ela deve ter vindo contar para nós adiantarmos a resposta sobre o estágio! - Ana diz firme e sua boca despenca do nada.

-- O que aconteceu? - Falo assustado com a sua reação.

-- Christian hoje é segunda, tínhamos combinado a visita dela na SIP. 

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