2010, Fevereiro - Quarta

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Estava do outro lado da rua, numa loja de cama mesa e banho, fingindo olhar as toalhas, lá dentro, podia ver o Cordial lendo seu jornal tranquilamente, poderia ir até lá, mas, algo não a deixava, o melhor seria ir até lá, e conversar com ele, mas, e Hanna?

 E o pior seria, o que ele iria querer em troca ? Talvez, se pudesse ir convencer o Medico a lhe dar a ficha do Cordial, talvez, só assim, conseguisse algo, uma vantagem, não tinha nada que oferecer.

Não dava para pensar mais pois viu Hanna no Mac Donalds em frente, saiu correndo e entrou na Manom,  sentando sem pedir, em frente ao Cordial.

_ Que bela surpresa !

Beatriz estava ofegante e não conseguia falar pela corrida.

_ Douglas ! Pode trazer uma água para minha bela companhia, e depois, um café da manhã bem reforçado para nós dois.

O Garçom que chegou perto quando viu a menina sentar-se correndo saiu para anotar os pedidos.

_ Acalme-se, tome um ar, depois conversamos, eu sei que Hanna esta por aqui, mas você veio me procurar a negócios, imagino, por isso, ela não pode fazer nada com você enquanto estiver aqui comigo.

Isso acalmou Beatriz, ela respirou fundo e ficou encarando aquele senhor a sua frente, simpático, atencioso, nada, mas nada nele indicava algo diferente de um respeitável e agradável senhor de meia idade. Pensou por um tempo, depois disse.

_ Obrigado por ter me mandado para aquele jantar, foi uma experiencia inesquecível.

_ Eu não queria que você passasse pelo que passou, me desculpe, se tivesse dito quem era a Tiago...

_ Nada daquilo teria acontecido, acho que existe uma lição nisso.

_ Existe. Nada de mentiras conosco, elas são muito perigosas.

_ Entendo Sr...

Ele riu, depois falou :

_ Não posso dar meu nome lembra ? Pode dizer que eu sou somente um senhor Cordial, me chame de Cordial se quiser, isso já serve.

_ Não pode me dar um nome ?

_ Um nome ? Que tal Douglas ? Não, esse é o nome do nosso amigo que nos serve tão bem... Não sei, José em homenagem a seu Tio ? O nome que eu der, terá de ser falso, e não quero falsidades entre nós Beatriz, por favor.

_ Entendi.

_ Agora vamos, vamos ao motivo da sua visita.

_ Quero o garoto.

_ O garoto que está com meu amigo, Homem do Saco, eu suponho.

_ Esse mesmo.

_ Não posso dá-lo a você Beatriz, mas posso trocá-lo com o meu amigo.

_ Como assim ?

_ Um favor por outro.

_ O que quer em troca ?

_ Sempre direta não é ? Assim você não entende os meandros, as sutilezas... Se é assim, vamos ao ponto. Para começar, quero a Ingrid

_ Ingrid ?

_ A esposa de Marcio, e também Antonia.

_ Antonia morreu.

A Ordem NegraHistórias para pegar e não largar. Descubra agora